Author Archives: Silvia Medeiros

Projeto “Hassis 100 Anos” será lançado no dia 8 de maio em Florianópolis

Em homenagem ao centenário do nascimento do artista Hassis (1926-2001), um dos maiores nomes das artes visuais de Santa Catarina, uma extensa programação será realizada durante o ano de 2026. O lançamento do projeto “Hassis 100 Anos” será na sexta-feira, 8 de maio, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis. A entrada é gratuita e o link para retirada de ingressos está disponível na bio do perfil @fundacaohassis.

A programação da noite começa com a participação de Leilah Corrêa Vieira e Luciana Paulo Corrêa, filhas de Hassis. Elas sobem ao palco do teatro para apresentar como será o projeto e falar sobre a importância de manter vivo o legado do pai.

“Além de marcar uma data, o projeto reafirma o valor cultural, histórico e artístico e fortalece o compromisso da Fundação Hassis com a preservação, difusão e valorização do legado do nosso pai. Cada ação com o acervo, da conservação à digitalização, garante que a obra dele siga acessível e preservada. E celebrar o centenário do seu nascimento é reafirmar a força de sua presença na cultura catarinense e o quanto ele continua inspirando”, destacam Leilah e Luciana.

Na sequência, será apresentado o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, com a Companhia de Dança da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Através do corpo em movimento, a apresentação que propõe uma imersão coreográfica no universo poético, político e visual do artista, percorre as marcas que Hassis deixou na cultura local, desde suas observações sensíveis do cotidiano até criações de forte impacto político, como o mural “Humanidades”, que está localizado na UFSC.

De acordo com o Leilah, o espetáculo mergulha nas paisagens visuais e simbólicas, do folclore ilhéu ao mural, deixadas pelo artista. “Os corpos dançantes atravessam mares de história, política e memória inspirados em quem transformou a paisagem catarinense em cor, denúncia e poesia. No palco são desenhadas rotas que transitam entre o real e o simbólico, criando um encontro sensível entre dança e a arte visual”, compartilha.

Os ingressos para o evento do dia 8 de maio, no TAC, que fica na Rua Marechal Guilherme, 26, no Centro de Florianópolis, são limitados e estão disponíveis na bio do perfil @fundacaohassis.

Hassis 100 Anos
A programação do centenário de Hassis tem início com a exposição “Hassis em Revista”, que abre no dia 20 de maio no Hall da Reitoria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A mostra, que vai reunir a emblemática série Revistas (1966), apresentada publicamente apenas uma vez durante a vida do artista, tem curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca.

Além desta, outras seis exposições integram o calendário comemorativo do centenário. Em julho, o Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa recebe “Entre o Instante e a Eternidade”, com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, já o Instituto Collaço Paulo abre “Diários Afetivos”, com curadoria de Alice Bononi e a Fundação Hassis apresenta “Hassis Brincante”, com curadoria de Monique Fonseca.

Em agosto, a Helena Fretta Galeria de Arte apresenta “Hassis 100 Anos — Sala Expositiva”. No mês de outubro, a Fundação Cultural Badesc inaugura “Antes que Amanheça”, com curadoria de Denilson Antonio, Marcello Carpes e Victoria Beatriz. Encerrando o projeto, o Museu Victor Meirelles abre em novembro a mostra “Hassis: Do Circo à Celebração Centenária”, com curadoria de Meg Tomio Roussenq e Anna Moraes.

Homenagens
Os 100 anos de nascimento do artista começaram a ser celebrados ainda em 2025. A primeira homenagem foi promovida pela Escola de Samba Embaixada Copa Lord. Em fevereiro foi apresentado na Passarela Nego Quirido, em Florianópolis, o enredo “Ontemanhã – O Tempo nos Traços de Hassis”.

No mesmo ano, em julho, o artista Rodrigo Rizo pintou o mural “Arquibancada” na empena lateral do Hotel Valerim, no Centro de Florianópolis. Já em dezembro, a Companhia de Dança da UFSC apresentou o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, no Auditório Garapuvu, que fica no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

O projeto “Hassis 100 Anos” conta com o apoio de Orsitec – Assessoria Contábil e Empresarial, Alínea Urbanismo, dot Digital Group, Proarte Unicred e Placon Empreendimentos Imobiliários.

