Ex-governador que mandou agredir professoras é preso

 

Beto Richa, ex-governador do Paraná que mandou a Polícia Militar reprimir a manifestação de professores e professoras na Assembleia Legislativa em 2015, foi preso na manhã da última terça-feira. Candidato ao Senado, Beto Richa é alvo de duas operações, uma realizada pelo Ministério Público do Paraná e outra da Lava Jato.

 

Além de Beto Richa, também foram presos a sua esposa, Fernanda Richa, e Denilson Rodo, ex-chefe de gabinete do ex-governador. O PSDB ainda não se manifestou sobre a situação de sua candidatura ao Senado. A lista dos mandados de prisão da operação ainda incluem mais doze pessoas, entre empresários, ex-secretários e parentes de Beto Richa.

 

O episódio ocorrido em abril de 2015, quando a polícia militar reagiu desproporcionalmente para acabar com os protestos contra as mudanças no plano de previdência dos servidores públicos, resultou em mais de 200 feridos. A força policial foi usada contra uma classe majoritariamente feminina, formada por professoras, numa ação de clara desumanidade e misoginia. A truculenta investida foi filmada pela imprensa e ficou conhecida por muitos como “o massacre de 29 de abril”.

 

Beto Richa é acusado pelo Ministério Público de chefiar uma organização criminosa que fraudou licitação de R$ 70 milhões no Paraná.