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TCE freia a privatização da Copasa e fiscalizará todo o processo

A decisão proibiu que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito

Com o voto unânime dos conselheiros, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) proibiu o avanço do processo de privatização da Copasa, autorizando o Governo e a companhia apenas a “realizarem estudos, auditorias e protocolos na CVM e B3; entretanto, ficam expressamente vedados quaisquer atos definitivos de desestatização, em especial a alienação do controle acionário, antes do pronunciamento conclusivo desta Corte”.

A sessão do TCE-MG ocorreu após o Estado e a Copasa formalizarem, junto ao Tribunal, o pedido para prosseguimento dos atos preparatórios à privatização. Esses atos compreendem a realização de estudos e auditorias, a elaboração de documentos internos, o registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a submissão à Bolsa de Valores (B3).

Pessoal, apesar do Tribunal de Contas autorizar a Copasa a dar continuidade ao processo de privatização, nós tivemos um ganho enorme com isso. A decisão proibiu que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito.

Em seu relatório, o conselheiro Agostinho Patrus esclareceu que “esta é uma decisão de natureza provisória. Ela não representa um pronunciamento sobre o mérito nem sobre as irregularidades apontadas, que continuam sob análise da unidade técnica. Determino, ainda, que o Governo e a Copasa comuniquem a este Tribunal, em até 48 horas, qualquer passo relevante, incluindo o valuation (valor de mercado) da companhia”.

• Primeira categoria: Compreende os atos preparatórios internos, ou seja: estudos, avaliações, auditorias e elaboração de documentos estruturantes que não produzem efeitos jurídicos externos nem alteram o controle acionário da companhia.
• Segunda categoria: Abrange os atos preparatórios externos, como o registro junto à CVM e a submissão dos documentos à B3. Estes atos têm repercussão externa, mas, por si sós, não transferem a titularidade da empresa. Até este ponto, o Estado ainda pode desistir do processo.
• Terceira categoria: Refere-se aos atos definitivos de desestatização — aqueles que transferem efetivamente o controle acionário ao setor privado, com a abertura do período de distribuição das ações ao mercado e a liquidação da oferta.

Desta forma, o TCE deferiu parcialmente a liminar que autoriza o Governo e a Copasa a realizarem estudos, avaliações, auditorias, elaboração de documentos estruturantes e aprovação nas instâncias internas de governança do Poder Executivo e da própria companhia, além do protocolo de registro na CVM e B3. O maior destaque, no entanto, é a VEDAÇÃO EXPRESSA de quaisquer atos definitivos de desestatização — em especial a abertura do período de distribuição ao mercado e a alienação do controle acionário — antes do pronunciamento conclusivo da Corte.

O presidente do TCE-MG, Durval Ângelo, afirmou que “o voto enfrentou com clareza os pontos controvertidos, distinguindo atos preparatórios de definitivos, preservando a competência desta Corte sem impor restrições prematuras — embora a exigência de comunicação em 48 horas seja rigorosa.

A autorização limitada, acompanhada de monitoramento permanente, está alinhada à melhor jurisprudência de controle concomitante”. Ele também elogiou “o compromisso com a política pública fundamental de água potável, um direito estabelecido internacionalmente”.

Vitória da mobilização

O presidente do SINDÁGUA, Milton Costa, lembra que apesar do Tribunal de Contas autorizar a Copasa a dar continuidade ao processo de privatização, nós tivemos um ganho enorme com isso. A decisão que representa uma vitória da mobilização dos trabalhadores, proibe que a Copasa tome qualquer atitude concreta em relação à venda das ações e à privatização até que eles julguem a questão do mérito”. Milton destaca ainda que em uma “eventual” privatização, o tribunal indica que seja incluída a situação do esgotamento sanitário, que qualquer movimentação da Copasa seja comunicada com antecedência de 48 horas ao TCE e que qualquer autorização deve ser levada a autorização do tribunal em plenário. Esta é uma vitória do trabalhador e do povo mineiro”
O Procurador-Geral do Ministério Público de Contas (MPC-MG), Marcílio Barenco Corrêa de Mello, ressaltou a responsabilidade do Tribunal em servir como condutor de um processo legítimo que traga segurança jurídica e estabilidade, com foco na preservação do erário, destacando que a sociedade tem o direito de saber se a tarifa aumentará ou o que ocorrerá com o subsídio cruzado e que o controle concomitante ajustes no curso do processo e, se necessário, a suspensão de atos.