Sobre a Fundação Hassis
A Fundação Hassis é uma instituição cultural sem fins lucrativos, criada em julho de 2001, com a finalidade de salvaguardar, preservar, conservar e divulgar a obra de H. Assis Corrêa (Hassis), um dos mais relevantes artistas visuais de Santa Catarina. A instituição está sediada na residência onde o artista viveu e desenvolveu sua produção artística no período de 1959 a 2000, na Rua Luiz da Costa Freysleben, 87, Itaguaçu, em Florianópolis/SC. Após seu falecimento, ocorrido no ano 2001, a Fundação foi instituída por iniciativa de sua esposa e filhas, com o propósito de assegurar a preservação e difusão de seu acervo artístico e documental. A manutenção da casa-ateliê como sede institucional garante a integridade histórica do espaço de criação do artista, conferindo à Fundação caráter museológico e memorial, além de consolidá-la como centro de referência para pesquisa, formação cultural e realização de atividades artísticas e educativas.

Ao completar 25 anos em 2026, a Fundação conta com uma equipe gestora formada apenas por mulheres: Luciana Paulo Corrêa, gestora executiva, Leilah Corrêa Vieira, gestora de relações institucionais, Monique Fonseca, gestão artística e curadoria, Elizabeth Valiati, gestão administrativa, Júlia Corrêa Vieira, gestão de editais, e Anaís Corrêa de Moura, gestão de mídias sociais.

Escala 6×1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB

Estudo analisa casos da França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia

Um artigo publicado na revista científica alemã Instituto de Economia do Trabalho (IZA) não identificou queda do Produto Interno Bruto (PIB) após redução da jornada de trabalho adotada em cinco países europeus entre 1995 e 2007.

O nível do emprego na França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia também não foi significativamente afetado pelas reformas, segundo os pesquisadores Cyprien Batut, Andrea Garnero e Alessandro Tondini.

levantamento da IZA, instituição mantida pela Fundação Deutsche Post, também identificou efeitos positivos, “mas insignificantes”, sobre os salários por hora e o valor adicionado por hora trabalhada. Esses cinco países tiveram ainda um crescimento “relativamente robusto” do PIB no período.

“É, portanto, possível que, mesmo em um cenário clássico de oferta e procura, a redução do tempo de trabalho e o aumento do custo do trabalho por hora trabalhada tenham sido rapidamente absorvidos”, conclui o documento.

Os resultados diferem de pesquisas que vem sendo divulgadas no Brasil no contexto da discussão do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), com algumas projeções apontando para redução do PIB e do emprego, e outras indicando aumento de contratações devido à redução das horas trabalhadas.

“Entre 1995 e 2007, os países europeus experimentaram um crescimento relativamente forte. A redução do horário de trabalho padrão e o aumento do custo da mão de obra por hora trabalhada foram rapidamente absorvidos, sem efeitos consideráveis ​​sobre o emprego”, diz a publicação de setembro de 2022.

Ao todo, a pesquisa analisou 32 setores da economia, a partir de bancos de dados de instituições europeias, com corte em 2007 para evitar distorções causadas pela crise financeira de 2008. Também foram excluídos setores como agricultura, educação, saúde, assistência social, artes e entretenimento “porque geralmente [esses setores] apresentam uma alta proporção de trabalhadores autônomos ou de trabalhadores do setor público”.

“Partilha do trabalho”

O estudo destaca que o resultado não valida a teoria da “partilha do trabalho”, usada por algumas analistas para projetar aumento do emprego com redução da jornada.

A tese parte do pressuposto de que os empresários tenderiam a contratar mais para repor as horas reduzidas com a reforma.  

“Não há indícios de que a redução do horário de trabalho padrão leve a uma redistribuição do trabalho e a um aumento do emprego total”, comentaram os especialistas.

Por outro lado, a pesquisa também não confirma outra premissa – usada, em especial, em estudos de entidades patronais – de que o aumento do custo do trabalho, por meio da redução da jornada sem redução salarial, tenderia à perda de postos de trabalho.

“Nossos resultados também não apoiam a visão de que reformas na jornada de trabalho padrão, que não implicam também em redução dos salários mensais/semanais, têm um efeito negativo significativo sobre o emprego, como sugeriria um modelo clássico de demanda e oferta de trabalho”, concluíram.

Os estudiosos afirmam que esses resultados sugerem que a redução da jornada, sem alteração nos salários, funciona de forma “muito semelhante” ao aumento do salário mínimo.

