Eleitos(as) atuarão na CEREJ, Celesc e CGT Eletrosul na Grande Florianópolis
Representantes Sindicais de Base do Sinergia na CEREJ, Celesc e CGT Eletrosul na Grande Florianópolis tomaram posse em 27 de maio. A cerimônia foi realizada na sede do sindicato, no centro da capital.
De acordo com o Coordenador Geral do Sinergia, Tiago Vergara, que deu as boas vindas aos recém eleitos, “tivemos uma boa renovação nos quadros de Representantes de base, o que é muito positivo. Chegam pessoas novas em idade, em tempo de empresa, mas também colegas que estão há muitos anos nas empresas de energia e que somente agora tiveram disposição para atuar na linha de frente. Agradecemos aos eleitos e também aos Representantes de Base que concluíram seu mandato em 27 de maio”.
Fechamento do Acordo trouxe avanços para a categoria
Na quarta-feira, 29 de maio, foi aprovada pela categoria a contraproposta da CEREJ ao Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2025.
A negociação da pauta de reivindicações de trabalhadores/as da CEREJ nesse ano passou por duas reuniões presenciais (em 22 de abril e em 15 de maio), onde ficou clara, desde o início, a dificuldade em contratar novas cláusulas. A proposta inicial da empresa era a reposição do IPCA pleno (3,69%) e ganho real de 1%, totalizando um reajuste de 4,69% em todas as cláusulas econômicas, sem contratar mais nada da pauta de reivindicações construída pelos trabalhadores.
O Sinergia fez assembleias para apreciação da contraproposta ao ACT com indicativo de rejeição e a categoria acatou o indicativo por ampla maioria. A expectativa era que, na rodada de negociação seguinte, a direção da cooperativa apresentasse uma contraproposta contemplando algumas das cláusulas novas sugeridas pelos trabalhadores em assembleias. Ocorre que, mais uma vez, a comissão de negociação que representava a empresa comunicou que não tinha nada a oferecer além da reposição nas cláusulas financeiras. Nesse momento, os dirigentes sindicais argumentaram que, dessa forma, continuava o impasse e se levado para assembleia com a categoria, a tendência seria de nova rejeição.
Em 20 de maio, o Sinergia recebeu da comissão de negociação uma nova proposta, onde a empresa, além de aplicar o reajuste salarial de 7,21% em todas as cláusulas econômicas, concordava em atender o pedido de alteração da cláusula 09 – Salário Substituição e a criação da Cláusula de Acúmulo de Função, em que o trabalhador que realiza acumuladamente a atividade de outro empregado por um período superior a dez dias, fica assegurado ao trabalhador que acumulou a respectiva função um acréscimo salarial equivalente a cem por cento de seu salário base, enquanto perdurar a acumulação de função. Cabe destacar que para o trabalhador ser beneficiado com essas duas cláusulas, terá que assinar o Termo de Designação para Substituição Temporária e o Termo de Designação para Acúmulo de Função Temporária.
De acordo com o dirigente sindical Carlos Alberto de Souza, o Sinergia levou indicativo de aprovação da contraproposta para a assembleia por entender que “fizemos tudo o que podia ser feito em mesa de negociação para avançarmos ainda mais na proposta da empresa. Consideramos que o trabalho realizado pelos dirigentes do Sinergia, em conjunto com a Advocacia Garcez e a assessoria econômica do DIEESE, tem sido fundamental para aumentar as conquistas, evitar a tentativa da direção da empresa em retirar cláusulas do ACT e termos assinado Acordos Coletivos com frequência com ganho real nas cláusulas financeiras, como foi o desse ano – onde trabalhadores/as da CEREJ tiveram ganho real de 3,52% numa inflação de 3,69%”. Carlos conclui, fazendo um apelo aos empregados da CEREJ: “encerramos mais um processo de negociação com um convite a trabalhadores e trabalhadoras da CEREJ para que se filiem ao Sinergia, de modo a fortalecer cada vez mais o seu sindicato e, assim, conquistarmos melhores condições de trabalho”.
A assinatura do Acordo Coletivo 2024/2025 na CEREJ deve ocorrer ainda no mês de junho.
Após cinco rodadas de negociação bastante difíceis, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) recebeu em 28 de maio a proposta da Eletrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024/2026.
