O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) se reuniu dia 1º de junho com o presidente da Eletrobras Pinto Júnior para tratar de vários assuntos. O presidente começou a reunião atacando as distribuidoras, comparando-as com as distribuidoras privadas e a empresa referência da ANEEL. Referiu-se ao que ele considera um prejuízo anual de R$ 1, 5 bilhão a R$ 2 bilhões esquecendo-se do papel social que estas distribuidoras cumprem dentro do sistema nacional e reforçou a determinação de manter a privatização das Distribuidoras, que deverá acontecer ainda em 2017.

Falando sobre os Programas de Aposentadorias nas empresas Eletrobras, Pinto Junior garantiu que o PAE é único para todas as empresas e que não deve haver nenhuma diferenciação. O CNE argumentou que existem empresas que anunciaram o programa com cláusulas diferentes no que diz respeito à idade mínima e possibilidade de desistências. Diante disso Pinto Junior disse que irá verificar se alguma empresa está aplicando o PAE diferente das demais. Evidentemente, a seguir a lógica de todos os processos de gestão, é muito provável que se houver mudanças serão para piorar e não para corrigir problemas.

No mesmo dia o CNE se reuniu com o Diretor de Gestão, Alexandre Aniz, que continua enrolando nas tratativas a respeito do abono do ponto relativo à participação dos trabalhadores na última Greve Geral. Informou que assunto será discutido em reunião do Ciase (Conselho que reúne os Diretores Administrativos de todas as empresas), dia 8 de junho.

Sobre as alterações arbitrárias no pagamento de Hora In Itinere, Periculosidade e Sobreaviso em várias empresas denunciadas pelos Sindicatos o Diretor manteve o discurso de comprometimento em sustar qualquer mudança até o estabelecimento de critérios pela Eletrobras. No entanto, os trabalhadores continuam sem nenhuma definição e os empregados permanecem sob ameaça constante de redução de seus vencimentos.

Já os Centros de Serviços Compartilhados continuam sendo implantados e onde já estão funcionando, os dirigentes sindicais relatam que os processos estão muito desorganizados, com muitos problemas. Aniz informou que pretende apurar as denúncias e regularizar as pendencias do CSC. Os dirigentes sindicais avaliam como serão maiores os problemas quando forem efetivamente implantados todos os demais CSCs. Além disso, os sindicatos estão alertando para a possibilidade das empresas promoverem demissões forçadas dos trabalhadores dos setores atingidos, visto que um dos objetivos do CSC é claramente a redução do custo com Pessoal.

 

Vale extra e PLR 2016

Com relação ao segundo vale alimentação extra, cuja negociação foi prevista ainda no ACT 2016/2018, a Eletrobras já concordou com o seu pagamento em 2017, mas ainda não definiu a data. Segundo Aniz , provavelmente ele será pago junto com a PLR/2016. Apesar da Eletrobras já haver apresentado os possíveis valores da PLR 2016 em reunião no início de maio, ainda não há definição sobre a forma e prazo para pagamento. Segundo o Diretor de Gestão, ainda continuam as análises financeiras para verificação dos índices. Até sexta-feira dia 09 de junho serão avaliadas as pendências ainda existentes e as informações serão repassadas ao CNE.

No caso da Eletrosul, os dados apresentados preliminarmente indicam o pagamento de 1,994 folhas salariais, a partir dos resultados operacionais e financeiros. Os Sindicatos aguardam uma rápida definição da Diretoria Administrativa quanto à data do pagamento, pois se sabe que já há provisionamento desses valores no orçamento anual da Empresa