Esta decisão do TCE-MG exige dos entusiastas da privatização o respeito que não demonstraram até agora, com iniciativas de “tratorar” decisões irregulares na Assembleia Legislativa (ALMG) e pressão sobre municípios concedentes. O processo vinha sendo conduzido sem discussão ampla com a sociedade, com ausência de audiências públicas, desprezo pelo referendo popular e sem ouvir as câmaras de vereadores do Estado.

A resistência do SINDÁGUA e as denúncias realizadas, somadas ao trabalho do Bloco Democrático na ALMG, são fundamentais para garantir a manutenção do saneamento como uma responsabilidade pública do Estado.

Matéria site da CUT MG

Eletricitários de SC participam da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

ATO FOI CONVOCADO PELAS CENTRAIS SINDICAIS E REUNIU REPRESENTANTES DE DIVERSAS CATEGORIAS PELO FIM DA ESCALA 6X1

Dirigentes do Sintevi e do Sinergia participaram no dia 15 de abril da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. O ato reuniu dezenas de categorias de trabalhdores, além de lideranças sindicais de todo o País, em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a garantia de direitos trabalhistas para trabalhadores de apps, o fim das privatizações, a aposentadoria especial para eletricitários que atuam em área de risco, entre outras pautas.

Governo encaminha projeto do fim da escala 6×1

O ato ocorreu um dia após o governo do presiden­te Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhar ao Con­gresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, em regime de urgência constitucional. Isso limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto em cada uma das Casas Legislativas (Câ­mara e Senado), com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alterações em uma das Casas. O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilher­me Boulos (PSOL), destacou que a previsão é que o projeto seja votado até o fim de julho.

Conclat 2026

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) precedeu a marcha no dia 15, com partici­pação de dirigentes das centrais sindicais e de parla­mentares no encontro que aprovou a pauta da classe trabalhadora para 2026. Entre os 68 pontos aprova­dos pelos participantes do evento, estão o fim da es­cala 6×1; a valorização contínua do salário mínimo; a geração de empregos de qualidade e o combate à precarização; o fortalecimento da atuação da inspe­ção do trabalho e a ampliação da presença de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego nos locais de trabalho.

Ao fim do dia, o documento com os 68 pontos fo­ram entregues ao presidente Lula e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Lula discur­sou e cobrou a atuação dos sindicatos: “Vocês vão ter que vir para convencer da necessidade. As cen­trais sindicais têm que marcar reunião, têm que con­versar com deputados, com senadores”, afirmou.

O Linha Viva acompanhará a tramitação do proje­to do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional nas próximas edições.

Única parlamentar catarinense presente na Conclat, a deputada federal Ana Paula Lima (PT) discursou lembrando que as mulheres são ainda mais prejudicadas pela escala 6×1, pois muitas vezes, nos dias de descanso, têm de cuidar da casa e dos filhos. Em entrevista ao Linha Viva, ela reforçou seu compromisso em defesa das empresas públicas e mostrou estar atenta aos fatos recentes na Celesc: “não podemos permitir a pri­vatização da Celesc, empresa que garante a energia ao povo catarinense. Espero que, com a mudança do presidente, a conversa e o diálogo possam garantir a estabilidade dos trabalhadores e, principalmente, o que o povo catarinense quer: Uma empresa pública e de boa qualidade, que é isso que fazem os trabalhadores eletricitários. Todo meu apoio à Celesc pública”.

O que motivou você a participar da Marcha da Classe Trabalhadora?

Rosilaine Lemos, servidora pública municipal em Jaraguá do Sul: “Foram 30h de viagem de ônibus. Como agente de endemias, estou defendendo a regu­lamentação do PLP 185/2024 e a nossa aposentadoria especial. Também estou aqui pelo fim da escala 6×1 e pelo fim do feminicídio”.