As intersindicais e os sindicatos de todo o Brasil analisaram a proposta em conjunto e, compreendendo que ela não atende aos anseios da categoria, decidiram encaminhar pela sua REJEIÇÃO, vinculada à aprovação de uma nova contraproposta, juntamente com a reabertura da mesa de negociação é um indicativo de greve a partir de segunda- -feira, 10 de junho, caso as negociações não sejam reabertas️.
O CNE destaca que a proposta, além de não repor sequer a inflação nos dois anos de vigência do Acordo para a grande maioria dos trabalhadores, divide a categoria e impõe aos sindicatos dar autorização para a empresa reduzir salários e negociar individualmente com os trabalhadores. Não podemos permitir divisão dos trabalhadores e trabalhadoras, nem as demissões arbitrárias da empresa. Na atual proposta, a empresa definirá quem sai, o que cria uma situação de enorme insegurança para toda a categoria. Cabe destacar que a Eletrobras não acatou a figura do Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Para o Coletivo, a proposta pautada na redução do quadro certamente afetará o sistema elétrico como um todo, uma vez que a empresa estaria abrindo mão de um quadro técnico altamente qualificado. Assim, a ideia de rejeitar a proposta e reabrir a mesa de negociação visa garantir uma proposta justa e segura para a categoria e, consequentemente, para o sistema elétrico nacional. Caso a empresa não reabra a negociação, será solicitada a mediação do Tribunal Superior do Trabalho.
Os sindicatos que compõem o CNE – o que inclui a Intersul – fazem nessa semana (03 a 07 de junho) as Assembleias com a categoria para decidir se aceitam ou rejeitam a proposta da Eletrobras. Até o fechamento dessa edição, as Assembleias ainda não tinham sido encerradas.
Parabéns aos trabalhadores da Celesc, que se deslocaram ao Rio Grande do Sul para ajudar a restabelecer a energia em bairros bastante afetados pela força das águas. Celesc Pública, mais do que nunca, bom para todo mundo!
Categoria deliberou pela ação judicial em Assembleia em 15 de março
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia de Florianópolis e região (Sinergia), em assembleia realizada em 15 de março, decidiu por buscar a composição extrajudicial com a Celesc sobre a questão da hora reduzida no turno de revezamento. Caso não fosse alcançado um acordo em trinta dias, o sindicato ingressaria com uma ação judicial.
Seguindo essa deliberação, o Sinergia entrou em contato com a empresa. Apesar de a Celesc reconhecer seu erro, não apresentou uma proposta com prazos definidos, sugerindo intenção de ganhar tempo. Em resposta, o sindicato realizou uma nova reunião com a categoria e decidiu que, se a Celesc não apresentasse os cálculos para um acordo em dez dias, a ação seria ajuizada.
Após novo pedido de prazo pela Celesc sem apresentar qualquer valor, o Sinergia, ainda acreditando na possibilidade de resolução administrativa, por meio do escritório de Advocacia Garcez, ajuizou um protesto interruptivo de prescrição e uma ação de produção antecipada de provas. Essas ações visam facilitar as negociações, assegurando que os trabalhadores não sejam prejudicados por novos adiamentos da empresa (protesto interruptivo de prescrição) e ajudando a Celesc a calcular o passivo envolvido (produção antecipada de provas).
Sindicato representa a categoria do Planalto Serrano ao Extremo Oeste de SC
No dia 30 de maio o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica de Lages – STIEEL comemora 50 anos. Fundado em 1974, com sede em Lages e base territorial com abrangência que vai do Planalto Serrano até o Extremo Oeste catarinense, o sindicato possui a maior extensão territorial da Intersul e da Intercel, atendendo a seis Agências Regionais da Celesc. Além dos trabalhadores da Celesc, o STIEEL abrange trabalhadores e trabalhadoras da CGT Eletrosul, Engie e DECELT. São mais de 800 filiados.
De acordo com o dirigente do STIEEL Jeferson Reis, “a atual Diretoria assumiu em janeiro de 2023 e hoje mantém o trabalho de luta pelos direitos de todos os trabalhadores”. Ele explica que o STIEEL “é reconhecido pelo seu histórico de lutas e conquistas e nos últimos cinquenta anos esteve presente em grandes mobilizações e nas lutas junto com a Intercel, sempre unidos em busca de melhores condições de trabalho e valorização de toda a categoria”.
