Linha Viva 993

“Sou um idiota”

LV 16/07/2009

Quem é Lírio Parizotto?
Conforme suas próprias palavras extraídas da edição de domingo do Diário Catarinense, último dia 12, na página 12, “…sou um idiota”.
Amigo do círculo íntimo do governador, ex-membro do Conselho de Administração da Celesc, ocupando, por concessão deste, uma das vagas destinadas ao governo do estado, configurando-se aí, um flagrante conflito de interesses, uma vez que usava essa posição na bancada majoritária para atingir seus objetivos pessoais como investidor, defendendo entre outros pontos a privatização, por meio da mudança de “status” na Bovespa, alterando a classificação da empresa de: listada no Nível II para Novo Mercado.
Essa mudança de condição proporcionaria a esse “senhor”, que se autodefine publicamente como  “idiota”, aumentar  a sua participação, como num passe de mágica, hoje, da ordem de 3,1% (sob o nome de Geração Lpar) para 10,5% do capital votante da empresa.
É claro que com ele também ganharia outros investidores minoritários preferencialistas  (Tarpon  de 0% para 12,7%, Poland Fia de 0% para 9,3%, Eletrobrás de 0% para 10,7% e outros de 7,7% para 19%) que, juntos, tornar-se-iam maioria por meio de um acordo de acionistas formando, assim, um novo bloco de controle.
Quem sairia perdendo com esse golpe?
O estado de Santa Catarina, que de uma participação de 50,12% passaria para 20,2%; a Celos, de 5,9% para 3,1%; e, pasmem, a Previ, fiel portadora da proposta, de 33,1% para 5,1% .
A pergunta a ser feita é a seguinte: quem são os verdadeiros idiotas nesse caso?
Aquele que se autodefine como tal ou aqueles que defendem esse golpe?
Assim é fácil ser empresário e merecer todas as honras por ter obtido sucesso. Todas as denúncias elencadas na famosa carta aos conselheiros devem ser investigadas, com a transparência que o caso requer e com o necessário apoio da Intercel. Mas, nada do que ali foi denunciado por esse… “senhor”, absolutamente nada, custaria mais caro ao patrimônio público do que a transferência de poder do controle acionário da Celesc, do estado para esses “empresários”.


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