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Projeto “Hassis 100 Anos” será lançado no dia 8 de maio em Florianópolis

Em homenagem ao centenário do nascimento do artista Hassis (1926-2001), um dos maiores nomes das artes visuais de Santa Catarina, uma extensa programação será realizada durante o ano de 2026. O lançamento do projeto “Hassis 100 Anos” será na sexta-feira, 8 de maio, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis. A entrada é gratuita e o link para retirada de ingressos está disponível na bio do perfil @fundacaohassis.

A programação da noite começa com a participação de Leilah Corrêa Vieira e Luciana Paulo Corrêa, filhas de Hassis. Elas sobem ao palco do teatro para apresentar como será o projeto e falar sobre a importância de manter vivo o legado do pai.

“Além de marcar uma data, o projeto reafirma o valor cultural, histórico e artístico e fortalece o compromisso da Fundação Hassis com a preservação, difusão e valorização do legado do nosso pai. Cada ação com o acervo, da conservação à digitalização, garante que a obra dele siga acessível e preservada. E celebrar o centenário do seu nascimento é reafirmar a força de sua presença na cultura catarinense e o quanto ele continua inspirando”, destacam Leilah e Luciana.

Na sequência, será apresentado o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, com a Companhia de Dança da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Através do corpo em movimento, a apresentação que propõe uma imersão coreográfica no universo poético, político e visual do artista, percorre as marcas que Hassis deixou na cultura local, desde suas observações sensíveis do cotidiano até criações de forte impacto político, como o mural “Humanidades”, que está localizado na UFSC.

De acordo com o Leilah, o espetáculo mergulha nas paisagens visuais e simbólicas, do folclore ilhéu ao mural, deixadas pelo artista. “Os corpos dançantes atravessam mares de história, política e memória inspirados em quem transformou a paisagem catarinense em cor, denúncia e poesia. No palco são desenhadas rotas que transitam entre o real e o simbólico, criando um encontro sensível entre dança e a arte visual”, compartilha.

Os ingressos para o evento do dia 8 de maio, no TAC, que fica na Rua Marechal Guilherme, 26, no Centro de Florianópolis, são limitados e estão disponíveis na bio do perfil @fundacaohassis.

Hassis 100 Anos
A programação do centenário de Hassis tem início com a exposição “Hassis em Revista”, que abre no dia 20 de maio no Hall da Reitoria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A mostra, que vai reunir a emblemática série Revistas (1966), apresentada publicamente apenas uma vez durante a vida do artista, tem curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca.

Além desta, outras seis exposições integram o calendário comemorativo do centenário. Em julho, o Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa recebe “Entre o Instante e a Eternidade”, com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, já o Instituto Collaço Paulo abre “Diários Afetivos”, com curadoria de Alice Bononi e a Fundação Hassis apresenta “Hassis Brincante”, com curadoria de Monique Fonseca.

Em agosto, a Helena Fretta Galeria de Arte apresenta “Hassis 100 Anos — Sala Expositiva”. No mês de outubro, a Fundação Cultural Badesc inaugura “Antes que Amanheça”, com curadoria de Denilson Antonio, Marcello Carpes e Victoria Beatriz. Encerrando o projeto, o Museu Victor Meirelles abre em novembro a mostra “Hassis: Do Circo à Celebração Centenária”, com curadoria de Meg Tomio Roussenq e Anna Moraes.

Homenagens
Os 100 anos de nascimento do artista começaram a ser celebrados ainda em 2025. A primeira homenagem foi promovida pela Escola de Samba Embaixada Copa Lord. Em fevereiro foi apresentado na Passarela Nego Quirido, em Florianópolis, o enredo “Ontemanhã – O Tempo nos Traços de Hassis”.

No mesmo ano, em julho, o artista Rodrigo Rizo pintou o mural “Arquibancada” na empena lateral do Hotel Valerim, no Centro de Florianópolis. Já em dezembro, a Companhia de Dança da UFSC apresentou o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, no Auditório Garapuvu, que fica no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

O projeto “Hassis 100 Anos” conta com o apoio de Orsitec – Assessoria Contábil e Empresarial, Alínea Urbanismo, dot Digital Group, Proarte Unicred e Placon Empreendimentos Imobiliários.