Kândyce Santos Brasil, atendente comercial na Celesc Rio do Sul e diri­gente do Sintevi: “A Marcha desse ano tem um tema super importante. O fim da escala 6×1 representa a dignidade do trabalhador. Estamos pedindo que todos tenham pelo menos 2 dias de descanso semanal. Nada mais justo”.

Fábio Junior Engels, eletricista na Celesc Blumenau e dirigente do Sintevi: “Estamos unidos com trabalhadores de todo o País num ato político pelo fim da escala 6×1. Não é por mordomias, nem privilégios. É pela vida, descanso e pela dignidade de trabalhadoras e trabalhado­res do nosso querido Brasil”.

Nova diretoria do Sinergia toma posse em Florianópolis

“É preciso estar atento e forte…”

Foi com a força e a poesia de Divino Maravilhoso que a nova direção do Sinergia, gestão 2026/2030, tomou posse nesta quarta-feira (15/4), em uma cerimônia realizada na sede do sindicato.

A canção, composta em 1968 por Caetano Veloso e Gilberto Gil, ecoa até hoje como um chamado à resistência e traduz o momento vivido pelos eletricitários e eletricitárias: um tempo que exige coragem, unidade e disposição para lutar.

Entre aplausos e presença da base, de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, a nova direção assume com a responsabilidade de enfrentar grandes desafios, combinando experiência e renovação na construção de um sindicato ainda mais forte e presente na base.

Em um trabalho coletivo e colegiado, a coordenação passa de Tiago Vergara, trabalhador da Axia, para Lucas da Silva, trabalhador da Celesc, marcando a continuidade de um projeto comprometido com a defesa dos direitos da categoria e das empresas públicas.

✨ “Não temos tempo de temer a morte”, temos tempo de lutar, organizar e seguir em frente.

O Sinergia inicia esse novo ciclo com o olhar atento e a força necessária para enfrentar o que vier.

Resultado 11º Concurso Literário Conto e Poesia

É com muita alegria que o Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis – Sinergia, através das Comissões Selecionadoras compostas por Simone Pereira Schmidt, Telma Scherer e André Soltau (Conto) e Eliane Santana Dias Debus, Patrícia Claudine Hoffmann e Rubens da Cunha (Poesia), divulga a relação dos autores/as e respectivos trabalhos selecionados no 11o Concurso Literário Conto e Poesia, promovido pelo sindicato.

CONTO

Andresa Notari Gonçalves Magalhães – A vida que dormia no livro

Brunno Manfra – O menino e a mesa

Eduardo Sens dos Santos – Rita, que era Marcela

Francielli Cristina Campiolo – Residencial Cornelles

Frutuoso Alves de Oliveira – O Evangelho Segundo Romário

Gustavo Simas da Silva – Fuligem e o rosto branco

Jeana Laura da Cunha Santos – Motorista de aplicativo

Jéssica Helena Trombini – Quero parar, mas não consigo

Julia Dias Lopes – Um hospício

Marcelo Alves – Dom Quixote

Mariana Vogt Michaelsen – Perguntam da vó, silêncio

Rodrigo Domit – Desfocada

Thiago Toscani – A sombra no mercado

Wagner Fonseca – O leitor caminha

William Wollinger Brenuvida – Arca caída

POESIA

Ana Esther Balbão Pithan – Décima para Cruz e Sousa

Anacreonte Fonjic – Então enfim (Lucia não devia ter jogado aquele gato no  meio do giz e do sal)

 Brunno Manfra – Sobre el niño y su cometa

Carlos Eduardo Vieira de Figueiredo – Tripé Cinematográfico – Fade out 1: o torpor/a curiosa sensação

Daniel Serravalle de Sá – Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio

Danielle Gonçalves Rech Mazzorana – Debatimento cardíaco

Danuza Meneghello – Atotô

Eduardo Reckziegel – Carta na manga

Eveline Klein – Quando a aracuã canta

Fabiano Foresti – Olhos

Giovanni de Souza Vellozo – Edifício

Gustavo Simas da Silva – a palavra dita sem pensar é arpão

Jéferson Silveira Dantas – Terra contestada

João Paulo Rodrigues Júnior – sem titulo

Julio Cesar Machado de Souza – Haicai (Lá)

