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Editorial: Parisotto ataca novamente

Na última reunião do Conselho de Administração, realizada em 19 de agosto, as discussões em torno da substituição de diretores foi assunto preponderante. Conforme Boletim do Conselheiro eleito pelos trabalhadores Jair Fonseca nº12, a Previ voltou a tentar se valer da lei 13.570/05 para trocar o Diretor de Gestão da Celesc Distribuição e, com isso, “importar” um executivo de mercado (ex-diretor do Banco do Brasil) para comandar as negociações coletivas do ACT 2010/2011. No popular, buscavam alguém “de fora” para retirar direitos dos trabalhadores e enxugar o nosso acordo coletivo.  Como não tiveram êxito, acabaram acomodando o postulante ao cargo em outra diretoria que estava vaga: a Diretor de Planejamento da Holding.

A Intercel é contra essa indicação, pois defende uma reestruturação de fato na empresa, onde o número de diretorias não excederia 6 diretores. Se o número de diretorias já era excessivo, essa indicação foi “a cereja do bolo”.

Nostradamus
Dentro tantos outros assuntos tratados nessa reunião do CA, um ponto incluído como “apresentação” acabou suscitando duvidas entre os trabalhadores. De acordo com o mesmo Boletim do Conselheiro, foi apresentada pelo presidente da Celesc Geração informações sobre ampliações e obras em usinas da Celesc G e a estratégia de negócios da empresa. De acordo com a ata oficial do Conselho, após esta apresentação foi autorizada a contratação de uma empresa especializada para realização de estudos para captação de recursos com objetivo de ampliar a geração de energia.

A empresa especializada nem foi contratada, o estudo nem foi iniciado, mas já era capa de jornais de grande circulação: “Celesc terá empresa privada”.
Num blog econômico aconteceram revelações particulares: apareceu o nome do idealizador da notícia: Lírio Parisotto, que ainda confidenciou à blogueira que “a diretoria da Celesc e o governo tem autorização para privatizar a Celesc Geração”.
Jair,esclarece: “Esse assunto não estava pautado em caráter deliberativo. A apresentação foi realizada pelo presidente da Celesc Geração e não pelo investidor Parisotto. Foram apresentados dados referentes a ampliação das usinas do Salto, Peri e Celso Ramos. Também foram apresentados informações sobre a estratégia de negócios da empresa, e para tal, foi autorizada a contratação de uma empresa para aprofundar as discussões e ampliar o rol de informações sobre a Geração. Após concluído esse estudo o assunto deverá retornar ao conselho em caráter deliberativo. Existem algumas possibilidades a serem implantadas na Celesc G, não necessariamente passando pela alienação de ativos. A constituição de parcerias com capital privado em novos empreendimentos é uma possibilidade. Aguardaremos a conclusão dos estudos para avaliar a proposta encaminhada.”


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