A concorrida audiência pública que lotou com a presença de trabalhadores da Eletrosul o auditório da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na manhã desta quarta-feira, dia 4 de outubro, para discutir a privatização da Eletrobras/Eletrosul teve como resultado vários encaminhamentos.  Entre eles o de capilarizar a campanha contra a privatização com audiência públicas em todas regiões de Santa Catarina e nas Câmaras de Vereadores em todo estado; cobrar a posição sobre a privatização da Eletrosul da bancada federal (deputados e senadores catarinenses) e; fazer uma campanha através da Frente Parlamentar em Defesa do Setor e das Empresas Públicas e Alesc divulgando a importância da Eletrosul. Foi pedido ainda que a Alesc elabore um estudo sobre o impacto do aumento das tarifas com a privatização em Santa Catarina e solicitada uma audiência com o governador catarinense para cobrar posição sobre a privatização da Eletrosul. Também entre os encaminhamentos está o de que a Alesc solicite ao Ministério das Minas e Energia a reabertura de consultas públicas sobre a iniciativa do governo que reestrutura o setor elétrico brasileiro e em outra solicitação cobre a instauração de uma consulta pública sobre a privatização da Eletrobras. Fruto dos debates na audiência desta quarta-feira está ainda a solicitação para que a Aneel esclareça a ausência de dados sobre o preço da energia e outro pedido para que a Comissão de Valores Mobiliários forneça dados sobre quem mais lucrou nos dias que antecederam e sucederam a notícia de privatização da Eletrobras.

Estiveram na audiência pública além dos trabalhadores da Eletrosul e dos sindicatos que os representam, várias entidades e movimentos sociais com destaque para Gunter Angelkorte, da Fisenge. Entre os parlamentares presentes estavam os deputados Dirceu Dresch, Cesar Valduga, Ana Paula Lima, Luciane Carminatti e Mauricio Eskudlark e veradores de Florianópolis Lino Peres, Pedrão (Pedro Assis de Silvestre), Maikon Costa  e Gabriel Meurer.