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Eletricitários de SC participam da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

ATO FOI CONVOCADO PELAS CENTRAIS SINDICAIS E REUNIU REPRESENTANTES DE DIVERSAS CATEGORIAS PELO FIM DA ESCALA 6X1

Dirigentes do Sintevi e do Sinergia participaram no dia 15 de abril da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. O ato reuniu dezenas de categorias de trabalhdores, além de lideranças sindicais de todo o País, em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a garantia de direitos trabalhistas para trabalhadores de apps, o fim das privatizações, a aposentadoria especial para eletricitários que atuam em área de risco, entre outras pautas.

Governo encaminha projeto do fim da escala 6×1

O ato ocorreu um dia após o governo do presiden­te Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhar ao Con­gresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, em regime de urgência constitucional. Isso limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto em cada uma das Casas Legislativas (Câ­mara e Senado), com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alterações em uma das Casas. O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilher­me Boulos (PSOL), destacou que a previsão é que o projeto seja votado até o fim de julho.

Conclat 2026

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) precedeu a marcha no dia 15, com partici­pação de dirigentes das centrais sindicais e de parla­mentares no encontro que aprovou a pauta da classe trabalhadora para 2026. Entre os 68 pontos aprova­dos pelos participantes do evento, estão o fim da es­cala 6×1; a valorização contínua do salário mínimo; a geração de empregos de qualidade e o combate à precarização; o fortalecimento da atuação da inspe­ção do trabalho e a ampliação da presença de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego nos locais de trabalho.

Ao fim do dia, o documento com os 68 pontos fo­ram entregues ao presidente Lula e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Lula discur­sou e cobrou a atuação dos sindicatos: “Vocês vão ter que vir para convencer da necessidade. As cen­trais sindicais têm que marcar reunião, têm que con­versar com deputados, com senadores”, afirmou.

O Linha Viva acompanhará a tramitação do proje­to do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional nas próximas edições.

Única parlamentar catarinense presente na Conclat, a deputada federal Ana Paula Lima (PT) discursou lembrando que as mulheres são ainda mais prejudicadas pela escala 6×1, pois muitas vezes, nos dias de descanso, têm de cuidar da casa e dos filhos. Em entrevista ao Linha Viva, ela reforçou seu compromisso em defesa das empresas públicas e mostrou estar atenta aos fatos recentes na Celesc: “não podemos permitir a pri­vatização da Celesc, empresa que garante a energia ao povo catarinense. Espero que, com a mudança do presidente, a conversa e o diálogo possam garantir a estabilidade dos trabalhadores e, principalmente, o que o povo catarinense quer: Uma empresa pública e de boa qualidade, que é isso que fazem os trabalhadores eletricitários. Todo meu apoio à Celesc pública”.

O que motivou você a participar da Marcha da Classe Trabalhadora?

Rosilaine Lemos, servidora pública municipal em Jaraguá do Sul: “Foram 30h de viagem de ônibus. Como agente de endemias, estou defendendo a regu­lamentação do PLP 185/2024 e a nossa aposentadoria especial. Também estou aqui pelo fim da escala 6×1 e pelo fim do feminicídio”.

Kândyce Santos Brasil, atendente comercial na Celesc Rio do Sul e diri­gente do Sintevi: “A Marcha desse ano tem um tema super importante. O fim da escala 6×1 representa a dignidade do trabalhador. Estamos pedindo que todos tenham pelo menos 2 dias de descanso semanal. Nada mais justo”.

Fábio Junior Engels, eletricista na Celesc Blumenau e dirigente do Sintevi: “Estamos unidos com trabalhadores de todo o País num ato político pelo fim da escala 6×1. Não é por mordomias, nem privilégios. É pela vida, descanso e pela dignidade de trabalhadoras e trabalhado­res do nosso querido Brasil”.

