Em tempos de distopia no Brasil e falta de diálogo da direção das empresas Eletrobras, a Eletrosul acaba de lançar o PAE e o Centro de Serviços Compartilhados que vai abranger também diversas áreas da CGTEE. Os lançamentos apressados não levaram em conta o apelo das entidades sindicais que compõem o CNE para os problemas que podem ocorrer.

O PAE, que teve sua proposta melhorada em outras empresas da Eletrobras, seguiu à risca na Eletrosul o mesmo formato da Eletrobras, sem levar em consideração fatores como prejuízo aos trabalhadores da modalidade CD da ELOS, plano de saúde restrito a poucos anos ou a adoção de uma idade mínima que abrangesse um número maior de pessoas.

Outro problema é a falta de perspectiva de distribuição dos méritos e ainda a não execução do SAN no mês de maio, como manda o PCR. Essas promoções por SAN ou mérito, relativas ao ano passado, não deveriam ser aplicadas, por exemplo, ao cálculo do incentivo do PAE antes ainda da assinatura dos que aderirem?

Como se vê, a forma atabalhoada com que a gestão vem tratando esses assuntos tão importantes aos trabalhadores parece esconder algum motivo, que não é falado com transparência em nenhuma palestra ou discurso feito pela diretoria.