Sobre a Fundação Hassis
A Fundação Hassis é uma instituição cultural sem fins lucrativos, criada em julho de 2001, com a finalidade de salvaguardar, preservar, conservar e divulgar a obra de H. Assis Corrêa (Hassis), um dos mais relevantes artistas visuais de Santa Catarina. A instituição está sediada na residência onde o artista viveu e desenvolveu sua produção artística no período de 1959 a 2000, na Rua Luiz da Costa Freysleben, 87, Itaguaçu, em Florianópolis/SC. Após seu falecimento, ocorrido no ano 2001, a Fundação foi instituída por iniciativa de sua esposa e filhas, com o propósito de assegurar a preservação e difusão de seu acervo artístico e documental. A manutenção da casa-ateliê como sede institucional garante a integridade histórica do espaço de criação do artista, conferindo à Fundação caráter museológico e memorial, além de consolidá-la como centro de referência para pesquisa, formação cultural e realização de atividades artísticas e educativas.

Ao completar 25 anos em 2026, a Fundação conta com uma equipe gestora formada apenas por mulheres: Luciana Paulo Corrêa, gestora executiva, Leilah Corrêa Vieira, gestora de relações institucionais, Monique Fonseca, gestão artística e curadoria, Elizabeth Valiati, gestão administrativa, Júlia Corrêa Vieira, gestão de editais, e Anaís Corrêa de Moura, gestão de mídias sociais.

Resultado 11º Concurso Literário Conto e Poesia

É com muita alegria que o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis – Sinergia, através das Comissões Selecionadoras compostas por Simone Pereira Schmidt, Telma Scherer e André Soltau (Conto) e Eliane Santana Dias Debus, Patrícia Claudine Hoffmann e Rubens da Cunha (Poesia), divulga a relação dos autores/as e respectivos trabalhos selecionados no 11o Concurso Literário Conto e Poesia, promovido pelo sindicato.

CONTO

Andresa Notari Gonçalves Magalhães – A vida que dormia no livro

Brunno Manfra – O menino e a mesa

Eduardo Sens dos Santos – Rita, que era Marcela

Francielli Cristina Campiolo – Residencial Cornelles

Frutuoso Alves de Oliveira – O Evangelho Segundo Romário

Gustavo Simas da Silva – Fuligem e o rosto branco

Jeana Laura da Cunha Santos – Motorista de aplicativo

Jéssica Helena Trombini – Quero parar, mas não consigo

Julia Dias Lopes – Um hospício

Marcelo Alves – Dom Quixote

Mariana Vogt Michaelsen – Perguntam da vó, silêncio

Rodrigo Domit – Desfocada

Thiago Toscani – A sombra no mercado

Wagner Fonseca – O leitor caminha

William Wollinger Brenuvida – Arca caída

POESIA

Ana Esther Balbão Pithan – Décima para Cruz e Sousa

Anacreonte Fonjic – Então enfim (Lucia não devia ter jogado aquele gato no  meio do giz e do sal)

 Brunno Manfra – Sobre el niño y su cometa

Carlos Eduardo Vieira de Figueiredo – Tripé Cinematográfico – Fade out 1: o torpor/a curiosa sensação

Daniel Serravalle de Sá – Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio

Danielle Gonçalves Rech Mazzorana – Debatimento cardíaco

Danuza Meneghello – Atotô

Eduardo Reckziegel – Carta na manga

Eveline Klein – Quando a aracuã canta

Fabiano Foresti – Olhos

Giovanni de Souza Vellozo – Edifício

Gustavo Simas da Silva – a palavra dita sem pensar é arpão

Jéferson Silveira Dantas – Terra contestada

João Paulo Rodrigues Júnior – sem titulo

Julio Cesar Machado de Souza – Haicai (Lá)