Leandro Richard da Silva – Arame farpado

Marcel Angelo Timon Frias – Para meu pai e meu avô

Márcio Antônio Lovato – A evolução das coisas

Mariana Vogt Michaelsen – sem titulo

Micheli Hartmann – Depois da Meia Noite

Natanael Medade – O lobo no rio dos bois

Pedro Henrique Bampi – Relato de uma oficina de rádios

Raul Fausto Ferrari Bagatini – Noite

Samuel Arlindo Góes – Alguma concentração

Sofia da Silva Quarezemin – Estudo sobre a névoa

Suyan de Oliveira de Melo – Palávridas

Tamara Martins – Maturar

Thaiara Dornelles Lago – Vale tudo

Valdemir Klamt – O Amor do Palhaço

William Wollinger Brenuvida – Casa de Sal, Água e Areia

Conforme estabelece o regulamento do concurso, os 45 trabalhos selecionados serão reunidos em antologia, cabendo a cada autor classificado 15 exemplares. Os demais participantes, por deliberação da diretoria do sindicato, receberão um exemplar do livro. Foram inscritos 710 trabalhos (447 poemas e 263 contos) de 301 participantes, oriundos de todas as regiões do estado. Esta edição do concurso contou com o apoio da Fundação CELOS, Advocacia Garcez, Livraria Latinas, Livraria livros e Livros, Sintevi APCELESC.

O lançamento do livro está previsto para o segundo semestre deste ano com data que será marcada posteriormente. Assim que a data seja confirmada comunicaremos todos os participantes no 11º Concurso Literário Conto e Poesia e o público em geral.

Parabenizamos os autores classificados e agradecemos a participação de todos que, com sua expressão literária, mantém acesa a chama do sonho.

Caroline Camargo Borba, Lucas Henrique da Silva e Julia Souza

Comissão Organizadora do 11º Concurso Literário Conto e Poesia

Planejamento marca início da nova gestão do Sinergia com foco na base e na defesa das empresas públicas

Nos dias 10 e 11 de abril, o Sinergia realizou o planejamento da nova diretoria, que toma posse nesta quarta-feira (15/4). A atividade marcou o início da nova gestão, com a definição de estratégias, prioridades políticas e organização interna do sindicato para o próximo período.

Durante o encontro, os dirigentes reavaliaram os compromissos assumidos nas eleições do sindicato pela chapa “É preciso estar atento e forte”. A partir desse olhar, foram estabelecidos os principais objetivos da gestão, com destaque para a defesa da Celesc pública, o enfrentamento a todas as formas de privatização e a luta pela reestatização de empresas já privatizadas.

Outro eixo central é o fortalecimento da presença do sindicato na base, ampliando o diálogo com os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico. Como prioridade, está o aumento do número de filiados ao sindicato para garantir a sustentabilidade financeira do Sinergia. Para isso, será realizada uma grande campanha de sindicalização.

O planejamento, coordenado pelo professor Ricardo Velho, contou também com um debate de conjuntura, com convidados, sobre a nova realidade da classe trabalhadora e os desafios enfrentados pelos eletricitários e eletricitárias no Brasil.

Em tempos desafiadores, a nova gestão inicia seu mandato reforçando o compromisso com a organização da categoria e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.

Lucas Henrique da Silva, trabalhador da Celesc, será o novo coordenador do Sinergia no período de 2026 a 2030. Para ele, o planejamento é um momento estratégico para consolidar a atuação da nova gestão.

“Neste planejamento, nossa nova diretoria se mostrou muito comprometida com o sindicato e com as pautas da categoria eletricitária. O coletivo que estará à frente do Sinergia tem a firmeza e ousadia necessárias para enfrentar o período de grandes lutas que teremos pela frente”, afirmou.

ACESSE FOTOS DA ATIVIDADE

Tarcísio deixa presidência da Celesc

Após três anos à frente da empresa, Tarcísio Rosa deixa a presidência da Celesc. A decisão deve ser confirmada em reunião do Conselho nessa semana.

