Editorial: Parisotto ataca novamente

Na última reunião do Conselho de Administração, realizada em 19 de agosto, as discussões em torno da substituição de diretores foi assunto preponderante. Conforme Boletim do Conselheiro eleito pelos trabalhadores Jair Fonseca nº12, a Previ voltou a tentar se valer da lei 13.570/05 para trocar o Diretor de Gestão da Celesc Distribuição e, com isso, “importar” um executivo de mercado (ex-diretor do Banco do Brasil) para comandar as negociações coletivas do ACT 2010/2011. No popular, buscavam alguém “de fora” para retirar direitos dos trabalhadores e enxugar o nosso acordo coletivo.  Como não tiveram êxito, acabaram acomodando o postulante ao cargo em outra diretoria que estava vaga: a Diretor de Planejamento da Holding. (Leia mais…)

Terceirização da segurança

Na segunda semana de agosto, diretores do Sinergia estiveram no pátio da Arflo e observaram o trabalho de uma empresa terceirizada – a Sfasc (Serviços em Segurança do Trabalho) do Rio Grande do Sul fazendo aferições de equipamentos individuais e coletivos de segurança (EPI e EPC – como luvas, capacetes e varas de manobra). Os sindicalistas ficaram desconcertados por que esta aferição é obrigatória desde 2006 (pela NR 10), mas somente agora em 2010 estes equipamentos tão importantes para a vida do trabalhador foram aferidos.
Tudo isto demonstra que, não é sem motivos que a empresa está respondendo a uma ação civil pública pela negligência omissa e contumaz das suas atitudes de saúde e segurança.
O aumento da terceirização na Celesc continua mesmo a empresa sendo ré em duas ações judiciais, uma sobre a saúde e segurança e outra sobre o não cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta sobre a terceirização assinado em 2001.
Também causou surpresa o valor cobrado de cada peça aferida: uma média de R$ 4,00. A Sfasc realiza o serviço de uma unidade móvel que, de acordo com gente que entende, vale cerca de R$ 300 mil. Seria mais econômico ter esta unidade móvel.

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RH: combinando necessidades

Para muitos trabalhadores da Celesc o DPGP (Departamento de Gestão de Pessoas – o antigo RH) é um setor fechado, inatingível – o que é um grande contra senso, uma vez que este setor tem a finalidade de combinar as necessidades individuais das pessoas que trabalham numa empresa com as da organização, da própria empresa em si. Sabendo da dificuldade que tem a DGC da Celesc elaborou um projeto: o AH!T!NO, que foi apresentado nas Agências Regionais pelo chefe do DPGP.
A iniciativa de aproximar os empregados da Celesc ao Departamento de Gestão de Pessoas é louvável. Os sindicatos que compõem a  Intercel entendem que esse deveria ser somente o início de um processo de aproximação entre Administração Central e Agências Regionais.  Espera-se que as informações coletadas nas diversas conversas com os empregados de todo o estado sirvam de norteador da gestão do DPGP nos próximos meses. Que a a pesquisa de clima organizacional, aplicada igualmente em todo o estado e nunca posta em prática, sirva de alerta para que essa iniciativa continue dando resultados. Por fim, esperamos que esta predisposição ao entendimento e ao diálogo contamine o diretor de gestão nas negociações do ACT 2010/2011.

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Atendimento da Celesc: Desrespeito à saúde

Ao longo dos anos a Intercel vem incessantemente cobrando da diretoria da Celesc a implantação de melhores práticas para os empregados que trabalham no atendimento comercial da empresa.
O trabalho realizado através de um GT com representantes da empresa e dos sindicatos, fruto do ACT 2008/2009 continua até hoje engavetado. A Diretoria Comercial e a Diretoria de Gestão perdem uma oportunidade única em fazer justiça com os atendentes da Celesc, implantando algo debatido e testado com sucesso nas maiores regionais do estado. Além de não avançar nessa questão, a Celesc continua negligenciando outros pontos importantes, como a vigilância e a limpeza das lojas.  Abaixo, segue relato de uma empregada da Agência Regional de Joinville, lotada na loja do atendimento de Garuva, sobre uma situação que poderia ser amenizada com a existência de vigilância na loja:
“Em 19/08/10 às 09h:25min, foi acionada a guarnição policial, pois, na Loja de Garuva, se encontrava um cliente inconformado com a queima de um estabilizador de sua propriedade. Querendo que seu caso fosse resolvido na hora, o cliente usava expressões de nível baixo, xingamentos, esbravejando, batia na mesa com a peça que ele tinha levado consigo. Sozinha na loja e, desesperada, eu pedia insistentemente para ele se acalmar. Chamei os eletricistas da empresa terceirizada que trabalham em Garuva com medo de ser seriamente agredida. Com a chegada dos eletricistas, o cliente não se conteve e também os ofendeu. Chamei a polícia e nem assim indivíduo se conteve, jogando com toda a força o estabilizador no chão, destruindo o mesmo e danificando o piso da loja. Conforme o relato do Boletim de Ocorrência n.3085, devidamente protocolado na Celesc, o indivíduo estava furioso na eminência de agredir alguém. Estou assustada e abalada psicologicamente, tendo até que procurar ajuda profissional. Não podemos deixar acontecer o pior. E se essa pessoa estivesse armada? E se ao invés de atirar o seu próprio equipamento contra o chão, jogasse contra mim? Será que somente depois que um atendente for seriamente agredido é que se vai tomar alguma atitude quanto às lojas de atendimento? Por favor, os atendentes precisam de ajuda.”