Além de compor a Intersul e a Intercel, o STIEEL neste ano está participando da fundação da Federação dos Eletricitários do Sul do Brasil (FESUL), mais uma grande conquista e um novo capítulo escrito na sua história.
Os festejos do jubileu de ouro serão realizados de forma descentralizada, conforme deliberado pela Diretoria, e devem ocorrer ao longo do ano, mas ainda sem datas definidas.
Sindicato aguarda retorno da cooperativa sobre cláusula que trata do Plano de Saúde
A negociação do Acordo Coletivo 2024/2025 dos empregados da CEREJ está bastante truncada. Começou com a empresa demorando a agendar a primeira reunião de negociação. Em seguida, na primeira rodada, em 22 de abril, foi informado que a direção da cooperativa não havia se reunido para debater a Pauta de Reivindicações da categoria. Na rodada seguinte, onde determinadas cláusulas seriam debatidas, a CEREJ simplesmente enviou um e-mail ao Sinergia com uma proposta pronta de Acordo Coletivo, sem debate. Levada para apreciação dos principais interessados – os trabalhadores -, a contraproposta da empresa ao ACT foi rejeitada por ampla maioria. A expectativa da categoria e do sindicato era que, numa segunda rodada de negociação, a direção da cooperativa apresentasse minimamente um avanço na contratação de algumas cláusulas novas, que poderia ser decisivo para sair do impasse.
A segunda rodada de negociação foi realizada em 15 de maio. Conforme explica o Diretor de Políticas Sindicais do Sinergia, Carlos Alberto de Souza, “mais uma vez fomos surpreendidos, pois a comissão de negociação que representa a empresa comunicou que não tinha mais nada a oferecer além da reposição nas cláusulas financeiras. Ou seja, perdemos tempo precioso para nada avançar, o que é um desrespeito com os trabalhadores da CEREJ e com o Sinergia”.
Carlos destaca que, em 20 de maio, o Sinergia recebeu da comissão de negociação uma nova contraproposta, em que a empresa, além de aplicar o reajuste salarial de 7,21% nas cláusulas econômicas, também concorda em atender ao pedido de alteração da cláusula 9 – SALÁRIO SUBSTITUIÇÃO: pelo critério para o substituto fazer jus ao salário do substituído, hoje é necessário que a substituição seja equivalente, pelo menos, a um período de dez dias. Pela nova proposta, o período baixa para cinco dias.
O Sinergia enviou um comunicado à comissão de negociação, solicitando um avanço na cláusula do Plano de Saúde, que atende a todos os trabalhadores. Até o fechamento dessa edição, ainda não havia uma resposta oficial da empresa ao pleito.
CATEGORIA PRECISA ESTAR UNIDA E DISPOSTA A LUTAR CONTRA ESSE “SHOW DE HORRORES”
A diretoria da Eletrobras desenvolve planos para aumentar o lucro dos acionistas, foi o que disse o seu Presidente, Ivan Monteiro, em entrevista nessa semana: “Queremos continuar pagando bons dividendos”. Querem aumentar os lucros dos acionistas como também a remuneração de seus executivos, demitindo trabalhadores, reduzindo salários e retirando direitos conquistados ao longo de muitos anos, com muita luta e suor.
Em quatro rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho com o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), em aproximadamente 8 dias de reunião, a Eletrobras brinca e desrespeita os trabalhadores, ignora a seriedade e o trabalho dos sindicatos na negociação, fazendo um verdadeiro “Teatro dos Vampiros”. Neste Teatro, a Eletrobras já demonstrou a que veio: quer destruir direitos históricos, como cláusulas como a do Quadro de Pessoal, com garantia de emprego e PDV, ou seja, quer demitir em massa quando bem entender.
Desde a primeira negociação, insiste em ter a autorização dos sindicatos para reduzir os salários dos trabalhadores, fazendo referência a uma nova arquitetura salarial da Empresa e para quê? Simples: para aumentar ainda mais a remuneração dos VPs e distribuir lucros cada vez mais polpudos aos acionistas.
Quer também destruir o Plano de Cargos e Remuneração dos trabalhadores, previsto em normativo interno desde 2010, com a desculpa esfarrapada de que agora cada um poderá construir sua carreira, palavras do Zé, VP de Gente, que de gente parece não entender nada. Aliás, pasmem!, o executivo, que deveria cuidar da gestão da Gente da Eletrobras, saiu de férias DURANTE a negociação do ACT. Ele recebe uma remuneração de quase R$ 700 mil para fazer gestão de Recursos Humanos, mas quando chega a hora de fazer o que talvez seja o trabalho mais importante da sua pasta, some, assim como sumiu da primeira Rodada de Negociação, em Brasília.