Leandro Richard da Silva – Arame farpado

Marcel Angelo Timon Frias – Para meu pai e meu avô

Márcio Antônio Lovato – A evolução das coisas

Mariana Vogt Michaelsen – sem titulo

Micheli Hartmann – Depois da Meia Noite

Natanael Medade – O lobo no rio dos bois

Pedro Henrique Bampi – Relato de uma oficina de rádios

Raul Fausto Ferrari Bagatini – Noite

Samuel Arlindo Góes – Alguma concentração

Sofia da Silva Quarezemin – Estudo sobre a névoa

Suyan de Oliveira de Melo – Palávridas

Tamara Martins – Maturar

Thaiara Dornelles Lago – Vale tudo

Valdemir Klamt – O Amor do Palhaço

William Wollinger Brenuvida – Casa de Sal, Água e Areia

Conforme estabelece o regulamento do concurso, os 45 trabalhos selecionados serão reunidos em antologia, cabendo a cada autor classificado 15 exemplares. Os demais participantes, por deliberação da diretoria do sindicato, receberão um exemplar do livro. Foram inscritos 710 trabalhos (447 poemas e 263 contos) de 301 participantes, oriundos de todas as regiões do estado. Esta edição do concurso contou com o apoio da Fundação CELOS, Advocacia Garcez, Livraria Latinas, Livraria livros e Livros, Sintevi APCELESC.

O lançamento do livro está previsto para o segundo semestre deste ano com data que será marcada posteriormente. Assim que a data seja confirmada comunicaremos todos os participantes no 11º Concurso Literário Conto e Poesia e o público em geral.

Parabenizamos os autores classificados e agradecemos a participação de todos que, com sua expressão literária, mantém acesa a chama do sonho.

Caroline Camargo Borba, Lucas Henrique da Silva e Julia Souza

Comissão Organizadora do 11º Concurso Literário Conto e Poesia

Espetáculo “Homens Pink” retorna aos palcos em Florianópolis e São José

Com atuação e direção do ator Renato Turnes, o monólogo produzido pela Cia La Vaca, será apresentado nos dias 27 e 28 de fevereiro; entrada é gratuita

Depois de passar por Palhoça, Itajaí e Joinville, em 2025, o espetáculo “Homens Pink”, encerra a temporada de Circulação por Santa Catarina nos dias 27 e 28 de fevereiro, nas cidades de Florianópolis e São José. A entrada é gratuita e os ingressos para assistir ao monólogo produzido pela Cia La Vaca, estão disponíveis na plataforma Enjoy Ticket ou podem ser acessados pelo link disponível na bio do Instagram @cialavaca.

Idealizada e dirigida pelo ator Renato Turnes, a peça, que aborda o universo LGBT+ com sensibilidade e humor, propondo reflexões sobre masculinidades e afetos, foi a única representante de SC na programação oficial do Festival de Teatro de Curitiba 2025 e teve passagens marcantes no Rio de Janeiro e São Paulo.

Ao longo de 50 minutos, o público é conduzido por Turnes em uma performance documental solo que entrelaça suas memórias pessoais aos relatos de nove homens gays idosos entrevistados para o documentário homônimo. A narrativa atravessa temas como infância, sexualidade, festas, a epidemia da AIDS e a luta dos pioneiros.

Com classificação indicativa de 16 anos, “Homens Pink” será apresentado na sexta-feira, 27 de fevereiro, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis, e no sábado, 28, no Teatro Adolpho Melo, em São José. As duas sessões começam às 20h e serão acessíveis em Libras. A programação completa e mais informações podem ser acessadas no site cialavaca.com.

“Homens Pink”, é um projeto cultural realizado pela La Vaca Companhia de Artes Cênicas, por meio do Programa de Incentivo à Cultura, o PIC, do Governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura, e conta com o incentivo da Hidroluna Saneamento.

