Os trabalhadores eletricitários catarinenses aprovaram, em assembleias realizadas pelos sindicatos que compõem a Intercel e a Intersul, a participação na Greve Geral Nacional, nesta sexta-feira, dia 30. O movimento, convocado por centrais sindicais e movimentos sociais é a continuidade da luta contra as reformas do Governo Temer, que destróem a CLT e acabam com a aposentadoria dos brasileiros. Além de tentar destruir direitos dos trabalhadores, Temer e sua base estão atolados em denúncias, confirmando que o golpe não era uma luta contra a corrupção, como diziam: era apenas a tomada de um grupo de poderosos endinheirados que tentam vender o Brasil às custas da classe trabalhadora.

Denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, Michel Temer agora responderá a processo por corrupção passiva, obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Caindo Temer, um novo golpe está articulado, com eleições indiretas onde os mesmo corruptos investigados definirão o presidente. Não podemos aceitar. Por isso, a Greve Geral também é um movimento pela realização imediata de eleições diretas.

 

DIRETAS JÁ

O movimento por "Diretas Já!" surgiu no fim da Ditadura Militar. Era o povo clamando por democracia, para o direito de escolher os políticos e o futuro do país. A ditadura acabou, mas os golpes continuaram. Agora, afundado em corrupção, o Governo Temer se segura como pode. Mas, e se cair? Se cair, é feita uma eleição indireta. Ou seja, novamente é negado ao povo do direito ao voto. Deputados e senadores também afundados em corrupção é que decidirão o rumo do país. Mas nós queremos votar!

Tramita no Senado uma proposta para que novas eleições sejam convocadas. É o povo que deve decidir a linha política do nosso país. Por isso queremos votar! Por isso gritamos: Diretas Já!