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Aprovada por unanimidade a contraproposta da PLR 2026 da Celesc

Em nove assembleias realizadas pelo Sinergia entre os dias 31 de março e 2 de abril, os trabalhadores e trabalhadoras da Celesc puderam avaliar e aprovar por unanimidade a contraproposta da empresa sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Com uma contraproposta que apresenta diversos avanços, os diretores do Sinergia dialogaram com a base sobre o resultado, destacando que ele ainda é reflexo da greve realizada em 2024, que cobrou a manutenção da estrutura do acordo de PLRe da grande greve de 2025, que unificou a categoria pela isonomia de direitos. Já neste ano, após três rodadas de negociação entre a Intercel e a empresa, foi construída uma proposta com avanços e condições adequadas para aprovação.

“Entendemos que ainda temos pontos importantes a avançar, mas avaliamos que conquistamos questões relevantes neste período. A aprovação por unanimidade demonstra a satisfação da categoria com a negociação conduzida. Seguiremos organizados para conquistar ainda mais direitos nas próximas negociações, pois entendemos que o resultado e o lucro da empresa são fruto do esforço e da dedicação de cada celesquiano e celesquiana, que devem ser valorizados”, destacou Lucas Henrique da Silva, eletricitário da Celesc e diretor do Sinergia.

Entre os principais pontos da proposta, destacam-se:

  • Parcela Base: reajuste pelo INPC;
  • Parcela Adicional: possibilidade de alcançar até 48% (antes, o limite era de 45%);
  • Parcela Lucro: 1% do lucro líquido distribuído de forma linear entre os trabalhadores, sem limitador;
  • Trabalhadores no limbo previdenciário e afastados por doenças graves passam a receber PLR integral, sem proporcionalidade;
  • Início das negociações da PLR 2027 previsto para até 60 dias após o contrato de gestão, no início do próximo ano.

Agora, a Intercel irá consolidar os resultados dos demais sindicatos e encaminhar à empresa.

Vale lembrar que a parcela a ser paga em maio ainda é referente à PLR de 2025. Já a nova PLR terá pagamento iniciado em outubro deste ano, com nova parcela prevista para maio de 2027.

Trabalhadores da Celesc aprovam em assembleias proposta de ACT e PLR

Na terça-feira, 20 de setembro, a Intercel foi finalmente recebida pelo Presidente Cleicio Martins, no intuito de levar as demandas reprimidas e evitar uma iminente greve. Na conversa inicial, o tom de negativas ainda foi mantido, porém, após muita discussão, houve uma sinalização de conversa entre os diretores. Após uma pausa, nova reunião foi realizada, mas o presidente apostava que os sindicatos estariam preocupados apenas com a liberação de dirigentes sindicais, e que se a situação da redução de dirigentes fosse resolvida, a proposta pífia seria imediatamente aprovada. Ledo engano. Os sindicatos têm bandeiras de luta definidas em conjunto com os trabalhadores, e essas premissas não seriam abandonadas.

Até então, o indicativo era o encaminhamento de uma greve, o que é desgastante para todos. Quando os dirigentes estavam prestes a se dirigir para suas bases, o presidente ligou e então pediu nova reunião, já tarde da noite de terça-feira, que resultou em uma proposta mais aderente a ser aprovada pelos trabalhadores. Além das cláusulas já informadas nos boletins da Intercel, foram oferecidos o reajuste salarial pelo IPCA integral, referente a 30 de setembro, data base da Celesc, a gratificação de 25 anos para os novos empregados, manutenção do mesmo quantitativo de dirigentes sindicais liberados, criação de um GT anuênio e gratificação de férias e o abono dos dias parados nas 3 últimas mobilizações. Para a PLR, a proposta melhorou também. As assembleias aconteceram na quarta-feira, 21 de setembro, em todo o estado, e aprovaram a proposta de ACT e o Acordo de PLR. Se você ainda não é sindicalizado(a), procure o sindicato da sua base e filie-se: a sua contribuição faz a luta ainda mais forte!

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1549 de 22 de setembro de 2022

Assembleias rejeitam proposta de PLR e aprovam paralisação amanhã

Foi aprovada nas Assembleias de Trabalhadores da Celesc em todo o estado uma paralisação de um dia para esta sexta-feira, dia 16 de setembro, em resposta à negativa da empresa em apresentar uma proposta de PLR mais justa com os celesquianos. A categoria já havia rejeitado nas assembleias no mês passado a primeira proposta apresentada pela Direção da empresa. A nova proposta, após a rejeição, não teve muitas mudanças e foi igualmente ruim.


O presidente e a Diretoria da Celesc fazem comunicados e discursos enaltecendo os resultados positivos da Celesc. Recorde de lucros, premiações por boa avaliação dos consumidores, restabelecimento da energia em tempo recorde após inúmeras catástrofes climáticas, mas na hora desse reconhecimento sair do discurso e vir para a prática, os trabalhadores ficam a ver navios.


A paralisação aprovada em todo o estado acontece no mesmo dia em que Celesc e sindicatos voltam a negociar cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1548 de 15 de setembro de 2022

Celesc: Acordos aprovados

No dia 13 de agosto de 2021, os trabalhadores da Celesc aprovaram quatro acordos coletivos de trabalho, após paralisação.

Diante de ataques a direitos e propostas rebaixadas, a categoria decidiu, em assembleia estadual virtual, pela paralisação das atividades. A disposição de luta dos celesquianos foi fundamental para destravar o processo negocial, trazendo avanços nas propostas de acordo para Ajuste do Salário Inicial, Participação nos Lucros e Resultados 2021, Adicionais de Linha Viva e Despachante e Passivo do Plano de Saúde. O detalhe das propostas foi divulgado na segunda-feira, no Boletim da Intercel nº 164.

Agora, as atenções da categoria se voltam para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22, que devem iniciar no dia 26 de agosto. Os trabalhadores esperam por uma negociação que respeite seus direitos históricos e retome a estrutura de atuação sindical. Para a Intercel (coletivo dos sindicatos majoritários da Celesc), a negociação do ACT exigirá ainda mais união e mobilização dos trabalhadores, na luta por um acordo justo e pela manutenção da Celesc Pública.

Fonte do texto: Jornal Linha Viva nº1496, de 19 de agosto de 2021.