Bem-estar do trabalhador

Os pesquisadores descartam que, apesar do estudo focar no nível de emprego após as reformas, é preciso ainda levar em consideração o bem-estar e produtividade dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho.

“Se as reformas do tempo de trabalho não prejudicarem os trabalhadores, seja em termos de salários ou de emprego, ao mesmo tempo que liberam mais tempo de lazer, pode-se argumentar que uma semana ou jornada de trabalho mais curta leva a um aumento do bem-estar”, concluem os estudiosos.

Por outro lado, destaca-se que os retornos “decrescentes” para empresas das jornadas mais longas, indica que uma semana de trabalho mais curta também “poderá beneficiar as empresas em termos de maior produtividade e maior capacidade de atrair e reter trabalhadores”.

Matéria: Escrito por: Lucas Pordeus León – Agência Brasil

TCE freia a privatização da Copasa e fiscalizará todo o processo

A decisão proibiu que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito

Com o voto unânime dos conselheiros, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) proibiu o avanço do processo de privatização da Copasa, autorizando o Governo e a companhia apenas a “realizarem estudos, auditorias e protocolos na CVM e B3; entretanto, ficam expressamente vedados quaisquer atos definitivos de desestatização, em especial a alienação do controle acionário, antes do pronunciamento conclusivo desta Corte”.

A sessão do TCE-MG ocorreu após o Estado e a Copasa formalizarem, junto ao Tribunal, o pedido para prosseguimento dos atos preparatórios à privatização. Esses atos compreendem a realização de estudos e auditorias, a elaboração de documentos internos, o registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a submissão à Bolsa de Valores (B3).

Pessoal, apesar do Tribunal de Contas autorizar a Copasa a dar continuidade ao processo de privatização, nós tivemos um ganho enorme com isso. A decisão proibiu que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito.

Em seu relatório, o conselheiro Agostinho Patrus esclareceu que “esta é uma decisão de natureza provisória. Ela não representa um pronunciamento sobre o mérito nem sobre as irregularidades apontadas, que continuam sob análise da unidade técnica. Determino, ainda, que o Governo e a Copasa comuniquem a este Tribunal, em até 48 horas, qualquer passo relevante, incluindo o valuation (valor de mercado) da companhia”.

• Primeira categoria: Compreende os atos preparatórios internos, ou seja: estudos, avaliações, auditorias e elaboração de documentos estruturantes que não produzem efeitos jurídicos externos nem alteram o controle acionário da companhia.
• Segunda categoria: Abrange os atos preparatórios externos, como o registro junto à CVM e a submissão dos documentos à B3. Estes atos têm repercussão externa, mas, por si sós, não transferem a titularidade da empresa. Até este ponto, o Estado ainda pode desistir do processo.
• Terceira categoria: Refere-se aos atos definitivos de desestatização — aqueles que transferem efetivamente o controle acionário ao setor privado, com a abertura do período de distribuição das ações ao mercado e a liquidação da oferta.

Desta forma, o TCE deferiu parcialmente a liminar que autoriza o Governo e a Copasa a realizarem estudos, avaliações, auditorias, elaboração de documentos estruturantes e aprovação nas instâncias internas de governança do Poder Executivo e da própria companhia, além do protocolo de registro na CVM e B3. O maior destaque, no entanto, é a VEDAÇÃO EXPRESSA de quaisquer atos definitivos de desestatização — em especial a abertura do período de distribuição ao mercado e a alienação do controle acionário — antes do pronunciamento conclusivo da Corte.

O presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, afirmou que “o voto enfrentou com clareza os pontos controvertidos, distinguindo atos preparatórios de definitivos, preservando a competência desta Corte sem impor restrições prematuras — embora a exigência de comunicação em 48 horas seja rigorosa.

A autorização limitada, acompanhada de monitoramento permanente, está alinhada à melhor jurisprudência de controle concomitante”. Ele também elogiou “o compromisso com a política pública fundamental de água potável, um direito estabelecido internacionalmente”.

