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Trabalhadores da SETUP, empresa terceirizada da Celesc, entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da SETUP, empresa terceirizada da Celesc e responsável por serviços de construção, manutenção e operação de redes elétricas na Grande Florianópolis, iniciaram nesta segunda-feira (15/6) uma greve por tempo indeterminado. A mobilização reduzirá o atendimento na Grande Florianópolis, visto que parte dos serviços da estatal é realizada pela empresa terceirizada. A greve conta com o apoio do Sinergia e denuncia uma realidade de precarização que há anos afeta os trabalhadores terceirizados do setor elétrico.

Entre as principais reivindicações estão a implementação do piso regional dos eletricitários, a negociação coletiva de trabalho com um sindicato que represente de fato os eletricitários, o cumprimento das normas de segurança do trabalho, a garantia de direitos previstos na legislação trabalhista e o fim das práticas de gestão baseadas em metas e cobranças que colocam em risco a vida dos trabalhadores.

Os relatos recebidos pelo Sinergia revelam uma situação preocupante. Além dos baixos salários, a empresa estaria submetendo os eletricistas a uma forte pressão por produtividade, mesmo em uma atividade de alto risco. Atualmente, a SETUP paga R$ 1.977,73 aos eletricistas, valor muito abaixo do piso regional da categoria, fixado em R$ 2.899. Soma-se a isso a ausência de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) há cerca de dois anos e a falta de técnico de segurança do trabalho nos últimos meses.

A SETUP mantém contrato milionário com a Celesc para a execução desses serviços. Em março deste ano, foi firmado um contrato de aproximadamente R$ 21,3 milhões com vigência de 36 meses. Diante desse cenário, o Sinergia protocolou ofício junto à Celesc cobrando providências imediatas, uma vez que a contratante também possui responsabilidade sobre as condições em que os serviços são executados.

A greve expõe um problema estrutural da terceirização no setor elétrico: trabalhadores que realizam atividades essenciais e perigosas recebem salários menores, possuem menos proteção e enfrentam condições de trabalho mais precárias do que aquelas garantidas aos empregados diretos. Trata-se de uma lógica que reduz custos às custas da segurança, da saúde e da valorização profissional.

É inadmissível que trabalhadores responsáveis por uma atividade essencial para a população catarinense atuem em condições marcadas por baixos salários, insegurança e desrespeito aos seus direitos. O Sinergia seguirá acompanhando a mobilização e prestando todo o apoio necessário aos trabalhadores até que suas reivindicações sejam atendidas.

Sinergia participa de Seminário Nacional o desenvolvimento do setor elétrico

 O Sinergia está presente no Seminário de Energia para debater o papel estratégico do setor elétrico no desenvolvimento do Brasil.

Representam o sindicato na atividade os diretores Lucas, Caroline, Tiago, Cecy e Cleber, que participam dos debates e reflexões sobre os desafios e perspectivas para o futuro da energia no país. O Sinergia e a Fesul tem papel importante na articulação do evento, com a organização realizada através da Secretaria de Energia da CNU, ocupada por Tiago Vergara, e pela presidenta da Fesul, Cecy Marimon, ambos da direção do Sinergia.

Durante o evento o diretor do Sinergia e representando a Intercel, Cleber Borges da Silva, participou da mesa que debateu a privatização do setor elétrico, com foco na Celesc. No debate, ficou evidente que as políticas adotadas em processos de privatização de empresas do setor elétrico são semelhantes às que vêm sendo aplicadas na Celesc: ampliação da distribuição de dividendos, redução do quadro de trabalhadores próprios, aumento da terceirização e venda de imóveis e outros ativos da empresa.

Por isso o Sinergia alerta a categoria, especialmente em um ano eleitoral. Embora existam discursos e promessas de que não haverá privatização, as medidas implementadas na prática apontam em sentido contrário, acendendo um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras e para a sociedade catarinense sobre o futuro da empresa pública.

