Com a assinatura do Acordo coletivo de Trabalho (ACT 2016/17), ocorrida no último dia 30/05, encerra-se o mais longo processo negocial já realizado com a Tractebel/ENGIE. O processo negocial, que se arrastou por mais de 7 meses, ficou marcado não somente pela sua longevidade, mas principalmente pelas posturas antagônicas acirradas entre a Empresa e a Intersul. Se, por um lado, a Empresa se mostrou intransigente em atender o mínimo aceitável para um acordo, por outro lado, os dirigentes da Intersul mantiveram-se firmes na disposição de não “engolir” uma proposta que retirava direitos e não recuperava sequer o poder de compra dos salários.

Nessa queda de braço perderam todos. A Empresa, por ter gerado um clima de insatisfação que embora não tenha se refletido na frieza dos resultados das assembleias, estava latente no semblante e nos comentários da maioria dos/as empregados/as de todas as áreas. A Intersul, pelo desgaste de uma negociação longa e difícil e pela falta de espaço para avançar em questões importantes para o conjunto de empregados como, por exemplo, o Auxílio Creche para filhos do empregado e a manutenção do ganho real que vinha sendo concedido por todas as diretorias anteriores. Os empregados, por terem de amargar perdas de massa salarial irrecuperáveis, pressionados/as pela vinculação do pagamento da PLR à aprovação da proposta. A concessão do terceiro vale extra foi importante, mas não compensou todas as perdas.

Mas, nem tudo pode ser caracterizado negativamente. Ressalta-se o fato de termos conseguido a reposição integral da inflação do período (INPC), mesmo que parcelada. Destacamos, ainda, a manutenção de todas as cláusulas do ACT anterior e o reajuste do Vale Alimentação/Refeição acima do INPC.

Queremos agradecer a todos que participaram das assembleias, principalmente aos associados das entidades que compõem a Intersul e, ainda, aos não associados que contribuíram com uma pequena parcela de sua PLR.

Ficou claro nessa negociação que os tempos são outros e que a atual diretoria está focada em nivelar por baixo salários e benefícios, com base nas piores práticas do mercado, sem levar em conta a excelência diferenciada do seu corpo funcional. Mais do que nunca temos que estar juntos e, para isso, é fundamental sua filiação às autênticas e atuantes entidades sindicais.