Vitória da mobilização

O presidente do SINDÁGUA, Milton Costa, lembra que apesar do Tribunal de Contas autorizar a Copasa a dar continuidade ao processo de privatização, nós tivemos um ganho enorme com isso. A decisão que representa uma vitória da mobilização dos trabalhadores, proibe que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito”. Milton destaca ainda que em uma “eventual” privatização, o tribunal indica que seja incluída a situação do esgotamento sanitário, que qualquer movimentação da Copasa seja comunicada com antecedência de 48 horas ao TCE e que qualquer autorização deve ser levada a autorização do tribunal em plenário. Esta é uma vitória do trabalhador e do povo mineiro”
O Procurador-Geral do Ministério Público de Contas (MPC-MG), Marcílio Barenco Corrêa de Mello, ressaltou a responsabilidade do Tribunal em servir como condutor de um processo legítimo que traga segurança jurídica e estabilidade, com foco na preservação do erário, destacando que a sociedade tem o direito de saber se a tarifa aumentará ou o que ocorrerá com o subsídio cruzado e que o controle concomitante ajustes no curso do processo e, se necessário, a suspensão de atos.

Esta decisão do TCE-MG exige dos entusiastas da privatização o respeito que não demonstraram até agora, com iniciativas de “tratorar” decisões irregulares na Assembleia Legislativa (ALMG) e pressão sobre municípios concedentes. O processo vinha sendo conduzido sem discussão ampla com a sociedade, com ausência de audiências públicas, desprezo pelo referendo popular e sem ouvir as câmaras de vereadores do Estado.

A resistência do SINDÁGUA e as denúncias realizadas, somadas ao trabalho do Bloco Democrático na ALMG, são fundamentais para garantir a manutenção do saneamento como uma responsabilidade pública do Estado.

Matéria site da CUT MG

Eletricitários de SC participam da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

ATO FOI CONVOCADO PELAS CENTRAIS SINDICAIS E REUNIU REPRESENTANTES DE DIVERSAS CATEGORIAS PELO FIM DA ESCALA 6X1

Dirigentes do Sintevi e do Sinergia participaram no dia 15 de abril da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. O ato reuniu dezenas de categorias de trabalhdores, além de lideranças sindicais de todo o País, em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a garantia de direitos trabalhistas para trabalhadores de apps, o fim das privatizações, a aposentadoria especial para eletricitários que atuam em área de risco, entre outras pautas.

Governo encaminha projeto do fim da escala 6×1

O ato ocorreu um dia após o governo do presiden­te Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhar ao Con­gresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, em regime de urgência constitucional. Isso limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto em cada uma das Casas Legislativas (Câ­mara e Senado), com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alterações em uma das Casas. O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilher­me Boulos (PSOL), destacou que a previsão é que o projeto seja votado até o fim de julho.

Conclat 2026

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) precedeu a marcha no dia 15, com partici­pação de dirigentes das centrais sindicais e de parla­mentares no encontro que aprovou a pauta da classe trabalhadora para 2026. Entre os 68 pontos aprova­dos pelos participantes do evento, estão o fim da es­cala 6×1; a valorização contínua do salário mínimo; a geração de empregos de qualidade e o combate à precarização; o fortalecimento da atuação da inspe­ção do trabalho e a ampliação da presença de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego nos locais de trabalho.

Ao fim do dia, o documento com os 68 pontos fo­ram entregues ao presidente Lula e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Lula discur­sou e cobrou a atuação dos sindicatos: “Vocês vão ter que vir para convencer da necessidade. As cen­trais sindicais têm que marcar reunião, têm que con­versar com deputados, com senadores”, afirmou.

O Linha Viva acompanhará a tramitação do proje­to do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional nas próximas edições.

Única parlamentar catarinense presente na Conclat, a deputada federal Ana Paula Lima (PT) discursou lembrando que as mulheres são ainda mais prejudicadas pela escala 6×1, pois muitas vezes, nos dias de descanso, têm de cuidar da casa e dos filhos. Em entrevista ao Linha Viva, ela reforçou seu compromisso em defesa das empresas públicas e mostrou estar atenta aos fatos recentes na Celesc: “não podemos permitir a pri­vatização da Celesc, empresa que garante a energia ao povo catarinense. Espero que, com a mudança do presidente, a conversa e o diálogo possam garantir a estabilidade dos trabalhadores e, principalmente, o que o povo catarinense quer: Uma empresa pública e de boa qualidade, que é isso que fazem os trabalhadores eletricitários. Todo meu apoio à Celesc pública”.

O que motivou você a participar da Marcha da Classe Trabalhadora?

