Linha Viva
O Jornal Linha Viva é um semanário que completa 20 anos de circulação ininterrupta, em 2008. Criado pelo Sinergia, o LV atualmente é de responsabilidade da Intersindical dos Eletricitários de SC.

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Editorial: Parisotto ataca novamente

Na última reunião do Conselho de Administração, realizada em 19 de agosto, as discussões em torno da substituição de diretores foi assunto preponderante. Conforme Boletim do Conselheiro eleito pelos trabalhadores Jair Fonseca nº12, a Previ voltou a tentar se valer da lei 13.570/05 para trocar o Diretor de Gestão da Celesc Distribuição e, com isso, “importar” um executivo de mercado (ex-diretor do Banco do Brasil) para comandar as negociações coletivas do ACT 2010/2011. No popular, buscavam alguém “de fora” para retirar direitos dos trabalhadores e enxugar o nosso acordo coletivo.  Como não tiveram êxito, acabaram acomodando o postulante ao cargo em outra diretoria que estava vaga: a Diretor de Planejamento da Holding.

A Intercel é contra essa indicação, pois defende uma reestruturação de fato na empresa, onde o número de diretorias não excederia 6 diretores. Se o número de diretorias já era excessivo, essa indicação foi “a cereja do bolo”.

Nostradamus
Dentro tantos outros assuntos tratados nessa reunião do CA, um ponto incluído como “apresentação” acabou suscitando duvidas entre os trabalhadores. De acordo com o mesmo Boletim do Conselheiro, foi apresentada pelo presidente da Celesc Geração informações sobre ampliações e obras em usinas da Celesc G e a estratégia de negócios da empresa. De acordo com a ata oficial do Conselho, após esta apresentação foi autorizada a contratação de uma empresa especializada para realização de estudos para captação de recursos com objetivo de ampliar a geração de energia.

A empresa especializada nem foi contratada, o estudo nem foi iniciado, mas já era capa de jornais de grande circulação: “Celesc terá empresa privada”.
Num blog econômico aconteceram revelações particulares: apareceu o nome do idealizador da notícia: Lírio Parisotto, que ainda confidenciou à blogueira que “a diretoria da Celesc e o governo tem autorização para privatizar a Celesc Geração”.
Jair,esclarece: “Esse assunto não estava pautado em caráter deliberativo. A apresentação foi realizada pelo presidente da Celesc Geração e não pelo investidor Parisotto. Foram apresentados dados referentes a ampliação das usinas do Salto, Peri e Celso Ramos. Também foram apresentados informações sobre a estratégia de negócios da empresa, e para tal, foi autorizada a contratação de uma empresa para aprofundar as discussões e ampliar o rol de informações sobre a Geração. Após concluído esse estudo o assunto deverá retornar ao conselho em caráter deliberativo. Existem algumas possibilidades a serem implantadas na Celesc G, não necessariamente passando pela alienação de ativos. A constituição de parcerias com capital privado em novos empreendimentos é uma possibilidade. Aguardaremos a conclusão dos estudos para avaliar a proposta encaminhada.”

Terceirização da segurança

Na segunda semana de agosto, diretores do Sinergia estiveram no pátio da Arflo e observaram o trabalho de uma empresa terceirizada – a Sfasc (Serviços em Segurança do Trabalho) do Rio Grande do Sul fazendo aferições de equipamentos individuais e coletivos de segurança (EPI e EPC – como luvas, capacetes e varas de manobra). Os sindicalistas ficaram desconcertados por que esta aferição é obrigatória desde 2006 (pela NR 10), mas somente agora em 2010 estes equipamentos tão importantes para a vida do trabalhador foram aferidos.
Tudo isto demonstra que, não é sem motivos que a empresa está respondendo a uma ação civil pública pela negligência omissa e contumaz das suas atitudes de saúde e segurança.
O aumento da terceirização na Celesc continua mesmo a empresa sendo ré em duas ações judiciais, uma sobre a saúde e segurança e outra sobre o não cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta sobre a terceirização assinado em 2001.
Também causou surpresa o valor cobrado de cada peça aferida: uma média de R$ 4,00. A Sfasc realiza o serviço de uma unidade móvel que, de acordo com gente que entende, vale cerca de R$ 300 mil. Seria mais econômico ter esta unidade móvel.