Intersul discute transição para PCR com Eletrosul

Para dar seqüência às discussões sobre o PCR da Eletrobras, no que se refere às especificidades dos trabalhadores da Eletrosul, os sindicatos integrantes da Intersul estiveram reunidos com a Diretoria da empresa na última segunda-feira, dia 30 de agosto, em Florianópolis.
Um dos pontos centrais da discussão foi o ADL, que foi o tema das assembléias realizadas em toda a base da Eletrosul na última semana. As assembléias, por maioria, aprovaram o indicativo de proposta da Intersul, que consiste na aplicação de no mínimo 5,27 % para os trabalhadores sem ADL, e aplicação de no mínimo dois níveis como compensação pela incorporação do ADL aos demais. A Intersul cobrou da Eletrosul uma proposta oficial, mas a diretoria informou que ainda necessita avaliar.
Outra discussão foi a respeito da proposta nacional sobre a indenização pela mudança na sistemática da antiguidade. A Intersul cobrou empenho da diretoria da Eletrosul, no sentido de melhorar a proposta da Eletrobras.
Além do ADL e antiguidade, os sindicatos também cobraram da empresa uma solução para várias outras questões do processo de transição:
- Como serão tratados os empregados que já completaram o tempo de experiência no PCS vigente ou que estão próximos de completar - como é o caso dos Técnicos I para Técnico II e dos Universitários Júnior para Pleno?
- Como ficam as gratificações da carreira gerencial?
- Como fica a situação de quem recebe rubricas separadas por decisão judicial?
Para esclarecer estas e outras questões que afligem os trabalhadores devido a falta de informações, a Intersul encaminhará correspondência a Eletrosul cobrando as respostas da empresa para que os trabalhadores possam melhor avaliar as conseqüências do novo PCR.

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PCR Unificado: Eletrobrás apresentará sua proposta

Representantes da Intersul estiveram em Brasília na semana passada, em reunião do Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE com as empresas do Grupo Eletrobras, quando a holding apresentou, o que segundo os representantes da Eletrobras, é a versão final da proposta de PCR unificado para os trabalhadores.
O que se viu na verdade, não é muito diferente das versões apresentadas anteriormente. A Eletrobras não trouxe respostas concretas para os sete pontos levantados pelo CNE nas apresentações anteriores. A novidade ficou por conta da proposta de indenização pela antiguidade existente nos planos atuais de algumas empresas do grupo, entre elas a Eletrosul.
 Outra novidade é a data de implantação, que passou para novembro/2010. Para isso, a Eletrobras definiu um calendário onde o período de adesão inicia em 15 de setembro e se encerra em 15 de dezembro de 2010. A Eletrobrás apresentará a proposta final aos trabalhadores nos próximos dias. O período de retroatividade da aplicação do PCR também mudou. Na nova versão da Eletrobras o PCR seria retroativo a agosto. Após muitas argumentações por parte dos sindicatos, os representantes aceitaram estender a retroatividade até maio/2010 para empresas de geração e transmissão. Mesmo assim somente receberão valores retroativos os trabalhadores que aderirem ao novo plano até 15 de outubro de 2010.
Quanto a indenização da antiguidade, esta também foi objeto de muitas críticas do CNE. A proposta da Eletrobras de calcular pelo salário base foi rebatida, pois a antiguidade tem reflexos em toda a remuneração do trabalhador. A Eletrobras admitiu rediscutir com as empresas envolvidas na questão antiguidade e, se houver consenso entre as diretorias, alterar a base de cálculo. De qualquer forma, para o CNE a proposta de indenização foi considerada muito pequena e aguardará nova posição da empresa.
As empresas deverão fazer a apresentação da proposta aos trabalhadores de todas as áreas. A partir disso, os sindicatos marcarão as assembléias para apreciação e deliberação sobre a proposta oficial e os termos do acordo.