Nova diretoria do Sinergia toma posse em Florianópolis

“É preciso estar atento e forte…”

Foi com a força e a poesia de Divino Maravilhoso que a nova direção do Sinergia, gestão 2026/2030, tomou posse nesta quarta-feira (15/4), em uma cerimônia realizada na sede do sindicato.

A canção, composta em 1968 por Caetano Veloso e Gilberto Gil, ecoa até hoje como um chamado à resistência e traduz o momento vivido pelos eletricitários e eletricitárias: um tempo que exige coragem, unidade e disposição para lutar.

Entre aplausos e presença da base, de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, a nova direção assume com a responsabilidade de enfrentar grandes desafios, combinando experiência e renovação na construção de um sindicato ainda mais forte e presente na base.

Em um trabalho coletivo e colegiado, a coordenação passa de Tiago Vergara, trabalhador da Axia, para Lucas da Silva, trabalhador da Celesc, marcando a continuidade de um projeto comprometido com a defesa dos direitos da categoria e das empresas públicas.

✨ “Não temos tempo de temer a morte”, temos tempo de lutar, organizar e seguir em frente.

O Sinergia inicia esse novo ciclo com o olhar atento e a força necessária para enfrentar o que vier.

Resultado 11º Concurso Literário Conto e Poesia

É com muita alegria que o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis – Sinergia, através das Comissões Selecionadoras compostas por Simone Pereira Schmidt, Telma Scherer e André Soltau (Conto) e Eliane Santana Dias Debus, Patrícia Claudine Hoffmann e Rubens da Cunha (Poesia), divulga a relação dos autores/as e respectivos trabalhos selecionados no 11o Concurso Literário Conto e Poesia, promovido pelo sindicato.

CONTO

Andresa Notari Gonçalves Magalhães – A vida que dormia no livro

Brunno Manfra – O menino e a mesa

Eduardo Sens dos Santos – Rita, que era Marcela

Francielli Cristina Campiolo – Residencial Cornelles

Frutuoso Alves de Oliveira – O Evangelho Segundo Romário

Gustavo Simas da Silva – Fuligem e o rosto branco

Jeana Laura da Cunha Santos – Motorista de aplicativo

Jéssica Helena Trombini – Quero parar, mas não consigo

Julia Dias Lopes – Um hospício

Marcelo Alves – Dom Quixote

Mariana Vogt Michaelsen – Perguntam da vó, silêncio

Rodrigo Domit – Desfocada

Thiago Toscani – A sombra no mercado

Wagner Fonseca – O leitor caminha

William Wollinger Brenuvida – Arca caída

POESIA

Ana Esther Balbão Pithan – Décima para Cruz e Sousa

Anacreonte Fonjic – Então enfim (Lucia não devia ter jogado aquele gato no  meio do giz e do sal)

 Brunno Manfra – Sobre el niño y su cometa

Carlos Eduardo Vieira de Figueiredo – Tripé Cinematográfico – Fade out 1: o torpor/a curiosa sensação

Daniel Serravalle de Sá – Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio

Danielle Gonçalves Rech Mazzorana – Debatimento cardíaco

Danuza Meneghello – Atotô

Eduardo Reckziegel – Carta na manga

Eveline Klein – Quando a aracuã canta

Fabiano Foresti – Olhos

Giovanni de Souza Vellozo – Edifício

Gustavo Simas da Silva – a palavra dita sem pensar é arpão

Jéferson Silveira Dantas – Terra contestada

João Paulo Rodrigues Júnior – sem titulo

Julio Cesar Machado de Souza – Haicai (Lá)