Ação Social

Durante as apresentações em Florianópolis e São José, o público poderá doar ração de cães e gatos para o coletivo Proteção Unida (@protecaounidasj), que reúne 42 protetoras e presta assistência a aproximadamente 600 animais resgatados.

Documentário Homens Pink

Além das apresentações teatrais, o documentário homônimo “Homens Pink” está disponível no canal da Cia La Vaca no YouTube (youtube.com/c/CiaLaVaca). O filme registra os encontros com nove senhores gays que compartilharam suas memórias e relatos que serviram de inspiração para a criação do espetáculo. A produção tem classificação indicativa para maiores de 18 anos e versões em Libras e com Audiodescrição.

Ficha técnica

Direção artística, texto e performance: Renato Turnes. Assistência de criação: Karin Serafin. Iluminação e projeções: Hedra Rockenbach. Edição de vídeos: Marco Martins. Imagens VHS: Carlos Eduardo Valente e Dominique Fretin. Figurinos e máscara: Karin Serafin. Trilha sonora original: Hedra Rockenbach. Assessoria de Imprensa: Juliano Zanotelli. Produção: Milena Moraes e Nataly Delacour. Realização: La Vaca Companhia de Artes Cênicas. Artistas provocadores: Anderson do Carmo, Vicente Concilio, Fabio Hostert e Max Reinert. A partir das memórias de: Carlos Eduardo Valente, Celso Curi, José Ronaldo, Julio Rosa, Eduardo Fraga, Luis Baron, Tony Alano, Paulinho Gouvêa, Wladimir Soares. Acervos pessoais gentilmente cedidos pelos entrevistados.

Renato Turnes

Ator e diretor de teatro e cinema, roteirista e documentarista, junto à La Vaca Companhia de Artes Cênicas, dirigiu espetáculos como Mi Muñequita, Kassandra e UZ, e atuou em Le Frigô e Ilusões, além de desenvolver parcerias com outros artistas e coletivos. Dedica-se à criação de projetos que buscam resgatar memórias ameaçadas de apagamento, como é o caso de Homens Pink, projeto de cinema e teatro documentário que escreveu, dirigiu e no qual atua. Escreveu os roteiros dos curtas de ficção Selma Depois da Chuva e Bloco dos Corações Valentes. Dirigiu e roteirizou documentários premiados, incluindo a versão em filme de Homens Pink e O Amigo do Meu Tio, este último selecionado para a coletânea europeia Boys On Film: Dangerous to Know. É um dos roteiristas da HQ Cartilagem, ilustrada por Eloar Guazzelli e publicada pela Darkside Books.

La Vaca Companhia de Artes Cênicas

É uma companhia brasileira de teatro criada pelos artistas Milena Moraes e Renato Turnes, em Florianópolis. Em 2008 iniciou sua trajetória estabelecendo parcerias com dramaturgos da nova cena latino-americana. Desenvolveu projetos que incluem linguagens diversas, expandindo a experiência com o palco tradicional para o teatro contemporâneo, intervenções urbanas, performance e audiovisual, firmando relações criativas e profissionais com artistas de outros coletivos. Em 17 anos de atuação, segue investindo na produção de trabalhos politicamente comprometidos, que buscam o diálogo potente com os espectadores.

Serviço: Espetáculo “Homens Pink”

27 de fevereiro, 20h – Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) (Rua Mal. Guilherme, 26, Centro, Florianópolis/SC)

28 de fevereiro, 20h – Teatro Adolpho Melo (Rua Padre Macário, 10, Centro, São José/SC)

Ingressos: Gratuitos e disponíveis na plataforma Enjoy Ticket, como sugestão o público poderá fazer a doação de ração para cães e gatos.

As duas sessões serão acessíveis em Libras. A programação completa e mais informações podem ser acessadas no site cialavaca.com.

