Linha Viva 1027

Tribuna Livre: O novo do velho

Dino Gilioli
trabalhador da Eletrosul/dirigente do Sinergia

Cicatrizes relembram memória, onde privatizar era sinônimo de vender, demitir, retirar direitos. Arautos reinventam palavras, feito profetas anunciam a boa nova. Logo marca o logro estético, com cores brasileiras atucanadas.
Desconfiados do marketing megalomaníaco, trabalhadores seguem produzindo e transmitindo energia. A maquiagem reveste o rosto, mas não esconde as rugas. O novo já vem travestido, performático para o velho mercado.
A nova empresa unida é fruto da se aração tempestiva. É lógica da cultura imposta. Deve ser a glória dos acionistas, o fulgor dos capitalistas. Mais energia, mais mercadoria, mais dinheiro!
Bem social é retórica: o rio é de poucos, a água é de poucos, o lucro é de poucos. Grandes corporações desfilam de cara limpa na lama do dinheiro. Limpam os bolsos do povo com tarifa mais cara.
Mascaram os reais motivos da mudança. Usam palavras liquefeitas, sonoras a ouvidos sedentos.

Todos querem o fortalecimento da empresa e o reconhecimento profissional. Nada mais natural!
Os eletricitários não toleram ser ludibriados, iludidos com promessas envernizadas. A nova Eletrobras tem que ser boa para todos. O povo não tem sina de bobo!


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