Leandro Richard da Silva – Arame farpado

Marcel Angelo Timon Frias – Para meu pai e meu avô

Márcio Antônio Lovato – A evolução das coisas

Mariana Vogt Michaelsen – sem titulo

Micheli Hartmann – Depois da Meia Noite

Natanael Medade – O lobo no rio dos bois

Pedro Henrique Bampi – Relato de uma oficina de rádios

Raul Fausto Ferrari Bagatini – Noite

Samuel Arlindo Góes – Alguma concentração

Sofia da Silva Quarezemin – Estudo sobre a névoa

Suyan de Oliveira de Melo – Palávridas

Tamara Martins – Maturar

Thaiara Dornelles Lago – Vale tudo

Valdemir Klamt – O Amor do Palhaço

William Wollinger Brenuvida – Casa de Sal, Água e Areia

Conforme estabelece o regulamento do concurso, os 45 trabalhos selecionados serão reunidos em antologia, cabendo a cada autor classificado 15 exemplares. Os demais participantes, por deliberação da diretoria do sindicato, receberão um exemplar do livro. Foram inscritos 710 trabalhos (447 poemas e 263 contos) de 301 participantes, oriundos de todas as regiões do estado. Esta edição do concurso contou com o apoio da Fundação CELOS, Advocacia Garcez, Livraria Latinas, Livraria livros e Livros, Sintevi APCELESC.

O lançamento do livro está previsto para o segundo semestre deste ano com data que será marcada posteriormente. Assim que a data seja confirmada comunicaremos todos os participantes no 11º Concurso Literário Conto e Poesia e o público em geral.

Parabenizamos os autores classificados e agradecemos a participação de todos que, com sua expressão literária, mantém acesa a chama do sonho.

Caroline Camargo Borba, Lucas Henrique da Silva e Julia Souza

Comissão Organizadora do 11º Concurso Literário Conto e Poesia

Planejamento marca início da nova gestão do Sinergia com foco na base e na defesa das empresas públicas

Nos dias 10 e 11 de abril, o Sinergia realizou o planejamento da nova diretoria, que toma posse nesta quarta-feira (15/4). A atividade marcou o início da nova gestão, com a definição de estratégias, prioridades políticas e organização interna do sindicato para o próximo período.

Durante o encontro, os dirigentes reavaliaram os compromissos assumidos nas eleições do sindicato pela chapa “É preciso estar atento e forte”. A partir desse olhar, foram estabelecidos os principais objetivos da gestão, com destaque para a defesa da Celesc pública, o enfrentamento a todas as formas de privatização e a luta pela reestatização de empresas já privatizadas.

Outro eixo central é o fortalecimento da presença do sindicato na base, ampliando o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico. Como prioridade, está o aumento do número de filiados ao sindicato para garantir a sustentabilidade financeira do Sinergia. Para isso, será realizada uma grande campanha de sindicalização.

O planejamento, coordenado pelo professor Ricardo Velho, contou também com um debate de conjuntura, com convidados, sobre a nova realidade da classe trabalhadora e os desafios enfrentados pelos eletricitários e eletricitárias no Brasil.

Em tempos desafiadores, a nova gestão inicia seu mandato reforçando o compromisso com a organização da categoria e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.

Lucas Henrique da Silva, trabalhador da Celesc, será o novo coordenador do Sinergia no período de 2026 a 2030. Para ele, o planejamento é um momento estratégico para consolidar a atuação da nova gestão.

“Neste planejamento, nossa nova diretoria se mostrou muito comprometida com o sindicato e com as pautas da categoria eletricitária. O coletivo que estará à frente do Sinergia tem a firmeza e ousadia necessárias para enfrentar o período de grandes lutas que teremos pela frente”, afirmou.

ACESSE FOTOS DA ATIVIDADE

Tarcísio deixa presidência da Celesc

Após três anos à frente da empresa, Tarcísio Rosa deixa a presidência da Celesc. A decisão deve ser confirmada em reunião do Conselho nessa semana.

Durante sua gestão, um dos episódios mais marcantes foi a contratação do sistema SAP Hanna, parte do Programa Conecte, que prometia revolucionar o atendimento, mas acabou gerando problemas, prejuízos e impactando trabalhadores e clientes. Após pressão dos sindicatos e denúncias na imprensa, a Celesc buscou soluções para os erros, ainda não totalmente resolvidos.