Promovido pela Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), em parceria com entidades do setor, o seminário acontece nos dias 10 e 11 de junho, em São Paulo, reunindo dirigentes sindicais, especialistas e trabalhadores para discutir temas fundamentais para a soberania energética, a defesa das empresas públicas, a transição justa e a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.

O Sinergia segue presente nos espaços de debate e construção coletiva, fortalecendo a luta por um setor elétrico público, eficiente e comprometido com os interesses da população brasileira.

5 DE JUNHO – Dia Mundial do Meio Ambiente

Artigo: Tiago Vergara – Secretário do Meio Ambiente do Sinergia


Em 2025, a crise climática afetou mais de 110 milhões de pessoas ao redor do planeta, segundo dados do EM-DAT/CRED. Foram enchentes, secas, tempestades, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos que provocaram mortes, deslocamentos, perdas materiais e insegurança para milhões de famílias.

O relatório da ONU sobre pobreza multidimensional mostra que essa crise atinge de forma mais severa as 887 milhões de pessoas em situação de pobreza, que vivem expostas a pelo menos um risco climático, como calor extremo, seca, enchentes ou poluição do ar.

No Brasil, os impactos também foram extremos. Segundo o CEMADEN, os desastres climáticos afetaram diretamente 336.656 pessoas em 2025, com destaque para inundações, enxurradas, alagamentos, deslizamentos, secas e eventos extremos de temperatura.

Para este ano de 2026, a probabilidade do surgimento do fenômeno El Niño entre maio e julho de 2026 era de 82% e continua entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027 com chance de 96%, conforme estudos publicados na National Weather Service do National Oceanic and Atmospheric Administration (EUA).

A crise climática, portanto, é uma crise social, já que quem vive em moradias precárias, sem saneamento, energia elétrica, sem infraestrutura e com menos acesso a serviços públicos é quem mais sofre. Enfrentar a emergência climática exige justiça social, proteção dos territórios e políticas públicas capazes de defender vidas.

Por isso, áreas estratégicas da economia, como saneamento básico e energia elétrica por exemplo, não podem ser tratadas como mercadorias, mas devem estar sob o controle estatal, sendo prestados como serviços públicos de qualidade para que possamos proteger as populações e dar conta dos desastres causados pela crise climática cada vez mais intensa.

Solidariedade aos grevistas de São José

Depois de 13 dias de uma greve de resistência em defesa dos serviços públicos e do atendimento de qualidade à população de São José, os servidores e servidoras municipais enfrentaram mais um duro ataque do prefeito Orvino. Além de se recusar a negociar com a categoria, o prefeito determinou o desconto integral dos dias parados, sem sequer garantir o direito à reposição.

A medida é uma tentativa de punir e intimidar trabalhadores e trabalhadoras que tiveram a coragem de se organizar e lutar por melhores condições de trabalho e por serviços públicos de qualidade para toda a população.

Diante dessa injustiça, a solidariedade de classe se torna ainda mais necessária. Quando um trabalhador é atacado por lutar, toda a classe trabalhadora é chamada a se posicionar.

Por isso, apoiamos a vaquinha organizada pelo Sintram @sintram_saojose e convidamos sindicatos, movimentos sociais, entidades e toda a população a contribuírem com o que puderem. Cada doação é um gesto concreto de apoio a quem decidiu enfrentar o autoritarismo e defender direitos coletivos.

Vamos mostrar que a união da classe trabalhadora é maior do que qualquer perseguição.

💰 Faça sua contribuição: PIX (CNPJ): 80.673.262/0001-56

Eleições Representantes Sindicais

As inscrições para concorrer a Representante de Base do Sinergia estarão abertas de 01 a 17 de junho de 2026.

O que faz um representante sindical?
– auxilia na organização da categoria no local de trabalho
– leva demandas das pessoas trabalhadoras à diretoria do sindicato
– fortalece a mobilização e a luta coletiva
– ajuda na defesa dos direitos da categoria
– aproxima o sindicato da base

Podem participar pessoas filiadas ao Sinergia em atividade, desde que associados até 1º de maio de 2026.

