Após três anos à frente da empresa, Tarcísio Rosa deixa a presidência da Celesc. A decisão deve ser confirmada em reunião do Conselho nessa semana.
Durante sua gestão, um dos episódios mais marcantes foi a contratação do sistema SAP Hanna, parte do Programa Conecte, que prometia revolucionar o atendimento, mas acabou gerando problemas, prejuízos e impactando trabalhadores e clientes. Após pressão dos sindicatos e denúncias na imprensa, a Celesc buscou soluções para os erros, ainda não totalmente resolvidos.
O período também foi marcado por duas greves da categoria: em 2024, pela melhoria na PLR e nas negociações, e em 2025, em uma mobilização histórica por valorização e isonomia de direitos.
Apesar de uma gestão marcada por conflitos, foram os trabalhadores e trabalhadoras que garantiram os resultados positivos. Tarcísio deixa o cargo com número recorde de trabalhadores terceirizados e com ataques aos direitos.
Nos bastidores, o governo do Estado indica Edson Moritz, atual presidente da Casan, como possível sucessor.
O recado está dado: quem assumir a Celesc precisa respeitar a categoria. Os trabalhadores são organizados, lutam por valorização e não aceitarão retirada de direitos nem qualquer tentativa de privatização.
Celesc pública, bom pra todo mundo!