Durante sua gestão, um dos episódios mais marcantes foi a contratação do sistema SAP Hanna, parte do Programa Conecte, que prometia revolucionar o atendimento, mas acabou gerando problemas, prejuízos e impactando trabalhadores e clientes. Após pressão dos sindicatos e denúncias na imprensa, a Celesc buscou soluções para os erros, ainda não totalmente resolvidos.

O período também foi marcado por duas greves da categoria: em 2024, pela melhoria na PLR e nas negociações, e em 2025, em uma mobilização histórica por valorização e isonomia de direitos.

Apesar de uma gestão marcada por conflitos, foram os trabalhadores e trabalhadoras que garantiram os resultados positivos. Tarcísio deixa o cargo com número recorde de trabalhadores terceirizados e com ataques aos direitos.

Nos bastidores, o governo do Estado indica Edson Moritz, atual presidente da Casan, como possível sucessor.

O recado está dado: quem assumir a Celesc precisa respeitar a categoria. Os trabalhadores são organizados, lutam por valorização e não aceitarão retirada de direitos nem qualquer tentativa de privatização.

Celesc pública, bom pra todo mundo!

Edital de Convocação – Assembleia Extraordinária Sinergia

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região – SINERGIA, com sede na Rua Lacerda Coutinho, 149, Centro, Florianópolis/SC- CEP: 88015-030, no exercício de suas atribuições estatutárias, vêm convocar seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada em 13/04/2026 (segunda-feira), no auditório do SINERGIA, sito à rua Lacerda Coutinho 149, Centro, Florianópolis, às 17h30min, em primeira convocação com o número regulamentar de presentes, e às 18h00min com qualquer número de presentes.

ORDEM DO DIA

1 – Deliberação da  apreciação das propostas de compra e venda do terreno Campeche

2 – Outros;

Florianópolis, 09 de abril de 2026.

Tiago Bitencourt Vergara

Coordenador Geral do Sinergia

Trabalhadores da CEREJ aprovam Pauta de Reivindicações do ACT 2026-2027

Trabalhadoras e trabalhadores da Cooperativa de Presta­ção de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica Senador Esteves Junior – CEREJ, participaram nessa segun­da e terça-feira (dias 6 e 7 de abril) das assembleias de cons­trução da Pauta de Reivindicações da categoria para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027. As assembleias foram con­duzidas pelo Sinergia, sindicato que representa os trabalha­dores da cooperativa que tem sede no município de Biguaçu e área de atuação da Grande Florianópolis até Leoberto Leal, no Alto Vale do Rio Alto Braço.

Foram realizadas quatro assembleias com ampla partici­pação dos trabalhadores: na sede, em Biguaçu, no Aguti, em Nova Trento, no Pinheiral, em Major Gercino, e em Leoberto Leal. Além de apreciar e votar as cláusulas já existentes no Acordo Coletivo, os empregados também tiveram espaço para debater índices de reajustes e a inclusão de novas cláu­sulas de interesse da categoria. Entre elas, uma das princi­pais reivindicações foi a possibilidade de inclusão do anuênio e da construção de um Plano de Cargos e Salários (PCS) que contemple a todos os trabalhadores. Outros pontos trazidos dão conta de reformas estruturais em determinados prédios da cooperativa e a necessidade de aquisição de camionetes 4×4 em todas as bases, já que há postos de trabalho atendi­dos somente com picapes ou veículos pequenos – sem tração 4×4 – e isso dificulta sobremaneira o trabalho – e a saúde – dos empregados.

Carlos Alberto de Souza, o Carlinhos, diretor de Políticas Sindicais do Sinergia e responsável pela negociação, exaltou a participação expressiva nas assembleias: “foi surpreenden­te a participação e o nível dos debates em todos os postos de trabalho. É satisfatório visitarmos os locais e sermos recebi­do por essa grande quantidade de trabalhadores, dispostos a debater o Acordo Coletivo e a trazer sugestões de melhorias e avanços”.

Carlinhos destaca os próximos passos da luta: “nessa ter­ça-feira encerramos as assembleias e até o fim dessa sema­na faremos a revisão do texto da pauta final a ser entregue para ser negociado com a empresa. O próximo passo será solicitar a negociação junto à diretoria da Cerej”.