O período também foi marcado por duas greves da categoria: em 2024, pela melhoria na PLR e nas negociações, e em 2025, em uma mobilização histórica por valorização e isonomia de direitos.

Apesar de uma gestão marcada por conflitos, foram os trabalhadores e trabalhadoras que garantiram os resultados positivos. Tarcísio deixa o cargo com número recorde de trabalhadores terceirizados e com ataques aos direitos.

Nos bastidores, o governo do Estado indica Edson Moritz, atual presidente da Casan, como possível sucessor.

O recado está dado: quem assumir a Celesc precisa respeitar a categoria. Os trabalhadores são organizados, lutam por valorização e não aceitarão retirada de direitos nem qualquer tentativa de privatização.

Celesc pública, bom pra todo mundo!

Edital de Convocação – Assembleia Extraordinária Sinergia

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região – SINERGIA, com sede na Rua Lacerda Coutinho, 149, Centro, Florianópolis/SC- CEP: 88015-030, no exercício de suas atribuições estatutárias, vêm convocar seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 13/04/2026 (segunda-feira), no auditório do SINERGIA, sito à rua Lacerda Coutinho 149, Centro, Florianópolis, às 17h30min, em primeira convocação com o número regulamentar de presentes, e às 18h00min com qualquer número de presentes.

ORDEM DO DIA

1 – Deliberação da  apreciação das propostas de compra e venda do terreno Campeche

2 – Outros;

Florianópolis, 09 de abril de 2026.

Tiago Bitencourt Vergara

Coordenador Geral do Sinergia

Mulheres que fizeram história no Sinergia protagonizam edição especial do Café com História

Em uma roda de conversa marcada por emoção, memória e resistência, mulheres que constroem e construíram a luta no Sinergia compartilharam suas trajetórias em uma edição especial do Café com História, realizada nesta segunda, 30 de março. O encontro reuniu no Auditório do Sinergia, ex-diretoras do sindicato, filiadas e trabalhadoras do setor elétrico, que trouxeram relatos sobre desafios, conquistas e a importância da organização coletiva.

“Como mulher no movimento sindical eu vivi muitas violências que hoje não me permito mais viver. Foram momentos que marcaram a nossa trajetória em uma luta que fazíamos pra fora na defesa de direitos e internamente entre os dirigentes homens de todo o estado”, relatou Vivian Remor, trabalhadora aposentada da Celesc que fez parte da direção do Sinergia de 1993 até 2003.

As falas evidenciaram marcas de um tempo de enfrentamento, anos de luta para garantir o respeito e a participação das mulheres dentro do movimento sindical e nos espaços de decisão. Histórias de mulheres que se somaram aos homens trabalhadores e resistiram contra as privatizações.

No auditório, a memória também ganhou forma em materiais expostos sobre a mesa: recortes de jornais, cartazes e registros de mobilizações que retratam a atuação das trabalhadoras em diferentes frentes. Entre as pautas, destacaram-se o combate ao assédio e à violência, a luta por melhores condições de trabalho, avanços na licença-maternidade, igualdade salarial e a resistência contra processos de privatização.

Albertina Brasiliense, trabalhadora aposentada da Tractebel, atual empresa Engie, e que foi diretora do Sinergia no ano de 1993 a 1996 e de 1998 a 2008, trouxe como memória essa luta contra as privatizações e a resistência que reuniu centenas de trabalhadoras e trabalhadores. “Eles falavam que queriam desinchar a empresa, que éramos muito numerosos e que iriam encolher os nossos postos de trabalho. Foi um período de muita tensão que tivemos que lutar muito para garantir os empregos e direitos”, destacou Albertina.

Cecy Marimon, atual diretora liberada do Sinergia e também trabalhadora da Eletrosul, reforçou essa luta contra as privatizações, relembrou como foi sua chegada no sindicato e a importância da bistória de luta do sindicato. “Eu cheguei na categoria depois de anos de história do Sinergia, não vivi muitas das lutas que as mulheres deste sindicato atuaram, mas tenho certeza que foi o trabalho de cada uma que fortaleceu a nossa caminhada de dirigentes mulheres deste sindicato”, destacou ela.