As inscrições podem ser feitas presencialmente na sede ou por e-mail (sinergia@sinergia.org.br), com envio de ficha preenchida e foto 3×4.

A eleição está marcada para 1º de julho.

Saiba mais:

Drag de SC lança o primeiro livro infantil do Brasil sobre o universo drag

A literatura infantil brasileira ganha um capítulo inédito com o lançamento de “O Que É Uma Drag Queen?”, primeiro livro do país a apresentar o universo drag de forma lúdica e acessível para crianças. A obra, criada pelo artista, pesquisador e educador catarinense Arthur Gomes, que dá vida à personagem Drag Suzaninha (@risotril), chega como um marco cultural ao unir fantasia, arte e diversidade em uma narrativa pensada para acolher a curiosidade infantil. A pré‑venda começa no dia 28 de maio, pelo site dragsuzaninha.com.br. Com produção da BAPHO Cultural e Arthe Produções, e publicação da Editora Caseira, o livro será lançado oficialmente em 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, na Galeria Lama, em Florianópolis. A data reforça o caráter simbólico de uma obra que nasce para ampliar repertórios e abrir conversas importantes dentro de famílias e escolas. “A arte drag é, antes de tudo, imaginação. É brincar de ser, é experimentar cores, formas e possibilidades. Levar isso para as crianças é oferecer a elas um mundo mais livre e mais gentil”, afirma Arthur Gomes. Ao longo de 30 páginas, a personagem Suzaninha conduz a leitura explicando, com humor e delicadeza, o que é ser uma drag queen. O livro também funciona como um livro de colorir, com ilustrações da artista Luci Caroline, convidando as crianças a participarem ativamente da história. No final, um espaço especial permite que cada leitora e leitor crie sua própria drag, estimulando autonomia criativa e fortalecendo valores como respeito, autoestima e diversidade. “Quando uma criança desenha sua drag, ela cria um mundo onde todas as expressões são possíveis”, destaca Suzaninha. Além da narrativa, a obra inclui o Guia Prático da Suzaninha, material pedagógico voltado a adultos, educadores e mediadores de leitura que desejam abordar temas de diversidade com sensibilidade e clareza. O guia funciona como apoio para quem busca caminhos para conversar sobre identidade, expressão e respeito de forma leve e verdadeira. “Falar sobre drag com crianças é falar sobre arte e sobre humanidade. É uma conversa que abre portas, não que fecha”, reforça Arthur. A carreira de Arthur é pautada pelo estudo contínuo da arte drag e por uma prática artística que atravessa diferentes fases da vida. Graduado em Teatro pelo CEART/UDESC e mestre em Literatura pelo PPGLIT/UFSC, o artista já foi reconhecido por importantes editais de fomento e recebeu, com a personagem Suzaninha, a maior honraria da cultura catarinense, a Medalha Cruz e Sousa. Com a pré‑venda a partir de 28 de maio, “O Que É Uma Drag Queen?” materializa anos de pesquisa acadêmica e experiência nos palcos, apresentando‑se como um gesto de afeto e representatividade. “O livro nasce para colorir infâncias e também para colorir o mundo adulto que as acompanha”, completa Suzaninha. A publicação, no valor promocional de R$ 39,90, poderá ser adquirida exclusivamente pelo site dragsuzaninha.com.br, com opção de entrega pelos Correios ou retirada gratuita e autografada no evento de lançamento em Florianópolis.

Edital – Assembleia CEREJ

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região – SINERGIA, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA todas as pessoas trabalhadoras de todas as unidades operacionais da Cooperativa de Prestação de Serviços Públicos de Distribuição de Energia Elétrica Senador Esteves Júnior – CEREJ de sua base territorial, associados e não associados, para reunirem-se em Assembleia Geral Ordinária, a se realizar nos dias 27 e 28/05/2026 conforme cronograma abaixo:

No Posto de Atendimento de Nova Trento (Aguti) dia 27/05/2026 (quarta-feira) a partir das 09h00min, em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 09h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes;

No Posto de Atendimento de Major Gercino (Pinheiral) dia 27/05/2026 (quarta-feira) às13h00min em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 13h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes;

No Posto de Atendimento de Leoberto Leal dia 27/05/2026 (quarta-feira) às15h00min em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 15h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes;

Na sede da CEREJ em Três Riachos (Biguaçu) dia 28/05/2026 (quinta-feira) às07h30min em primeira convocação com o número regulamentar de 50% dos associados presentes, ou às 08h00min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes;

Ordem do Dia:

  1. Informes;
  2. Debater e deliberar a contraproposta da CEREJ, com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2026/2027. 

