Um gerente da Eletrosul, provavelmente mal informado, vem querendo chamar a atenção para suas declarações públicas discriminatórias contra as mulheres trabalhadoras. A postura inadequada com os novos tempos, onde a misoginia (ódio às mulheres) vem sendo combatida no mundo inteiro, em especial nos países desenvolvidos, requer atenção urgente da Diretoria da Eletrosul.      

No site da Eletrosul está púbico que a empresa conta com seu Comitê de Gênero e Raça desde 2006, esfera institucional atuante que visa a difundir iniciativas exemplares de equidade de gênero e raça no mundo do trabalho. Matéria no mesmo site divulgou que no dia 20/03/2018 a Eletrosul sediou assembleia extraordinária do Movimento Nacional ODS Nós Podemos SC. Signatária do Movimento desde 2009, a Eletrosul compõe atualmente o Comitê Regional da Grande Florianópolis com o compromisso de incorporar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, que conta com a pauta “igualdade de gênero”. Desnecessário seria lembrar que em 2016 a Eletrosul formalizou junto à ONU o seu compromisso com os 10 princípios do Pacto Global. Um dos princípios do Pacto Global da ONU é “eliminar a discriminação no emprego”.

Motivos, portanto, não faltam para que a Alta Administração da Eletrosul, de forma direta, busque sensibilizar seus gestores para evitar posturas gerenciais infelizes que somente malogram a própria imagem da empresa junto à sociedade. O Comitê de Gênero e Raça e demais instâncias institucionais da Eletrosul já vem fazendo o seu papel.