Mais do que relembrar o passado, o encontro reafirmou o papel das mulheres como protagonistas das lutas sindicais que ao ocuparem o espaço de fala, compartilharam experiências que e inspiram novas gerações de trabalhadoras a seguirem organizadas.

Como a diretora Caroline Camargo Borba, também atual diretora liberada do Sinergia, organizadora da atividade que apresentou as diversas violências vividas pelas mulheres do movimento sindical e a necessidade de mudança de postura de alguns companheiros que seguem comportamentos que atingem e afetam às mulheres.

“Nós precisamos de todos, todas e todes nessa luta contra o patriarcado e ela precisa começar dentro destes espaços revolucionários que são os sindicatos”, frisou Caroline, que também destacou o papel da atividade no debate sobre as mulheres.

“A edição especial do Café com História é um reconhecimento da trajetória dessas mulheres e um chamado à continuidade da luta por direitos, respeito e igualdade no setor elétrico”, explicou Caroline.

Cerca de 68% dos trabalhadores reconhece a importância dos sindicatos

Pesquisa feita pelo Vox Populi ouviu 3.850 trabalhadores de diferentes perfis

Uma pesquisa nacional realizada pelo Vox Populi revela que os sindicatos seguem sendo vistos como instrumentos centrais na defesa dos direitos trabalhistas no Brasil. O levantamento mostra que 68% dos/as trabalhadores/as consideram os sindicatos importantes ou muito importantes para garantir melhores condições de trabalho e proteger conquistas históricas da categoria.

O estudo integra a pesquisa “O Trabalho e o Brasil”, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Fundação Perseu Abramo, com apoio técnico do Dieese e do Fórum das Centrais Sindicais. Ao todo, foram ouvidos 3.850 trabalhadores de diferentes perfis, incluindo empregados com e sem carteira assinada, servidores públicos, autônomos, trabalhadores por aplicativo, desempregados e aposentados.

Entre os principais papéis atribuídos aos sindicatos pelos entrevistados estão:

  • Melhoria de salários e condições de trabalho;
  • Defesa de direitos trabalhistas;
  • Melhoria das condições de vida;
  • Mediação entre trabalhadores e empresas.

Os dados indicam que, apesar das transformações no mundo do trabalho e da queda nas taxas de sindicalização nos últimos anos, a percepção social sobre a relevância das entidades permanece positiva.

Desafios

Ao mesmo tempo, a pesquisa revela um desafio importante: mais da metade dos trabalhadores afirmam não conhecer ações concretas desenvolvidas por seus sindicatos. Esse dado aponta para a necessidade de fortalecer estratégias de comunicação e ampliar a presença das entidades nos locais de trabalho.

Entre os entrevistados, 52% declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação sindical. No entanto, os trabalhadores também indicaram caminhos para ampliar a representatividade das entidades, como:

  • Maior presença no local de trabalho;
  • Melhor comunicação com a categoria;
  • Oferta de cursos de qualificação profissional.

Outro dado relevante é que 14,6% afirmam que com certeza se filiariam a um sindicato e 35,9% consideram possível filiar-se. Entre autônomos e empreendedores, 49,6% defendem ter um sindicato próprio, ainda que a legislação brasileira limite a organização sindical a categorias formais e profissionais liberais.

Fonte: CNTE

Nova diretoria do Sinergia é eleita pela categoria

A chapa “É preciso estar atento e forte” foi eleita nessa segunda-feira pela categoria eletricitária da Grande Florianó­polis para quatro anos de mandato na diretoria do Sinergia. O pleito teve urnas fixas e volantes na Celesc, Axia Energia, Cerej e Engie Brasil ao longo do dia e teve a participação de 54% dos empre­gados filiados aptos a votar. Dos votantes, 99,9% dos votos foi para a única chapa que concorria ao pleito. A chapa é formada por empregados da Celesc, Axia e Engie.