Florianópolis, 25 de maio de 2026

Diretoria Executiva do Sinergia

Fim da escala 6×1: trabalhadores lotam a Alesc por redução da jornada sem retirada de direitos

Nesta quinta-feira (21/5), o Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), lotou de trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias. Todos estiveram reunidos em Florianópolis para dizer basta à escala 6×1 e mostrar aos deputados federais catarinenses que queremos a redução da jornada e uma escala de trabalho mais humana.

Os trabalhadores catarinenses demonstraram unidade e cobraram dos parlamentares que debatem o fim da escala 6×1 que essa conquista precisa acontecer agora. “Nós não aceitaremos transição. Estamos há 40 anos em transição sem uma conquista real para a classe trabalhadora e não queremos perder nenhum direito. A classe trabalhadora deste país não aguenta mais perder direitos!”, destacou Vanessa Brasil, líder do Movimento Vida Além do Trabalho em Santa Catarina (VAT).

Para a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, essa pauta é urgente e necessária, principalmente para as mulheres trabalhadoras, que são as mais precarizadas, em especial as mulheres negras. Anna Julia também ressaltou que não se aceita transição para a redução da jornada. “Nós queremos a redução da jornada sem redução salarial e sem nenhum direito a menos. E queremos a redução de imediato, porque a reforma trabalhista que retirou tantos direitos foi aplicada de imediato”, afirmou.

A atividade foi proposta pelo deputado estadual Marquito (PSOL) e contou com a presença do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados, Léo Prates (Republicanos-BA), e do presidente da Comissão Especial que analisa a PEC, deputado federal Alencar Santana (PT-SP). Também participaram os deputados federais Ana Paula Lima e Pedro Uczai, ambos do PT, os dois únicos parlamentares catarinenses que não assinaram a proposta de emenda que prevê a redução da jornada apenas daqui a 10 anos.

O Sinergia apoia o fim da escala 6×1 e das 44h semanais, embora a mudança não atinja a maior parte da categoria eletricitária. A solidariedade de classe significa lutar para garantir uma vida melhor para milhões de trabalhadoras e trabalhadores que ainda não tem a oportunidade de  dois dias de descanso e, consequentemente, uma vida com mais qualidade.

Projeto “Hassis 100 Anos” será lançado no dia 8 de maio em Florianópolis

Em homenagem ao centenário do nascimento do artista Hassis (1926-2001), um dos maiores nomes das artes visuais de Santa Catarina, uma extensa programação será realizada durante o ano de 2026. O lançamento do projeto “Hassis 100 Anos” será na sexta-feira, 8 de maio, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis. A entrada é gratuita e o link para retirada de ingressos está disponível na bio do perfil @fundacaohassis.

A programação da noite começa com a participação de Leilah Corrêa Vieira e Luciana Paulo Corrêa, filhas de Hassis. Elas sobem ao palco do teatro para apresentar como será o projeto e falar sobre a importância de manter vivo o legado do pai.

“Além de marcar uma data, o projeto reafirma o valor cultural, histórico e artístico e fortalece o compromisso da Fundação Hassis com a preservação, difusão e valorização do legado do nosso pai. Cada ação com o acervo, da conservação à digitalização, garante que a obra dele siga acessível e preservada. E celebrar o centenário do seu nascimento é reafirmar a força de sua presença na cultura catarinense e o quanto ele continua inspirando”, destacam Leilah e Luciana.