5ª rodada
Nesta terça-feira, dia 21, o CNE foi para a quinta rodada de negociação – dessa vez, no Rio de Janeiro – e havia a expectativa que a Eletrobras passasse a levar a sério a negociação com os trabalhadores, maior patrimônio da companhia, a maior empresa do setor elétrico da América Latina. O que se vê até o momento é um teatro, pois demonstram apenas o interesse em sugar o sangue de trabalhadores e trabalhadoras, em prol de suas remunerações e do lucro exorbitante de acionistas. Eles esquecem que estão gerindo a grande ELETROBRAS, e que essa irresponsabilidade com a força de trabalho pode custar muito caro a todos os brasileiros. Estão brincando com o fogo, pois estão demitindo os empregados mais experientes da empresa e sucateando os seus direitos.
O CNE faz um grande esforço para fechar o acordo em mesa de negociação. Tanto que, na quarta rodada, apresentou a unificação das cláusulas dos ACTs específicos, reduzindo o texto de mais de 150 cláusulas para 46. Essa medida precisa ser considerada pela empresa como uma conciliação para que seja possível chegar a um acordo que garanta os direitos dos eletricitários e respeite a saúde e a segurança de toda a categoria.
Cabe destacar, também, que em desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho vigente e a normativas interdas empresas do grupo Eletrobras, e sem nenhuma consideração e respeito com a vida, a direção da companhia continua agindo para destruir os Planos de Saúde de Autogestão dos trabalhadores, levando estes Planos para duas operadoras de mercado, a Bradesco e a Unimed. Muitas pessoas que usam o Plano de Saúde atual estão em meio a tratamentos de alta complexidade e de doenças graves, e estão desesperadas, pois pode haver a descontinuidade nesses tratamentos, o que pode ser fatal.
Para evitar mais transtornos aos trabalhadores, o CNE encaminhou ofício à Eletrobras solicitando a imediata suspensão de qualquer operação que envolva a contratação de planos de saúde de mercado.
Trabalhadores e trabalhadoras: não há outra alternativa a não ser: lutar, lutar e lutar! Não é possível se submeter a essa situação, que impõe demissões e perda de direitos conquistados com muita luta e suor ao longo de décadas.
Fique atento/a aos avisos do seu sindicato. Após a quinta rodada, serão realizadas as Assembleias Deliberativas nos dias 27 e 28 de maio, com indicativo de greve em todas as bases.
Mais uma vez, brasileiros e brasileiras sofrem uma catástrofe climática de grandes proporções. Dessa vez, o estado que vem sofrendo grandes consequências é o Rio Grande do Sul, tanto na porção central, como na região serrana e na área metropolitana de Porto Alegre.
O cenário descrito nos jornais é de guerra: milhares de famílias sendo obrigadas a sair de casa por conta do alto volume de água, grande número de desaparecidos e quase uma centena de mortos por causa da enxurrada entre final de abril e início de maio.
Foto: @movimentosemterra
Neste cenário, como é típico da população brasileira, além das forças governamentais, milhares de pessoas se dispuseram a ajudar, seja se deslocando ao Rio Grande do Sul, seja em suas cidades, arrecadando alimentos, materiais de higiene e dinheiro para ajudar na reconstrução das cidades atingidas.
O Movimento Sem Terra (MST) construiu uma Cozinha Solidária na cidade gaúcha de Viamão para atender desabrigados da cidade de Eldorado do Sul e, desde a terça-feira, dia 7, está produzindo 1,5 mil marmitas por dia. A cidade é uma das mais afetadas pelas enchentes e o acesso para ajuda humanitária só pode ser feito por helicóptero. As famílias do MST envolvidas nesta ação de solidariedade também foram atingidas pela enchente e vivem em assentamentos que estão submersos.
Para ajudar com a campanha de solidariedade promovida pelo MST, você pode ajudar pela chave PIX: 09352141000148, Banco 350, Agência 3001, Conta 30253-8, CNPJ 09.352.141/0001-48, Nome: Instituto Brasileiro de Solidariedade. Você pode conferir o trabalho feito pelo MST pelo instagram @movimentosemterra.