Camila Martins abre exposição “Água Mole, Pedra Dura”, em Florianópolis

Esculturas de cerâmica produzidas pela artista Camila Martins integram a exposição “Água Mole, Pedra Dura”, que será aberta hoje, 7 de novembro, na Fundação Cultural BADESC, em Florianópolis. O evento, com entrada gratuita, começa a partir das 19h. Inspirada no ditado popular ‘água mole, pedra dura, tanto bate até que fura’, a mostra, que foi selecionada na Chamada Pública Paulo Gaiad, se refere à força transformativa do tempo, mesmo diante de coisas a princípio imutáveis, com a superfície das rochas. “No meu trabalho direciono o olhar para nossos invólucros, para a permeabilidade da intimidade e para a carcaça que resta quando crescemos e nos transformamos. Peter Sloterdijk considera que nós, seres humanos, somos arquitetos de espaços interiores e que jamais vivemos uma relação imediata com a natureza, como se estivéssemos mergulhados em esferas que se cruzam e formam uma capa permeável de cultura diante da exterioridade, em um processo transformativo de vida e morte das nossas certezas e horizontes”, compartilha a artista que abre a primeira individual na Fundação Cultural BADESC. Com curadoria da própria artista, a mostra é inédita e apresenta nove obras em cerâmica produzidas por Camila nos últimos cinco anos. A mostra “Água Mole, Pedra Dura” poderá ser visitada até 9 de janeiro de 2025 no Espaço Paulo Gaiad. “A Fundação Cultural BADESC é um lugar incrível e referência na promoção das artes no Sul do país. E o espaço Paulo Gaiad é celeiro para novos artistas e sou muito grata por fazer parte”, completa Camila. A Fundação Cultural BADESC fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis. A visitação no espaço pode ser realizada de segunda a sexta, das 13h às 19h. Sobre a artista Artista autodidata e artesã, Camila Martins é nascida em Florianópolis e formada em Moda pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e com MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), trabalhava como estilista em uma multinacional varejista quando começou a praticar cerâmica em 2016, quando ainda vivia em São Paulo. Após uma demissão no mesmo ano, o hobby virou projeto de vida e fonte de renda, principalmente pela venda de acessórios de porcelana. Mas, foi só em 2020, quando retornou para sua cidade natal que conseguiu dedicar-se 100% à prática escultórica. Fez cursos diversos em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque com artistas como Kimi Nii, Flavia Santoro e Carine Grosemans. Participou de exposições coletivas em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. A artista foi finalista do prêmio de arte da Aliança Francesa em 2024. Serviço: Abertura “Água Mole, Pedra Dura”, de Camila Martins Data: 7 de novembro – quinta-feira, às 19h Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro, Florianópolis/SC) Visitação até 9 de janeiro de 2025 Entrada Gratuita

Mulheres cineastas de SC apresentam filmes inéditos no Festival de Cinema em Garopaba