Na sequência, será apresentado o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, com a Companhia de Dança da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Através do corpo em movimento, a apresentação que propõe uma imersão coreográfica no universo poético, político e visual do artista, percorre as marcas que Hassis deixou na cultura local, desde suas observações sensíveis do cotidiano até criações de forte impacto político, como o mural “Humanidades”, que está localizado na UFSC.

De acordo com o Leilah, o espetáculo mergulha nas paisagens visuais e simbólicas, do folclore ilhéu ao mural, deixadas pelo artista. “Os corpos dançantes atravessam mares de história, política e memória inspirados em quem transformou a paisagem catarinense em cor, denúncia e poesia. No palco são desenhadas rotas que transitam entre o real e o simbólico, criando um encontro sensível entre dança e a arte visual”, compartilha.

Os ingressos para o evento do dia 8 de maio, no TAC, que fica na Rua Marechal Guilherme, 26, no Centro de Florianópolis, são limitados e estão disponíveis na bio do perfil @fundacaohassis.

Hassis 100 Anos
A programação do centenário de Hassis tem início com a exposição “Hassis em Revista”, que abre no dia 20 de maio no Hall da Reitoria da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A mostra, que vai reunir a emblemática série Revistas (1966), apresentada publicamente apenas uma vez durante a vida do artista, tem curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca.

Além desta, outras seis exposições integram o calendário comemorativo do centenário. Em julho, o Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa recebe “Entre o Instante e a Eternidade”, com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, já o Instituto Collaço Paulo abre “Diários Afetivos”, com curadoria de Alice Bononi e a Fundação Hassis apresenta “Hassis Brincante”, com curadoria de Monique Fonseca.

Em agosto, a Helena Fretta Galeria de Arte apresenta “Hassis 100 Anos — Sala Expositiva”. No mês de outubro, a Fundação Cultural Badesc inaugura “Antes que Amanheça”, com curadoria de Denilson Antonio, Marcello Carpes e Victoria Beatriz. Encerrando o projeto, o Museu Victor Meirelles abre em novembro a mostra “Hassis: Do Circo à Celebração Centenária”, com curadoria de Meg Tomio Roussenq e Anna Moraes.

Homenagens
Os 100 anos de nascimento do artista começaram a ser celebrados ainda em 2025. A primeira homenagem foi promovida pela Escola de Samba Embaixada Copa Lord. Em fevereiro foi apresentado na Passarela Nego Quirido, em Florianópolis, o enredo “Ontemanhã – O Tempo nos Traços de Hassis”.

No mesmo ano, em julho, o artista Rodrigo Rizo pintou o mural “Arquibancada” na empena lateral do Hotel Valerim, no Centro de Florianópolis. Já em dezembro, a Companhia de Dança da UFSC apresentou o espetáculo de dança “Hassis – Ainda há tempo…”, no Auditório Garapuvu, que fica no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis.

O projeto “Hassis 100 Anos” conta com o apoio de Orsitec – Assessoria Contábil e Empresarial, Alínea Urbanismo, dot Digital Group, Proarte Unicred e Placon Empreendimentos Imobiliários.

Sobre a Fundação Hassis
A Fundação Hassis é uma instituição cultural sem fins lucrativos, criada em julho de 2001, com a finalidade de salvaguardar, preservar, conservar e divulgar a obra de H. Assis Corrêa (Hassis), um dos mais relevantes artistas visuais de Santa Catarina. A instituição está sediada na residência onde o artista viveu e desenvolveu sua produção artística no período de 1959 a 2000, na Rua Luiz da Costa Freysleben, 87, Itaguaçu, em Florianópolis/SC. Após seu falecimento, ocorrido no ano 2001, a Fundação foi instituída por iniciativa de sua esposa e filhas, com o propósito de assegurar a preservação e difusão de seu acervo artístico e documental. A manutenção da casa-ateliê como sede institucional garante a integridade histórica do espaço de criação do artista, conferindo à Fundação caráter museológico e memorial, além de consolidá-la como centro de referência para pesquisa, formação cultural e realização de atividades artísticas e educativas.