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Campanha Celesc: Hoje tem negociação

No primeiro encontro com a direção da empresa, dia 20 de agosto, a Intercel ajustou com o Diretor de Gestão, um calendário de negociação. Hoje, quinta-feira, dia 2 de setembro, acontece de fato a primeira negociação (na agenda ainda estão os dias  09, 14 e 16 de setembro).
A Intercel sabe que não existe negociação fácil.  Os eletricitários querem conquistar benefícios e melhores condições de trabalho, por isso se espera que a direção da empresa discuta, de saída, pontos importantes como garantia de emprego, reposição salarial,  condições mínimas de saúde e segurança do trabalho. A empresa precisa saber que, para manter seu quadro de trabalhadores, tem muito em que melhorar, como benefícios e o clima organizacional. A Celesc perde, anualmente, uma média de 100 trabalhadores, para outras empresas.

Campanha Tractebel: Trabalhador tem que responder pesquisa

Como acontece todos os anos para auxiliar os sindicatos que compõem a Intersul na campanha de data base da Tractebel, está sendo aplicada uma pesquisa junto aos trabalhadores e que será recolhido no dia da assembléia do seu sindicato em sua área de trabalho. Acesse ao site da Intersul: http://www.intersul.org.br/lista.php?type=ACTRACTEBEL – pesquisa intersul tractebel 2010-11  -tire uma cópia, responda e entregue ao seu representante sindical ou no dia da assembléia do seu sindicato.

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Vote no Plebiscito Popular que Limita a Propriedade da Terra

De 1 a 7 de setembro
A proposta do Plebiscito visa pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído na Constituição Federal um novo inciso que limite o tamanho da terra em até 35 módulos fiscais. Áreas acima de 35 módulos seriam incorporadas automaticamente ao patrimônio público e destinadas à Reforma Agrária. Caso a proposta seja aprovada, mais de 50 mil grandes propriedades de terra seriam atingidas no país.

O Plebiscito que se realizará de 01 a 07 de setembro, dentro da semana do Grito dos Excluídos, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo a propriedade da terra, tem a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país.
Por que limitar:
A pequena propriedade familiar -
•Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros:

toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.

Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)

•Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
A concentração de terras:
•Expulsa as famílias do campo, é responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos,1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de *2.709 famílias expulsas de suas terras!*13.815 famílias despejadas!*422 pessoas presas!*765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!*92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra! •Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.

Trabalhadora é reintegrada na Eletrosul

LV 1048 - 26/08/10 - A juíza Tereza Regina Cotoski, da 4ª Vara do Trabalho de Florianópolis, através de sentença expedida no dia 17 e publicada hoje, dia 20 de agosto, determinou a reintegração imediata da trabalhadora Janete Inélia da Silveira. A sentença justa e legítima e, em favor da empregada lotada na sede, baseou-se nos seguintes fatos:

a) a suspensão do contrato de trabalho no momento da dispensa, consoante o atestado médico emitido por “perito” credenciado da Eletrosul, datado de 27/08/2009, com licença prevista de dez dias, prorrogada por mais 30 dias, redundando na comunicação à Previdência Social, afastamento este gerado por um quadro fático de assédio moral a que foi submetida;
b) irregularidade na formação da comissão designada para emitir parecer sobre a proposta de desligamento sem justa causa, por não garantida a participação do sindicato majoritário, nos termos do ACT nacional;
c) existência de vícios na acusação e na conclusão da comissão por calcadas em provas obtidas por meio ilícito, em afronta ao princípio constitucional da inviolabilidade da correspondência e da intimidade da pessoa, além de desrespeito ao princípio da isonomia pela aplicação de sanções diversas para os envolvidos na mesma situação fática;
d) utilização da demissão da consignada como instrumento de intimidação dos demais empregados, a fim de que soubessem quais seriam seus destinos caso mantivessem a ação contra a empresa, caracterizando-se coação no curso do processo.

Conforme decisão da justiça, a Eletrosul foi condenada a reintegrar a trabalhadora “de forma imediata, no emprego, mantidas as mesmas condições de trabalho, com o pagamento dos salários desde a efetivação do desligamento até a data em que se operar a reintegração, além dos demais consectários legais e contratuais, inclusive férias, 13º salários e recolhimentos do FGTS.”

Só para relembrar, esse processo é decorrente do episódio da ação de “férias em dobro” e que culminou em denúncias dos sindicatos integrantes da Intersul, bem como da Federação Nacional dos Urbanitários, junto aos trabalhadores e para a Eletrobras; em função de descumprimento do Acordo Nacional, por parte da Eletrosul. O Sinergia, através de sua assessoria jurídica, defendeu na justiça o cumprimento do ACT e a reintegração da trabalhadora.

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