Quem também vem ajudando sobremaneira centenas de famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul é o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). A instituição vem organizando desde a semana passada a distribuição de marmitas, em parceira com outras instituições, em Porto Alegre, Vale do Taquari e no baixo Jacuí. Para ajudar, você pode fazer um pix para o CNPJ 73.316.457/0001-83, em nome da Associação Nacional dos Atingidos por Barragens – ANAB.
Foto: @atingidosporbarragens
O MAB atua desde a década de 1980 com populações atingidas por barragens e tem longa experiência em ajudar a organizar as lutas de famílias atingidas pelo sistema de geração, distribuição e venda da energia elétrica, como no caso de Brumadinho, em Minas Gerais. Todo o trabalho desempenhado pelo MAB na ajuda às famílias no Rio Grande do Sul está sendo divulgado através do instagram @atingidosporbarragens.
Além da ajuda financeira, também é possível doar diversos itens para ajudar nesse momento difícil pelo qual passa o Rio Grande do Sul. Nessa semana, as 26 unidades operacionais e sete delegacias da Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina, além da Sede Regional em Florianópolis, estão disponíveis para receber as doações, que serão encaminhadas à Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Os itens mais solicitados nesse momento são colchões, lençóis e fronhas, alimentos não perecíveis, água, produtos de higiene, produtos de limpeza, ração para cães e gatos, copos e pratos plásticos.
Os sindicatos da Intercel e da Intersul se solidarizam com todas as famílias atingidas e enlutadas no Rio Grande do Sul e no meio oeste catarinense, onde, na semana passada, a chuva também deixou um rastro de destruição e dezenas de famílias desabrigadas.
Cerej apresenta proposta pronta de ACT, sem uma segunda rodada de negociação onde poderia debater a cláusula com o sindicato
Na segunda-feira, 6 de maio, a direção da Cerej enviou ao Sinergia por e-mail um retorno sobre as cláusulas que ainda não haviam sido debatidas na primeira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2025. Foi informado que a Cooperativa garantiria reajuste salarial da inflação (IPCA 12 meses), de 4,62% e “prestigiando o esforço coletivo” ofereceriam um ganho real de 2,59% em todas as cláusulas econômicas. Nas demais cláusulas, o e-mail informa que permanecerão “com o mesmo teor do Acordo Coletivo de 2023-2024, exceto a nova cláusula de Cota negocial”.
A primeira rodada de negociação, em 22 de abril, com a comissão que representa a Cerej já começou mal, pois a mesma informou que a direção da Cooperativa ainda não havia se reunido para debater o tema – o que demonstra enorme desrespeito com o maior patrimônio da Cerej, ou seja, seus trabalhadores e trabalhadoras que garantem o fornecimento de energia elétrica aos consumidores, faça chuva ou faça sol. Afinal, como pode uma representação patronal numa negociação não ter autonomia e respaldo da diretoria da empresa para debater cláusula a cláusula? O sentimento que fica é que a Diretoria da Cerej não estudou minuciosamente as contribuições e anseios de seus trabalhadores, que trouxeram inúmeras sugestões na Pauta do Acordo Coletivo.
Além disso, a Cerej traz uma inovação absurda ao fazer apenas uma rodada de negociação, com debate sobre as cláusulas e, na sequência, traz um pacote pronto para ser apreciado pela categoria, sem qualquer possibilidade de negociar os pontos apresentados. A negociação serve, sim, para que as partes possam tentar ceder de um lado, ganhar de outro e chegar a um acordo minimamente razoável a ser apresentado e apreciado pela categoria.
Diante do descaso da diretoria da Cerej em ouvir os argumentos trazidos pelos trabalhadores, e sem incluir cláusulas novas que seriam importantes para a categoria, o Sinergia fez ontem (quarta-feira) Assembleias com indicativo pela rejeição da proposta. A Cerej precisa dar valor à negociação, ouvir e debater cláusula a cláusula com quem, de fato, representa seus trabalhadores.
Até o fechamento desta edição, as assembleias não haviam sido encerradas. Caso a contraproposta seja rejeitada e a Diretoria da Cerej se recuse a voltar a negociar, o Sinergia solicitará mediação junto ao Ministério Público do Trabalho.