O resultado final do pleito foi divulgado pelo presidente da comissão eleitoral, Arno Veiga Cugnier, na noite de segunda-feira, na sede do sindicato. Além de Arno, também participaram da comissão os eletricitários aposentados Elton Pinheiro, Mogar Tapir Bri­tes, Viviani Remor e Wilson Martins Lalau.

Após a divulgação do resultado, o atual Coordenador Geral do Sinergia, Tiago Biten­court Vergara, agradeceu a dedicação da co­missão e dos sindicatos parceiros que auxi­liaram na coleta e contagem dos votos, além dos trabalhadores e trabalhadoras eletricitá­rios que participaram do pleito e votaram na chapa eleita: “Ter chapa única já é uma vitória para uma direção sin­dical, pois se tra­ta da aprovação de todo um tra­balho realizado. Ter uma eleição vitoriosa, e nosso caso, o quórum é acima de 25% de participação, é também uma vitória. Mas ter esse percentual de aprovação signi­fica não só que a categoria está junto com essa direção que assumirá a partir da posse, mas também que compreende o processo, a luta sindical e a força do sindicato para sua vida, principalmente laboral”. Por fim, Tiago destacou que “seguiremos unidos e fortes comandando, dirigindo, ajudando e se em­penhando nessa luta sindical para que todas as pessoas possam ter trabalho digno e uma vida melhor”.

Compromissos da chapa eleita

A chapa “É preciso estar atento e forte” é uma chapa de continuidade, mas, também de renovação no Sinergia: dos 32 nomes inscri­tos na chapa, 6 deles são novos na diretoria do sindicato.

Durante o período de campanha, a chapa visitou todos os postos de tra­balho na Celesc, A x i a , Cerej e Engie para dialogar e pedir o voto da categoria. Entre os compromissos firmados com trabalhadoras e trabalhadores durante a campanha, estão, entre outros, as seguintes lutas: defesa da energia como bem público, justiça e direitos para os trabalhadores, ener­gia coletiva e participação, transição energé­tica justa, defesa de vida e saúde no trabalho, combate aos assédios, outras formas de vio­lência e fomento à Saúde Mental.

A posse da chapa eleita está prevista para ocorrer no dia 15 de abril e será aberta às pes­soas filiadas ao Sinergia.

Sinergia promove 24ª edição do Projeto Meia Hora

O Sinergia promoveu entre os dias 16 e 18 de agosto a 24ª edição do Projeto Meia Hora. Nesta edição, as apresentações de dança e aula de música foram realizadas nas sedes da Celesc e CGT Eletrosul e também na ARFLO. Foram parceiras a escola de dança Garagem da Dança e Luciana Corrêa Professora de Canto.


De acordo com Caroline Borba, diretora de Cultura do Sinergia, o objetivo do Projeto é levar arte e cultura aos postos de trabalho: “O Meia Hora existe desde a década de 90 e ficou suspenso por alguns anos por conta da pandemia. Nossa ideia agora é fazer uma avaliação dessa retomada, aprimorar e ajustar alguns pontos e estabelecer uma periodicidade de apresentações não apenas na Celesc e CGT Eletrosul, mas também em outras empresas”.


Júlia Souza, trabalhadora do Sinergia, relata que o Sinergia sempre foi pioneiro na questão cultural na Grande Florianópolis: “Esse é um Sindicato que pensa a vida do trabalhador como um todo, não apenas na questão de salário e direitos laborais, mas também na necessidade do trabalhador e da trabalhadora terem acesso à arte, cultura”.


Além do Projeto Meia Hora, o Sinergia também tem outras ações culturais, como o Concurso Literário Conto & Poesia, oficinas de artes e parcerias com diversas instituições culturais (como cinemas e escolas de cerâmica) para pessoas sindicalizadas. Para conhecer melhor todos os projetos, acesse: www.sinergia.org.br .

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1587 de 31 de agosto de 2023