O Linha Viva acompanhará as negociações na Cerej e trará os informes nas próximas edições do jornal. A data-base da categoria é dia 1° de maio. A expectativa do sindicato é de que as negociações sejam encerradas até o início do mês de maio.

Aprovada por unanimidade a contraproposta da PLR 2026 da Celesc

Em nove assembleias realizadas pelo Sinergia entre os dias 31 de março e 2 de abril, os trabalhadores e trabalhadoras da Celesc puderam avaliar e aprovar por unanimidade a contraproposta da empresa sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Com uma contraproposta que apresenta diversos avanços, os diretores do Sinergia dialogaram com a base sobre o resultado, destacando que ele ainda é reflexo da greve realizada em 2024, que cobrou a manutenção da estrutura do acordo de PLRe da grande greve de 2025, que unificou a categoria pela isonomia de direitos. Já neste ano, após três rodadas de negociação entre a Intercel e a empresa, foi construída uma proposta com avanços e condições adequadas para aprovação.

“Entendemos que ainda temos pontos importantes a avançar, mas avaliamos que conquistamos questões relevantes neste período. A aprovação por unanimidade demonstra a satisfação da categoria com a negociação conduzida. Seguiremos organizados para conquistar ainda mais direitos nas próximas negociações, pois entendemos que o resultado e o lucro da empresa são fruto do esforço e da dedicação de cada celesquiano e celesquiana, que devem ser valorizados”, destacou Lucas Henrique da Silva, eletricitário da Celesc e diretor do Sinergia.

Entre os principais pontos da proposta, destacam-se:

  • Parcela Base: reajuste pelo INPC;
  • Parcela Adicional: possibilidade de alcançar até 48% (antes, o limite era de 45%);
  • Parcela Lucro: 1% do lucro líquido distribuído de forma linear entre os trabalhadores, sem limitador;
  • Trabalhadores no limbo previdenciário e afastados por doenças graves passam a receber PLR integral, sem proporcionalidade;
  • Início das negociações da PLR 2027 previsto para até 60 dias após o contrato de gestão, no início do próximo ano.

Agora, a Intercel irá consolidar os resultados dos demais sindicatos e encaminhar à empresa.

Vale lembrar que a parcela a ser paga em maio ainda é referente à PLR de 2025. Já a nova PLR terá pagamento iniciado em outubro deste ano, com nova parcela prevista para maio de 2027.

Edital de Convocação Assembleia Ordinária – CEREJ

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região – SINERGIA, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA todos(as) os(as) empregados(as) de todas as unidades operacionais da Cooperativa de Prestação de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica Senador Esteves Júnior – CEREJ de sua base territorial, associados(as) e não associados(as), para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, a se realizar nos dias 06 e 07/04/2026 conforme cronograma a seguir: No Posto de Atendimento de Aguti, em Nova Trento, dia 06/04/2026 (segunda-feira), a partir das 09h30min, em primeira convocação com o número regulamentar de
50% dos associados presentes, ou às 10h00min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes; No Posto de Atendimento de Major Gercino (Pinheiral), dia 06/04/2026 (segunda-feira), às 13h00min, em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 13h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes; No Posto de Atendimento de Leoberto Leal, dia 06/04/2026 (segunda-feira), às 15h00min em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 15h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes; Na sede da CEREJ, em Três Riachos (Biguaçu), dia 07/04/2026 (terça-feira), às 12h30min em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 13h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes.

Ordem do Dia:
1 – Informes;
2 – Discutir a minuta de cláusulas que será apresentada pelo SINERGIA, excluir/incluir e votar as cláusulas que irão compor a pauta de reivindicações da categoria eletricitária a ser entregue à Direção da CEREJ, com vista à Campanha do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2026/2027;
3 – Deliberar sobre a outorga de poderes à Diretoria do SINERGIA para proceder as negociações coletivas com a CEREJ e, se necessário, proceder à defesa dos interesses da categoria, em juízo ou fora dele;
4 – Discutir e deliberar caso necessário, sobre outros encaminhamentos de interesse da categoria.

Florianópolis, 31 de março de 2026

Carlos Alberto de Souza
Diretor de Políticas Sindicais