Rosilaine Lemos, servidora pública municipal em Jaraguá do Sul: “Foram 30h de viagem de ônibus. Como agente de endemias, estou defendendo a regu­lamentação do PLP 185/2024 e a nossa aposentadoria especial. Também estou aqui pelo fim da escala 6×1 e pelo fim do feminicídio”.

Kândyce Santos Brasil, atendente comercial na Celesc Rio do Sul e diri­gente do Sintevi: “A Marcha desse ano tem um tema super importante. O fim da escala 6×1 representa a dignidade do trabalhador. Estamos pedindo que todos tenham pelo menos 2 dias de descanso semanal. Nada mais justo”.

Fábio Junior Engels, eletricista na Celesc Blumenau e dirigente do Sintevi: “Estamos unidos com trabalhadores de todo o País num ato político pelo fim da escala 6×1. Não é por mordomias, nem privilégios. É pela vida, descanso e pela dignidade de trabalhadoras e trabalhado­res do nosso querido Brasil”.

Nova diretoria do Sinergia toma posse em Florianópolis

“É preciso estar atento e forte…”

Foi com a força e a poesia de Divino Maravilhoso que a nova direção do Sinergia, gestão 2026/2030, tomou posse nesta quarta-feira (15/4), em uma cerimônia realizada na sede do sindicato.

A canção, composta em 1968 por Caetano Veloso e Gilberto Gil, ecoa até hoje como um chamado à resistência e traduz o momento vivido pelos eletricitários e eletricitárias: um tempo que exige coragem, unidade e disposição para lutar.

Entre aplausos e presença da base, de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, a nova direção assume com a responsabilidade de enfrentar grandes desafios, combinando experiência e renovação na construção de um sindicato ainda mais forte e presente na base.

Em um trabalho coletivo e colegiado, a coordenação passa de Tiago Vergara, trabalhador da Axia, para Lucas da Silva, trabalhador da Celesc, marcando a continuidade de um projeto comprometido com a defesa dos direitos da categoria e das empresas públicas.

✨ “Não temos tempo de temer a morte”, temos tempo de lutar, organizar e seguir em frente.

O Sinergia inicia esse novo ciclo com o olhar atento e a força necessária para enfrentar o que vier.

Resultado 11º Concurso Literário Conto e Poesia

É com muita alegria que o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis – Sinergia, através das Comissões Selecionadoras compostas por Simone Pereira Schmidt, Telma Scherer e André Soltau (Conto) e Eliane Santana Dias Debus, Patrícia Claudine Hoffmann e Rubens da Cunha (Poesia), divulga a relação dos autores/as e respectivos trabalhos selecionados no 11o Concurso Literário Conto e Poesia, promovido pelo sindicato.

CONTO

Andresa Notari Gonçalves Magalhães – A vida que dormia no livro

Brunno Manfra – O menino e a mesa

Eduardo Sens dos Santos – Rita, que era Marcela

Francielli Cristina Campiolo – Residencial Cornelles

Frutuoso Alves de Oliveira – O Evangelho Segundo Romário

Gustavo Simas da Silva – Fuligem e o rosto branco

Jeana Laura da Cunha Santos – Motorista de aplicativo

Jéssica Helena Trombini – Quero parar, mas não consigo

Julia Dias Lopes – Um hospício

Marcelo Alves – Dom Quixote

Mariana Vogt Michaelsen – Perguntam da vó, silêncio

Rodrigo Domit – Desfocada

Thiago Toscani – A sombra no mercado

Wagner Fonseca – O leitor caminha

William Wollinger Brenuvida – Arca caída

POESIA

Ana Esther Balbão Pithan – Décima para Cruz e Sousa

Anacreonte Fonjic – Então enfim (Lucia não devia ter jogado aquele gato no  meio do giz e do sal)

 Brunno Manfra – Sobre el niño y su cometa

Carlos Eduardo Vieira de Figueiredo – Tripé Cinematográfico – Fade out 1: o torpor/a curiosa sensação

Daniel Serravalle de Sá – Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio

Danielle Gonçalves Rech Mazzorana – Debatimento cardíaco

Danuza Meneghello – Atotô

Eduardo Reckziegel – Carta na manga

Eveline Klein – Quando a aracuã canta

Fabiano Foresti – Olhos

Giovanni de Souza Vellozo – Edifício

Gustavo Simas da Silva – a palavra dita sem pensar é arpão

Jéferson Silveira Dantas – Terra contestada

João Paulo Rodrigues Júnior – sem titulo

Julio Cesar Machado de Souza – Haicai (Lá)

