A direção da CGTEletrosul deliberou pelo cancelamento de parte dos contratos de estágio, ocasionando o desligamento de cerca de 20 estagiários que atuavam na empresa. São estudantes que neste momento de pandemia perdem sua fonte de remuneração. A economia gerada com essas demissões em toda empresa, gira em torno de 17 mil reais. Insignificante se pensarmos que a mesma direção encaminhou pouco tempo atrás no Conselho de Administração proposta milionária de Remuneração Variável dos Administradores (RVA) que pode chegar a 10 gordas remunerações de cada administrador.

 

Não bastasse a irresponsabilidade com a classe trabalhadora por parte do governo federal, a pandemia está revelando o que cada um tem para oferecer à sociedade. Vivemos tempos difíceis que exigem além de capacidade dos gestores, um comportamento ético em relação aos valores mais fundamentais, como o valor da vida humana. A CGT Eletrosul deveria rever este comportamento que beira a crueldade contra quem pode neste momento estar dependendo desta pequena remuneração para auxiliar o sustento da família. Não podemos esquecer que o governo brasileiro, já está nos envergonhando nas medidas necessárias para proteger os trabalhadores e trabalhadoras deste país.  A falta de compromisso com quem trabalha, impede que o governo e também alguns administradores públicos tenham atitudes éticas e de proteção à vida. Preferem as medidas de proteção ao mercado, à economia, e contribuem para uma espécie de genocídio calculado do nosso povo.

A CGT Eletrosul poderia perfeitamente estabelecer as condições de atividades remotas para todos os estagiários e não os dispensar neste momento.

A Intersul encaminhou correspondência solicitando a suspensão dos desligamentos dos estagiários durante o período da pandemia, mas não obteve nenhuma resposta formal até agora.

 

Onde está o compromisso com a vida?  O papel social da empresa pública? A Intersul aguarda ainda a manifestação da Direção da CGT Eletrosul.