Os trabalhadores da Eletrosul- Sede em assembleia decidiram na manhã de hoje, dia 11 de junho, permanecerem paralisados por 72 horas contra a privatização; rejeitaram a proposta de ACT divulgada pela Eletrobras na quinta-feira passada; e aprovaram o encaminhamento de greve por tempo indeterminado a partir do dia 25 de junho  por um ACT digno. Os trabalhadores depois de ouvirem os relatos das últimas ocorrências em Brasília relativas à privatização constataram que “a arma continua apontada para nós” e esperam que o encontro amanhã do CNE (Coletivo Nacional dos Eletricitários) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, traga notícias mais animadoras a respeito da privatização. Além de relatos sobre a grande repercussão da greve nacional dos eletricitários por todo pais eles esperam que seus pedidos de não votação da PL da privatização e demissão do presidente da Eletrobras, Pinto Jr, sejam atendidos.

OQUE ESTA EM JOGO

Na sexta-feira, um dia após apresentar uma proposta de fechamento de ACT insuficiente (70% do INPC, ou seja, 1,8% sobre salários e benefícios e retirar do acordo duas clausulas que garantem benefícios sociais como plano de saúde), a Eletrobras entrou com pedido de ilegalidade da greve e multa de 1 milhão de reais por dia/entidade. A Justiça atendendo pedido do CNE rejeitou as demandas da Eletrobras. Hoje os trabalhadores entram com recurso para esclarecer que os setores de operação e manutenção serão mantidos integralmente. Os sindicatos alertaram os trabalhadores a não aceitarem pressão das empresas e avisaram que qualquer ocorrência deve ser intermediada pelo Comando de Greve. Também foi divulgado que em reunião na quinta-feira entre trabalhadores de estatais e a Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) os representantes do governo afirmaram categoricamente que não há orientação de retirada de cláusulas sociais dos acordos, informação que gerou indignação nos trabalhadores da Eletrobras, por ser a única que está buscando a redução de benefícios sociais.