Nesta quinta-feira (21/5), o Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), lotou de trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias. Todos estiveram reunidos em Florianópolis para dizer basta à escala 6×1 e mostrar aos deputados federais catarinenses que queremos a redução da jornada e uma escala de trabalho mais humana.
Os trabalhadores catarinenses demonstraram unidade e cobraram dos parlamentares que debatem o fim da escala 6×1 que essa conquista precisa acontecer agora. “Nós não aceitaremos transição. Estamos há 40 anos em transição sem uma conquista real para a classe trabalhadora e não queremos perder nenhum direito. A classe trabalhadora deste país não aguenta mais perder direitos!”, destacou Vanessa Brasil, líder do Movimento Vida Além do Trabalho em Santa Catarina (VAT).
Para a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, essa pauta é urgente e necessária, principalmente para as mulheres trabalhadoras, que são as mais precarizadas, em especial as mulheres negras. Anna Julia também ressaltou que não se aceita transição para a redução da jornada. “Nós queremos a redução da jornada sem redução salarial e sem nenhum direito a menos. E queremos a redução de imediato, porque a reforma trabalhista que retirou tantos direitos foi aplicada de imediato”, afirmou.
A atividade foi proposta pelo deputado estadual Marquito (PSOL) e contou com a presença do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados, Léo Prates (Republicanos-BA), e do presidente da Comissão Especial que analisa a PEC, deputado federal Alencar Santana (PT-SP). Também participaram os deputados federais Ana Paula Lima e Pedro Uczai, ambos do PT, os dois únicos parlamentares catarinenses que não assinaram a proposta de emenda que prevê a redução da jornada apenas daqui a 10 anos.
O Sinergia apoia o fim da escala 6×1 e das 44h semanais, embora a mudança não atinja a maior parte da categoria eletricitária. A solidariedade de classe significa lutar para garantir uma vida melhor para milhões de trabalhadoras e trabalhadores que ainda não tem a oportunidade de dois dias de descanso e, consequentemente, uma vida com mais qualidade.