quinta-feira, 2 setembro, 2010 Leia mais sobre: , , , ,

RH: combinando necessidades

Para muitos trabalhadores da Celesc o DPGP (Departamento de Gestão de Pessoas – o antigo RH) é um setor fechado, inatingível – o que é um grande contra senso, uma vez que este setor tem a finalidade de combinar as necessidades individuais das pessoas que trabalham numa empresa com as da organização, da própria empresa em si. Sabendo da dificuldade que tem a DGC da Celesc elaborou um projeto: o AH!T!NO, que foi apresentado nas Agências Regionais pelo chefe do DPGP.
A iniciativa de aproximar os empregados da Celesc ao Departamento de Gestão de Pessoas é louvável. Os sindicatos que compõem a  Intercel entendem que esse deveria ser somente o início de um processo de aproximação entre Administração Central e Agências Regionais.  Espera-se que as informações coletadas nas diversas conversas com os empregados de todo o estado sirvam de norteador da gestão do DPGP nos próximos meses. Que a a pesquisa de clima organizacional, aplicada igualmente em todo o estado e nunca posta em prática, sirva de alerta para que essa iniciativa continue dando resultados. Por fim, esperamos que esta predisposição ao entendimento e ao diálogo contamine o diretor de gestão nas negociações do ACT 2010/2011.

quinta-feira, 2 setembro, 2010 Leia mais sobre: , , , ,

Atendimento da Celesc: Desrespeito à saúde

Ao longo dos anos a Intercel vem incessantemente cobrando da diretoria da Celesc a implantação de melhores práticas para os empregados que trabalham no atendimento comercial da empresa.
O trabalho realizado através de um GT com representantes da empresa e dos sindicatos, fruto do ACT 2008/2009 continua até hoje engavetado. A Diretoria Comercial e a Diretoria de Gestão perdem uma oportunidade única em fazer justiça com os atendentes da Celesc, implantando algo debatido e testado com sucesso nas maiores regionais do estado. Além de não avançar nessa questão, a Celesc continua negligenciando outros pontos importantes, como a vigilância e a limpeza das lojas.  Abaixo, segue relato de uma empregada da Agência Regional de Joinville, lotada na loja do atendimento de Garuva, sobre uma situação que poderia ser amenizada com a existência de vigilância na loja:
“Em 19/08/10 às 09h:25min, foi acionada a guarnição policial, pois, na Loja de Garuva, se encontrava um cliente inconformado com a queima de um estabilizador de sua propriedade. Querendo que seu caso fosse resolvido na hora, o cliente usava expressões de nível baixo, xingamentos, esbravejando, batia na mesa com a peça que ele tinha levado consigo. Sozinha na loja e, desesperada, eu pedia insistentemente para ele se acalmar. Chamei os eletricistas da empresa terceirizada que trabalham em Garuva com medo de ser seriamente agredida. Com a chegada dos eletricistas, o cliente não se conteve e também os ofendeu. Chamei a polícia e nem assim indivíduo se conteve, jogando com toda a força o estabilizador no chão, destruindo o mesmo e danificando o piso da loja. Conforme o relato do Boletim de Ocorrência n.3085, devidamente protocolado na Celesc, o indivíduo estava furioso na eminência de agredir alguém. Estou assustada e abalada psicologicamente, tendo até que procurar ajuda profissional. Não podemos deixar acontecer o pior. E se essa pessoa estivesse armada? E se ao invés de atirar o seu próprio equipamento contra o chão, jogasse contra mim? Será que somente depois que um atendente for seriamente agredido é que se vai tomar alguma atitude quanto às lojas de atendimento? Por favor, os atendentes precisam de ajuda.”

Intersul discute transição para PCR com Eletrosul

Para dar seqüência às discussões sobre o PCR da Eletrobras, no que se refere às especificidades dos trabalhadores da Eletrosul, os sindicatos integrantes da Intersul estiveram reunidos com a Diretoria da empresa na última segunda-feira, dia 30 de agosto, em Florianópolis.
Um dos pontos centrais da discussão foi o ADL, que foi o tema das assembléias realizadas em toda a base da Eletrosul na última semana. As assembléias, por maioria, aprovaram o indicativo de proposta da Intersul, que consiste na aplicação de no mínimo 5,27 % para os trabalhadores sem ADL, e aplicação de no mínimo dois níveis como compensação pela incorporação do ADL aos demais. A Intersul cobrou da Eletrosul uma proposta oficial, mas a diretoria informou que ainda necessita avaliar.
Outra discussão foi a respeito da proposta nacional sobre a indenização pela mudança na sistemática da antiguidade. A Intersul cobrou empenho da diretoria da Eletrosul, no sentido de melhorar a proposta da Eletrobras.
Além do ADL e antiguidade, os sindicatos também cobraram da empresa uma solução para várias outras questões do processo de transição:
- Como serão tratados os empregados que já completaram o tempo de experiência no PCS vigente ou que estão próximos de completar - como é o caso dos Técnicos I para Técnico II e dos Universitários Júnior para Pleno?
- Como ficam as gratificações da carreira gerencial?
- Como fica a situação de quem recebe rubricas separadas por decisão judicial?
Para esclarecer estas e outras questões que afligem os trabalhadores devido a falta de informações, a Intersul encaminhará correspondência a Eletrosul cobrando as respostas da empresa para que os trabalhadores possam melhor avaliar as conseqüências do novo PCR.

quinta-feira, 2 setembro, 2010 Leia mais sobre: , , ,

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