Leandro Richard da Silva – Arame farpado

Marcel Angelo Timon Frias – Para meu pai e meu avô

Márcio Antônio Lovato – A evolução das coisas

Mariana Vogt Michaelsen – sem titulo

Micheli Hartmann – Depois da Meia Noite

Natanael Medade – O lobo no rio dos bois

Pedro Henrique Bampi – Relato de uma oficina de rádios

Raul Fausto Ferrari Bagatini – Noite

Samuel Arlindo Góes – Alguma concentração

Sofia da Silva Quarezemin – Estudo sobre a névoa

Suyan de Oliveira de Melo – Palávridas

Tamara Martins – Maturar

Thaiara Dornelles Lago – Vale tudo

Valdemir Klamt – O Amor do Palhaço

William Wollinger Brenuvida – Casa de Sal, Água e Areia

Conforme estabelece o regulamento do concurso, os 45 trabalhos selecionados serão reunidos em antologia, cabendo a cada autor classificado 15 exemplares. Os demais participantes, por deliberação da diretoria do sindicato, receberão um exemplar do livro. Foram inscritos 710 trabalhos (447 poemas e 263 contos) de 301 participantes, oriundos de todas as regiões do estado. Esta edição do concurso contou com o apoio da Fundação CELOS, Advocacia Garcez, Livraria Latinas, Livraria livros e Livros, Sintevi APCELESC.

O lançamento do livro está previsto para o segundo semestre deste ano com data que será marcada posteriormente. Assim que a data seja confirmada comunicaremos todos os participantes no 11º Concurso Literário Conto e Poesia e o público em geral.

Parabenizamos os autores classificados e agradecemos a participação de todos que, com sua expressão literária, mantém acesa a chama do sonho.

Caroline Camargo Borba, Lucas Henrique da Silva e Julia Souza

Comissão Organizadora do 11º Concurso Literário Conto e Poesia

Planejamento marca início da nova gestão do Sinergia com foco na base e na defesa das empresas públicas

Nos dias 10 e 11 de abril, o Sinergia realizou o planejamento da nova diretoria, que toma posse nesta quarta-feira (15/4). A atividade marcou o início da nova gestão, com a definição de estratégias, prioridades políticas e organização interna do sindicato para o próximo período.

Durante o encontro, os dirigentes reavaliaram os compromissos assumidos nas eleições do sindicato pela chapa “É preciso estar atento e forte”. A partir desse olhar, foram estabelecidos os principais objetivos da gestão, com destaque para a defesa da Celesc pública, o enfrentamento a todas as formas de privatização e a luta pela reestatização de empresas já privatizadas.

Outro eixo central é o fortalecimento da presença do sindicato na base, ampliando o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico. Como prioridade, está o aumento do número de filiados ao sindicato para garantir a sustentabilidade financeira do Sinergia. Para isso, será realizada uma grande campanha de sindicalização.

O planejamento, coordenado pelo professor Ricardo Velho, contou também com um debate de conjuntura, com convidados, sobre a nova realidade da classe trabalhadora e os desafios enfrentados pelos eletricitários e eletricitárias no Brasil.

Em tempos desafiadores, a nova gestão inicia seu mandato reforçando o compromisso com a organização da categoria e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.

Lucas Henrique da Silva, trabalhador da Celesc, será o novo coordenador do Sinergia no período de 2026 a 2030. Para ele, o planejamento é um momento estratégico para consolidar a atuação da nova gestão.

“Neste planejamento, nossa nova diretoria se mostrou muito comprometida com o sindicato e com as pautas da categoria eletricitária. O coletivo que estará à frente do Sinergia tem a firmeza e ousadia necessárias para enfrentar o período de grandes lutas que teremos pela frente”, afirmou.

ACESSE FOTOS DA ATIVIDADE

Tarcísio deixa presidência da Celesc

Após três anos à frente da empresa, Tarcísio Rosa deixa a presidência da Celesc. A decisão deve ser confirmada em reunião do Conselho nessa semana.