Nascida em Tubarão, Eglê Malheiros, de 96 anos, que é exemplo da presença feminina na história do cinema catarinense, é um dos destaques da 3ª edição do FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental de Garopaba, que acontece de 4 a 9 de novembro. É que no dia 7 de novembro, a partir das 19h, o documentário “Eglê”, dirigido por Adriane Canan e produzido por uma equipe técnica formada só por mulheres, será exibido de graça na Praça Central de Garopaba. Segundo a diretora, Eglê foi a primeira mulher catarinense roteirista de cinema. Junto ao companheiro Salim Miguel, escreveu roteiro e argumento do primeiro longa-metragem filmado no estado, “O preço da ilusão”, 1957, uma epopeia que marcou época em Florianópolis pelas mãos dos jovens do Grupo Sul. Antes, em 1952, pelas Edições Sul, publicou seu primeiro livro de poemas, intitulado Manhã. “O documentário ‘Eglê’ tem como intenção jogar luz sobre a história de Eglê Malheiros, uma mulher de vanguarda de Santa Catarina em várias áreas, como política, cinema, literatura, tradução e outras. Ela foi a única mulher a integrar o Grupo Sul”, compartilha Adriane. Com produção da Margot Filmes e coprodução da Lilás Filmes e da Calêndula Filmes, o documentário produzido em 2023 com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema 2019 – Fundação Catarinense de Cultura (FCC), ANCINE/FSA (Arranjos Regionais), circulou por festivais nacionais e recebeu o Prêmio de Melhor Longa Nacional no VII Curta Lages – Festival Internacional de Cinema (2024) e Menção Honrosa na Mostra de Audiovisual do Seminário Internacional Fazendo Gênero 13 (2024), em Florianópolis. Natural de Quilombo, formada em Jornalismo e com Mestrado em Literatura Brasileira pela UFSC, Adriane, que cursou também a oficina de Roteiro Avançado na Escuela de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños, em Cuba, está feliz em poder participar do FICA Garopaba. “É muito interessante participar de festival em uma cidade como Garopaba, pois, além de apresentar filmes nacionais e internacionais, festivais como o FICA possibilitam o acesso ao que é produzido aqui e em outros lugares a outras pessoas, a um espectro maior de público. É um caminhar de políticas públicas de inclusão de públicos e realizadoras/res”, destaca a diretora que entrou no mundo do cinema incentivada pela vontade de contar histórias e de encontrar caminhos narrativos, de linguagem e estéticos que destoam do dito cinemão. Já o documentário “Plantadeira”, que será exibido no sábado, dia 9, às 18h, marca a estreia de Sheide Mara como diretora. Nascida em Florianópolis, e morando desde 2018 em Garopaba, a terapeuta que trabalha com foco em práticas integrativas que unem arte, música e o cultivo de plantas para promover saúde e bem- -estar, está contente por integrar a programação do FICA. “É uma emoção poder participar de um Festival desse porte aqui na nossa região. E estar transmitindo a mensagem da importância das plantas em seus diversos usos é de grande valor, ainda mais por tudo que estamos vivenciando hoje com essa crise climática, é essencial que valorizemos o cuidado com a terra e o poder das plantas para a cura do corpo, da mente e do espírito”, destaca. Com abordagem que integra corpo, mente e ambiente, Sheide conta que busca transformar a relação das pessoas com seu próprio bem-estar e com a terra. “O cinema nunca foi a minha área, meu grande sonho era implementar hortos de plantas medicinais na cidade. E com a oportunidade da Lei de incentivo Paulo Gustavo, decidimos gravar o documentário sobre o poder das plantas e mulheres plantadeiras da nossa região”, conclui. Produção em Garopaba Totalmente produzido na cidade de Garopaba, o curta-metragem “A Última Primavera”, dirigido por Michelly Hadassa, promete ser uma das sensações do FICA Garopaba. É que a produção, que conta com parte da equipe e elenco da cidade do Litoral de SC, foi premiada recentemente pelo Júri Popular no 28º Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2024. Esse é o terceiro filme produzido por Michelly, que tem no currículo a participação em mais de 100 produções audiovisuais, curtas e longas-metragens, filmes publicitários e séries para TV. Morando há 25 anos em Garopaba, a gaúcha de Estrela, conta que o interesse pelo cinema surgiu a partir de uma imensa vontade de contar histórias e de transformar pessoas. “Muitos são os filmes que nos tocam e nos trazem lições, toda criança já viveu um momento no qual queria ser um super-herói ou uma princesa de contos de fadas. Quando comecei a estudar Cinema, percebi que me identificava mais com filmes que mostrassem a minha realidade, filmes pelos quais era possível eu me colocar naquele lugar e sonhar com uma vida melhor. Aí, obviamente, começam os questionamentos sobre diversidade temática, gênero e raça”, compartilha. Michelly conta que foi após o falecimento dos pais que escreveu o roteiro do filme “A Última Primavera”. “Me tornei mãe, descobri da pior forma como é difícil fazer arte e sobreviver dela, quando se tem filhos, é difícil ser mulher e continuar sonhando após a maternidade. É preciso mais do que força para sobreviver numa sociedade patriarcal e conservadora”, afirma. O curta será exibido dentro da Mostra Vozes Veladas, com filmes Catarinenses, a partir das 18h do dia 9 de novembro. Para Michelly, a oportunidade de exibir o filme em Garopaba, principalmente dentro da programação de um Festival de Cinema tão importante como o FICA, é muito importante. *Com coordenação de Cristovam Muniz Thiago, a 3ª edição do FICA Garopaba deve atingir um público de 2.300 pessoas nos cinco dias de evento. Serão realizadas ações gratuitas presenciais e com classificação livre na praça e nos demais espaços culturais e educacionais de Garopaba e nas cidades de Imbituba, Laguna e Florianópolis. A programação completa está disponível no @fica.garopaba. O Projeto Festival Internacional de Cinema Ambiental de Garopaba – 3ª edição é realizado com recursos do Prêmio Catarinense de Cinema, edição especial Paulo Gustavo/2023.

