LV 17/09/2009
*Mario Jorge Maia
O Brasil foi invadido em 1500, pelos portugueses liderados por Cabral que, por ordem do rei, procuravam um novo caminho para a Índia atrás de especiarias. O rei, na época, era D. Manuel I “O VENTUROSO”, que foi aclamado rei em 27 de outubro. Posso estar enganado, mas, me parece, que é a data de aniversário do presidente Lula. Naquela época, a sucessão na monarquia portuguesa só era realizada com a morte do rei, aí o filho mais velho subia ao trono. Caso o monarca não tivesse filhos, o parente mais próximo o sucedia. Talvez, D. Manuel, quando criança, sonhasse em ser rei. Mas, era um sonho distante, quase impossível de se realizar. Porém, o destino deu uma reviravolta em favor de D. Manuel. Com a morte dos irmãos mais velhos, o rei antes de morrer teve que indicar para herdeiro do trono seu cunhado mais novo. Portanto, ele sentou-se no trono de Portugal, e na melhor época das viagens marítimas de descobrimentos de terras novas. Por esse motivo, lhe chamavam “o venturoso”, ou seja, o que tem sorte. Só assim, pois no seu reinado perseguiu e matou judeus, e era altamente centralizador.
Todo rei procura deixar sua marca para a eternidade, sempre com algum motivo. As pirâmides, os palácios, as esfinges etc.. Cada governante faz questão de impressionar sua corte, seus súditos. Ah! E os plebeus! Nem que para isso tenham que morrer ou passar fome. Foi sempre assim na história.
Vejam o caso do palácio Taj Mahal: é um mausoléu, situado em Agra, uma cidade da Índia, e o mais conhecido dos monumentos do país. Encontra-se classificado pela Unesco como patrimônio da humanidade. Foi anunciado recentemente como uma das novas sete maravilhas do mundo moderno numa celebração em Lisboa, em 07 de julho de 2007.
O Taj Mahal foi construído por ordem do imperador Shah Jahan, em memória da ex-esposa, Aryumand Banu Began, a quem chamava de Mumtaz Mahal, “A Jóia do Palácio”. Supõe-se que o imperador pretendesse fazer, para ele próprio, uma réplica do Taj Mahal original. E, em todos esses anos, nada mudou no reino das empresas públicas. Continuam os mesmos monarcas com suas cortes, súditos e plebeus. Ganham de presentes seus feudos e passam a fazer tudo aquilo que é de mais nefasto.
No reino da Eletrosul, por exemplo, a cronologia – já que todo rei tem uma cronologia – é muito ruim. Vamos à linha do tempo do reinado do Dom Mescolotto Afonso Vituri Custódio: 12/2006, de 08 a 11 níveis só para gerentes e assessores; 10/2008, aumento de até 21% para os gerentes; 07/2009, tele-assédio moral coletivo; 08/2009, descumprimento do ACT 2009/2010, e a mídia divulga contrato de subcontratação de parente.
E nesse reino tem bobo da corte? Tem, mas de bobo eles não tem nada. Por sinal eles não fazem rir, mas chorar. Tem o direito do vem a mim tudo, aos plebeus nada. E assim, esse conto vai terminando com o reinado também deixando sua marca, e muito ruim, a não ser pelas construções, o novo símbolo do reinado. Os banheiros do subsolo, R$ 62.000, e a guarita da entrada lateral, R$ 363.300. Talvez a sede da Eletrosul seja conhecida pelo mundo como o TAJ MAHAL DO PANTANAL.
* Coordenador Geral do Sinergia

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