Inicia nesta quinta-feira, dia 29, a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/20 dos trabalhadores da Celesc. Envolta em uma grande expectativa, a negociação do Acordo Coletivo será marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores.

Nestes dias anteriores à primeira rodada, a Diretoria da Celesc tem atacado os trabalhadores e suas representação, demonstrando desrespeito com os trabalhadores e com suas conquistas históricas. O Presidente da empresa, Cleicio Poleto Martins, tem utilizado a comunicação interna da empresa para construir uma narrativa onde os direitos dos trabalhadores são responsáveis por todos os problemas na Celesc.

Apontando a artilharia para o Plano de Saúde, Cleicio acena com o ataque para os benefícios pós-emprego, conquistados através de muita luta para os trabalhadores. Ao eleger os direitos da categoria como alvo, o Presidente desrespeita os celesquianos que tem feito sacrifícios para atingir as metas da concessão e manter a empresa pública.

Esta tentativa de criminalizar a luta dos celesquianos e a conquista de direitos é uma tática comum na visão privatista que tomou conta da diretoria da Celesc. Com este mesmo pensamento, a Diretora de Gestão, Claudine Anchite, tem sistematicamente atacado as representações dos trabalhadores.

A tática de atacar os sindicatos visa impedir que os trabalhadores tenham acesso à informação, diminuindo a capacidade de mobilização em defesa do ACT e da empresa pública. Ao afastar os sindicatos dos trabalhadores, impondo dificuldades e restrições ao acesso à locais de trabalho e ao correiro eletrônico, a Diretoria demonstra a visão privatista, originária das experiências do Presidente e da Diretoria de Gestão na Engie.

No fim das contas, o objetivo é impedir a mobilização dos trabalhadores e dificultar a defesa dos direitos da categoria, avançando na retirada de direitos e tornando a Celesc ainda mais atrativa para uma privatização. Esse processo já iniciou com a redução das Agências Regionais e, com a utilização das comunicações oficiais da Celesc, o Presidente e a Diretora vendem uma imagem de eficiência que apenas aponta para a destruição do Acordo Coletivo de Trabalho e da Celesc Pública.

Além da batalha pela manutenção das conquistas históricas dos trabalhadores, este ACT trará uma grande disputa pela informação. A Diretoria tem se antecipado em lançar comunicados e informativos, apresentando uma propaganda enganosa. No último informe, a Diretoria afirma que utilizará seu corpo gerencial para desmobilizar os trabalhadores, jogando a situação financeira da empresa para justificar cortes e ameaças.

 É preciso que os trabalhadores tenham consciência de que as informações dos sindicatos trazem a realidade da negociação, denunciando os ataques aos trabalhadores. É prática da Intercel a publicação nos e-mails corporativos, através da coordenação, de boletins detalhando as rodadas do ACT.

Infelizmente, da mesma forma que censurou o Representante dos Empregados no Conselho de Administração, impedindo o acesso aos endereços eletrônicos dos celesquianos, a Diretoria da Celesc também nega aos sindicatos o acesso, prejudicando os próprios celesquianos. Novamente fica clara a tática antidemocrática de impedir que os trabalhadores tenham acesso aos informes de sua representação.