Abertas as inscrições para o concurso Foto Grafando a Trabalhadora e o Trabalhador

Estão abertas as inscrições para o concurso Foto Grafando a Trabalhadora e o Trabalhador.  

Qual o objetivo?  O objetivo do concurso é estimular a arte de fotografar, propiciando às pessoas participantes uma reflexão sobre as várias faces do trabalho, apresentando uma visão do cotidiano das trabalhadoras e trabalhadores. 

Qual o tema? Trabalhadoras e trabalhadores, desenvolvendo seu trabalho, seja ele na rua, nas empresas ou em qualquer situação que revele a força do trabalho em nosso cotidiano.

Quem pode se inscrever? Eletricitárias e eletricitários, próprios, terceiros e aposentados (Celesc, CGTEletrosul, Engie, Cerej, CSC, Statkraft, AXS, São Sebastião, Foz de Chapecó e funcionárias, funcionários e estagiárias do Sinergia, extensivo a familiares (cônjuges e filhos, exclusivamente).

Parte das fotos selecionadas farão parte do calendário 2024 do Sinergia.

Inscrições até 25 de outubro de 2023.

Baixe o regulamento clicando aqui.

Sinergia promove 24ª edição do Projeto Meia Hora

O Sinergia promoveu entre os dias 16 e 18 de agosto a 24ª edição do Projeto Meia Hora. Nesta edição, as apresentações de dança e aula de música foram realizadas nas sedes da Celesc e CGT Eletrosul e também na ARFLO. Foram parceiras a escola de dança Garagem da Dança e Luciana Corrêa Professora de Canto.


De acordo com Caroline Borba, diretora de Cultura do Sinergia, o objetivo do Projeto é levar arte e cultura aos postos de trabalho: “O Meia Hora existe desde a década de 90 e ficou suspenso por alguns anos por conta da pandemia. Nossa ideia agora é fazer uma avaliação dessa retomada, aprimorar e ajustar alguns pontos e estabelecer uma periodicidade de apresentações não apenas na Celesc e CGT Eletrosul, mas também em outras empresas”.


Júlia Souza, trabalhadora do Sinergia, relata que o Sinergia sempre foi pioneiro na questão cultural na Grande Florianópolis: “Esse é um Sindicato que pensa a vida do trabalhador como um todo, não apenas na questão de salário e direitos laborais, mas também na necessidade do trabalhador e da trabalhadora terem acesso à arte, cultura”.


Além do Projeto Meia Hora, o Sinergia também tem outras ações culturais, como o Concurso Literário Conto & Poesia, oficinas de artes e parcerias com diversas instituições culturais (como cinemas e escolas de cerâmica) para pessoas sindicalizadas. Para conhecer melhor todos os projetos, acesse: www.sinergia.org.br .

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1587 de 31 de agosto de 2023

Projeto Meia Hora realiza apresentações culturais e artísticas

Nos dias 16 a 18 de agosto, o projeto Meia Hora retornou, em sua vigésima quarta edição.

Através do projeto, os trabalhadores e trabalhadoras podem prestigiar apresentações culturais e artísticas. Nesta edição, foram realizadas atividades de dança e canto.

O Sinergia agradece as participações de todas e todos. Fique atenta (o) às próximas edições e participe!