Durante sua gestão, um dos episódios mais marcantes foi a contratação do sistema SAP Hanna, parte do Programa Conecte, que prometia revolucionar o atendimento, mas acabou gerando problemas, prejuízos e impactando trabalhadores e clientes. Após pressão dos sindicatos e denúncias na imprensa, a Celesc buscou soluções para os erros, ainda não totalmente resolvidos.

O período também foi marcado por duas greves da categoria: em 2024, pela melhoria na PLR e nas negociações, e em 2025, em uma mobilização histórica por valorização e isonomia de direitos.

Apesar de uma gestão marcada por conflitos, foram os trabalhadores e trabalhadoras que garantiram os resultados positivos. Tarcísio deixa o cargo com número recorde de trabalhadores terceirizados e com ataques aos direitos.

Nos bastidores, o governo do Estado indica Edson Moritz, atual presidente da Casan, como possível sucessor.

O recado está dado: quem assumir a Celesc precisa respeitar a categoria. Os trabalhadores são organizados, lutam por valorização e não aceitarão retirada de direitos nem qualquer tentativa de privatização.

Celesc pública, bom pra todo mundo!

Edital de Convocação – Assembleia Extraordinária Sinergia

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região – SINERGIA, com sede na Rua Lacerda Coutinho, 149, Centro, Florianópolis/SC- CEP: 88015-030, no exercício de suas atribuições estatutárias, vêm convocar seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 13/04/2026 (segunda-feira), no auditório do SINERGIA, sito à rua Lacerda Coutinho 149, Centro, Florianópolis, às 17h30min, em primeira convocação com o número regulamentar de presentes, e às 18h00min com qualquer número de presentes.

ORDEM DO DIA

1 – Deliberação da  apreciação das propostas de compra e venda do terreno Campeche

2 – Outros;

Florianópolis, 09 de abril de 2026.

Tiago Bitencourt Vergara

Coordenador Geral do Sinergia

Trabalhadores da CEREJ aprovam Pauta de Reivindicações do ACT 2026-2027

Trabalhadoras e trabalhadores da Cooperativa de Presta­ção de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica Senador Esteves Junior – CEREJ, participaram nessa segun­da e terça-feira (dias 6 e 7 de abril) das assembleias de cons­trução da Pauta de Reivindicações da categoria para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027. As assembleias foram con­duzidas pelo Sinergia, sindicato que representa os trabalha­dores da cooperativa que tem sede no município de Biguaçu e área de atuação da Grande Florianópolis até Leoberto Leal, no Alto Vale do Rio Alto Braço.

Foram realizadas quatro assembleias com ampla partici­pação dos trabalhadores: na sede, em Biguaçu, no Aguti, em Nova Trento, no Pinheiral, em Major Gercino, e em Leoberto Leal. Além de apreciar e votar as cláusulas já existentes no Acordo Coletivo, os empregados também tiveram espaço para debater índices de reajustes e a inclusão de novas cláu­sulas de interesse da categoria. Entre elas, uma das princi­pais reivindicações foi a possibilidade de inclusão do anuênio e da construção de um Plano de Cargos e Salários (PCS) que contemple a todos os trabalhadores. Outros pontos trazidos dão conta de reformas estruturais em determinados prédios da cooperativa e a necessidade de aquisição de camionetes 4×4 em todas as bases, já que há postos de trabalho atendi­dos somente com picapes ou veículos pequenos – sem tração 4×4 – e isso dificulta sobremaneira o trabalho – e a saúde – dos empregados.

Carlos Alberto de Souza, o Carlinhos, diretor de Políticas Sindicais do Sinergia e responsável pela negociação, exaltou a participação expressiva nas assembleias: “foi surpreenden­te a participação e o nível dos debates em todos os postos de trabalho. É satisfatório visitarmos os locais e sermos recebi­do por essa grande quantidade de trabalhadores, dispostos a debater o Acordo Coletivo e a trazer sugestões de melhorias e avanços”.

Carlinhos destaca os próximos passos da luta: “nessa ter­ça-feira encerramos as assembleias e até o fim dessa sema­na faremos a revisão do texto da pauta final a ser entregue para ser negociado com a empresa. O próximo passo será solicitar a negociação junto à diretoria da Cerej”.

O Linha Viva acompanhará as negociações na Cerej e trará os informes nas próximas edições do jornal. A data-base da categoria é dia 1° de maio. A expectativa do sindicato é de que as negociações sejam encerradas até o início do mês de maio.