Reproduzimos abaixo o Boletim da INTERSUL – 035, de 11-04-2011, que não chegou para os trabalhadores porque foi bloqueado pelo servidor da Eletrosul.
Ontem os QUALIFICADOS, hoje os ILUMINADOS
No mesmo momento em que a diretoria da Eletrosul apresenta a sua política de operação, usando como justificativa a necessidade de adequar custos com o objetivo de preparar a Empresa para os desafios de “mercado”, corre nos corredores que alguns(mas) “iluminados(as)” terão o seu PREQ postergado.
Uma das alegações para a “nova política” da operação, que envolve os(as) operadores(as) e também o pessoal da manutenção, é que esta área é uma das causas do crescimento permanente dos custos na Empresa, o que vem prejudicando o desempenho da Eletrosul nos leilões.
Buscando convencer os(as) trabalhadores(as), a diretoria usa o discurso da melhora na qualidade de vida e afirma que não existirá demissões, apenas transferências. No entanto, ignora completamente de que a grande maioria dos(as) operadores(as) já tem a sua vida estruturada nos locais onde hoje trabalham e que alterá-la significará, para muitos, a separação da família. Fala em saúde, mas não se importa nenhum um pouco com a sobrecarga de trabalho e o aumento da responsabilidade desses(as) profissionais. Diz que não haverá redução de postos de trabalho, mas esconde que, mesmo com a Empresa crescendo, o número desses(as) trabalhadores(as) continuará o mesmo.
Na recente apresentação feita aos(às) trabalhadores(as) na sede e transmitida (em tempo real) para todas as áreas, a diretoria informou estar aberta a sugestões no entanto, muito já vem sendo feito a “toque de caixa” sem ouvir as entidades sindicais e as próprias pessoas envolvidas; descumprindo cláusula de Acordo Coletivo de Trabalho e causando muito estresse. O interessante é que, depois de quase três anos de busca de diálogo por parte das entidades sindicais que compõem a Intersul, sem nenhum retorno da Empresa (que está impondo o que bem entende), agora a diretoria pousa de democrática e quer “ouvir” os(as) trabalhadores(as).
Mas por falar em “ouvir” os(as) trabalhadores(as), quem não se lembra de outubro de 2008 quando trabalhadores(as) avaliados(as) pela diretoria como “qualificados(as)” receberam uma polpuda movimentação? Quem não tem algum(a) colega que gostaria de ter ficado por mais tempo na Empresa ou que não se inscreveu no PREQ por não estar, na ocasião, “dentro das regras estabelecidas”?.
Quem não se lembra de que os sindicatos que compõem a Intersul tiveram que acionar o Ministério Público do Trabalho para que fosse efetivada a correta movimentação salarial de mais alguns(mas) trabalhadores(as) no PCR? Quem não se lembra do vergonhoso aumento salarial para meia dúzia na Eletrobras e da total omissão da diretoria da Eletrosul que defende, quando lhe convém, as regras do PCR?
Os sindicatos que compõem a Intersul vêm, desde a década de 80, solicitando um Plano permanente para a saída dos(as) trabalhadores(as) em função de sua aposentadoria, buscando evitar assim, os PDI’s, PDV’s ou PREQ’s manipulados ao sabor e interesses da diretoria do momento. Um plano, cujas regras sejam iguais para todos(as), sem nenhum tipo de favorecimento ou privilégios. Mas parece, ao que tudo indica, está sendo preparada mais uma “fórmula mágica” para justificar a permanência de alguns(mas) “iluminados(as)” no atual PREQ.
Diante de todo o apelo feito pela Empresa durante a apresentação da política de redução de custos na operação e embora a diretoria, na hora da apresentação, não soube informar quanto isto representa e qual seu impacto nos gastos gerais da Eletrosul, os sindicatos que compõem a Intersul perguntam:
- os problemas que a empresa vem tendo com os investimentos, a exemplo do que ocorreu com as PCH’s em Santa Catarina conforme noticiado pelo Canal Energia, colabora com a diminuição do fluxo de caixa e demonstra que os investimentos não estão tão bem quanto tem propagandeado a diretoria?
- se vier a ocorrer, qual o impacto econômico e as consequências políticas e jurídicas da extensão do prazo de saída do PREQ para os(as) “iluminados(as)”?
Enquanto alguns se encastelam em gabinetes e tomam decisões surreais, por entre o chão de brita, corredores e biombos da Empresa sussurra a vida real dos(as) trabalhadores(as) da Eletrosul que não suportam mais tanta hipocrisia. Quem quiser de fato e, sinceramente, enxergar a realidade e ouvir os(as) trabalhadores(as) basta não se fingir de cego e surdo.

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Eu só gostaria de saber se eles vão extender o PREQ também para novas inscrições, pois, já permitiram desistir, postegar, etc… Só acho que as coisas não podem ficar assim, temos que fazer alguma coisa para parar esses mandos e desmandos.
Publicado por Laura Maria Paes Ribeiro | 11/04/2011, 11:30 am