LV 08/10/2010
No dia 30 de março, os sindicatos integrantes da Intersul entregaram a Pauta Específica dos trabalhadores da Eletrosul para a diretoria da empresa. No ato, o diretor Antonio Vituri recebeu a pauta e declarou que a negociação se dará à luz da Nova Eletrobras.
O que os trabalhadores esperam é que a luz da nova Eletrobras sirva para ajudar a Diretoria a enxergar e resolver antigos problemas e pendências que se arrastam na Eletrosul, como o Plano de Cargos, o ADL, o enquadramento técnico, entre outros. E esperam também que a pauta específica não fique “à sombra da nova Eletrobras”, como era intenção da diretoria no ano passado, com suas desculpas de que as questões específicas não poderiam ser negociadas em função da unificação da Eletrobrás.
Diante do megalomaíaco projeto da “Petrobrás do Setor Elétrico” causa espanto que, nas questões que poderiam beneficiar os trabalhadores, haja tão pouco esforço e falta de disposição para a solução e negociação. O PCR unificado não consegue ao menos ser unificado; a limitação de 1% para movimentações se mantém; a proposta para a antiguidade regrediu. E o ADL da Eletrosul, que poderia ser facilmente resolvido, vem sendo desmerecido pela diretoria da empresa.
As frustrações com o PCR
Sob o argumento da falta de recursos, o Plano de Cargos apresentado pela Eletrobrás aos Sindicatos do CNE, não é unificado e não atende grande parte dos anseios da categoria. A movimentação por antiguidade, presente nos planos atuais de algumas empresas, inclusive na Eletrosul, deixa de ser automática e equivale à metade da movimentação por mérito, além de estar limitada a 0,2% da folha. O enquadramento dos empregados na tabela salarial do PCR será feito de modo “cego”, não levando em conta a complexidade da função, a qualificação do empregado, o seu tempo de empresa e o histórico profissional.
Conforme a proposta do PCR, na Eletrosul apenas 40% dos empregados terão movimentação. Entretanto, um quarto desses empregados serão movimentados em razão de ficarem abaixo do novo piso salarial, que é o caso dos empregados da carreira universitária. Veja mais informações sobre o PCR no Boletim da Intersul desta semana.
O ADL no PCR
Um grave atentado ao direito dos empregados é o risco de o ADL ser engolido pelo PCR. A Eletrosul se nega a reconhecer a natureza distinta dessa remuneração e pretende extinguir a verba sem discutir a indenização aos que a recebem. Também não aceita discutir a sua extensão aos empregados que ainda não recebem.
ATO NACIONAL DIA 12 DE ABRIL
Por estes motivos, e para discutir a proposta de PCR da Eletrobrás, os trabalhadores de todas as empresas do sistema Eletrobrás realizarão atos em todo o Brasil no dia 12 de abril, conforme encaminhamento do Coletivo Nacional dos Eletricitários.
Os sindicatos integrantes da Intersul estão convocando os trabalhadores da Eletrosul para se reunirem em Assembléia, nos locais de trabalho, a partir da primeira hora da manhã. Fique atento à convocação do seu sindicato e participe. Se nada fazemos, nada acontece.
NOVA ELETROBRAS e CHESF
No dia 05, última segunda-feira, aconteceu em frente à sede da Chesf, em Pernambuco, um ato em protesto contra o projeto da Nova Eletrobras em relação à Chesf. Participaram trabalhadores da Chesf, sindicatos, parlamentares e ONGs. Os manifestantes condenam o que chamam de “subordinação da Chesf à Eletrobras” e temem pelo desaparecimento da empresa Nordestina. Fernando Ferro (PT) apresentou requerimento à Câmara dos Deputados, solicitando audiência com o presidente da Eletrobras, João Antônio Muniz Lopes. Se aprovado, a audiência deve acontecer no dia 14 de abril. Os organizadores do movimento pretendem elaborar um documento para solicitar ao governo federal que suspenda o processo e que o assunto seja discutido pelo Congresso Nacional e pela sociedade. Mais informações veja no site do Sinergia (www.sinergia.org.br).
Nova Eletrobrás: é o trabalhador/a quem faz!

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