Linha Viva 1049

Terceirização da segurança

Na segunda semana de agosto, diretores do Sinergia estiveram no pátio da Arflo e observaram o trabalho de uma empresa terceirizada – a Sfasc (Serviços em Segurança do Trabalho) do Rio Grande do Sul fazendo aferições de equipamentos individuais e coletivos de segurança (EPI e EPC – como luvas, capacetes e varas de manobra). Os sindicalistas ficaram desconcertados por que esta aferição é obrigatória desde 2006 (pela NR 10), mas somente agora em 2010 estes equipamentos tão importantes para a vida do trabalhador foram aferidos.
Tudo isto demonstra que, não é sem motivos que a empresa está respondendo a uma ação civil pública pela negligência omissa e contumaz das suas atitudes de saúde e segurança.
O aumento da terceirização na Celesc continua mesmo a empresa sendo ré em duas ações judiciais, uma sobre a saúde e segurança e outra sobre o não cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta sobre a terceirização assinado em 2001.
Também causou surpresa o valor cobrado de cada peça aferida: uma média de R$ 4,00. A Sfasc realiza o serviço de uma unidade móvel que, de acordo com gente que entende, vale cerca de R$ 300 mil. Seria mais econômico ter esta unidade móvel.


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