Na terça-feira, dia 3 de novembro, foi realizado o “Ato contra o enterro do ADL e por um PCR decente”, na sede da Eletrosul e no Sertão, organizado pelo Sinergia. O elenco estava completo: além do Sr. Morte, com seu caixão e sua foice, estavam presentes o Sr. ADL e um grande número de trabalhadores/as conscientes da importância de seu papel nessa história, unidos por um PCR justo e por uma solução para o ADL. Na sede o ato aconteceu pela manhã e, no Sertão, foi á tarde (veja algumas fotos no site sinergia.org.br). Ontem, o CNE teve uma reunião técnica com a direção da Eletrobrás, no RJ, para discutir o PCR. Participaram do encontro Luis Antonio Barbosa e José Mendes, representando a Intersul no CNE e Sérgio Fonseca pela Apous.
Outras ameaças
Sr. Morte tentou convencer os trabalhadores a abandonarem o ADL, mas foi surpreendido pela reação da categoria. Os trabalhadores se uniram para defender o ADL e um PCR decente e justo, e demonstraram a força coletiva da solidariedade e da participação. Além da ameaça do Sr. Morte, rondando pelo pátio e pelo hall da empresa, os trabalhadores/as enfrentaram as ameaças do “Saiba Menos”, um informativo da Diretoria da empresa que vem sendo usado sistematicamente para desinformar e tentar coibir a livre organização e a livre manifestação das pessoas no local de trabalho, uma prática anti-sindical e anti-democrática. A categoria e os sindicatos repudiam essa atitude da empresa e tomarão as medidas necessárias para denunciar tais aberrações.
Você ainda não sabe o que é ADL?
O Adicional Decreto-Lei 1971 – ADL era uma forma de participação nos lucros e resultados que, nos idos dos anos 1980, foi transformada em adicional recebido mensalmente. Os empregados da Eletrosul admitidos após 1996 não recebem este adicional.
A proposta dos trabalhadores:
Na pauta de reivindicações deste ano os trabalhadores incluíram uma cláusula sobre o ADL, com a seguinte redação: Extensão e Incorporação do ADL 1971 – A Eletrosul pagará a todos os seus empregados (as) e incorporará na Tabela Salarial, o percentual de 8,33% (oito vírgula trinta e três por cento), equivalente a supressão do ADL 1971. Parágrafo Único: A Eletrosul, indenizará os empregados (as) que atualmente recebem este adicional, na proporção de uma remuneração para cada ano que falte para completar 35 anos de serviço ou a idade mínima exigida no regulamento do Plano de Benefícios da Fundação ELOS.
Decorrente da negociação, a Eletrosul assumiu o compromisso com os sindicatos da Intersul, que ficou assim redigido, na ata da reunião de negociação do dia 07 de julho de 2009: Adicional Decreto-Lei 1971 – ADL: As partes signatárias deste Documento assumem o compromisso de discutir junto à ELETROBRÁS uma solução para os reflexos da possível exclusão do Adicional Decreto-Lei 1971 no novo Plano de Carreira e Remuneração – PCR, do Sistema Eletrobrás.
A Intersul, através de correspondência enviada para a direção da empresa no dia 27 de outubro, reafirmou a proposta formulada pela categoria na pauta de reivindicações e aguarda o posicionamento da empresa a esse respeito.
Para a Intersul, a empresa tem se mostrado muito ágil para enviar comunicados ameaçadores aos trabalhadores, mas pouco disposta ao diálogo, pouco sensível às demandas da categoria. Por isso pergunta: O que está acontecendo?

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