Ao completar 25 anos em 2026, a Fundação conta com uma equipe gestora formada apenas por mulheres: Luciana Paulo Corrêa, gestora executiva, Leilah Corrêa Vieira, gestora de relações institucionais, Monique Fonseca, gestão artística e curadoria, Elizabeth Valiati, gestão administrativa, Júlia Corrêa Vieira, gestão de editais, e Anaís Corrêa de Moura, gestão de mídias sociais.

Escala 6×1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB

Estudo analisa casos da França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia

Um artigo publicado na revista científica alemã Instituto de Economia do Trabalho (IZA) não identificou queda do Produto Interno Bruto (PIB) após redução da jornada de trabalho adotada em cinco países europeus entre 1995 e 2007.

O nível do emprego na França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia também não foi significativamente afetado pelas reformas, segundo os pesquisadores Cyprien Batut, Andrea Garnero e Alessandro Tondini.

levantamento da IZA, instituição mantida pela Fundação Deutsche Post, também identificou efeitos positivos, “mas insignificantes”, sobre os salários por hora e o valor adicionado por hora trabalhada. Esses cinco países tiveram ainda um crescimento “relativamente robusto” do PIB no período.

“É, portanto, possível que, mesmo em um cenário clássico de oferta e procura, a redução do tempo de trabalho e o aumento do custo do trabalho por hora trabalhada tenham sido rapidamente absorvidos”, conclui o documento.

Os resultados diferem de pesquisas que vem sendo divulgadas no Brasil no contexto da discussão do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), com algumas projeções apontando para redução do PIB e do emprego, e outras indicando aumento de contratações devido à redução das horas trabalhadas.

“Entre 1995 e 2007, os países europeus experimentaram um crescimento relativamente forte. A redução do horário de trabalho padrão e o aumento do custo da mão de obra por hora trabalhada foram rapidamente absorvidos, sem efeitos consideráveis ​​sobre o emprego”, diz a publicação de setembro de 2022.

Ao todo, a pesquisa analisou 32 setores da economia, a partir de bancos de dados de instituições europeias, com corte em 2007 para evitar distorções causadas pela crise financeira de 2008. Também foram excluídos setores como agricultura, educação, saúde, assistência social, artes e entretenimento “porque geralmente [esses setores] apresentam uma alta proporção de trabalhadores autônomos ou de trabalhadores do setor público”.

“Partilha do trabalho”

O estudo destaca que o resultado não valida a teoria da “partilha do trabalho”, usada por algumas analistas para projetar aumento do emprego com redução da jornada.

A tese parte do pressuposto de que os empresários tenderiam a contratar mais para repor as horas reduzidas com a reforma.  

“Não há indícios de que a redução do horário de trabalho padrão leve a uma redistribuição do trabalho e a um aumento do emprego total”, comentaram os especialistas.

Por outro lado, a pesquisa também não confirma outra premissa – usada, em especial, em estudos de entidades patronais – de que o aumento do custo do trabalho, por meio da redução da jornada sem redução salarial, tenderia à perda de postos de trabalho.

“Nossos resultados também não apoiam a visão de que reformas na jornada de trabalho padrão, que não implicam também em redução dos salários mensais/semanais, têm um efeito negativo significativo sobre o emprego, como sugeriria um modelo clássico de demanda e oferta de trabalho”, concluíram.

Os estudiosos afirmam que esses resultados sugerem que a redução da jornada, sem alteração nos salários, funciona de forma “muito semelhante” ao aumento do salário mínimo.

Bem-estar do trabalhador

Os pesquisadores descartam que, apesar do estudo focar no nível de emprego após as reformas, é preciso ainda levar em consideração o bem-estar e produtividade dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho.

“Se as reformas do tempo de trabalho não prejudicarem os trabalhadores, seja em termos de salários ou de emprego, ao mesmo tempo que liberam mais tempo de lazer, pode-se argumentar que uma semana ou jornada de trabalho mais curta leva a um aumento do bem-estar”, concluem os estudiosos.

Por outro lado, destaca-se que os retornos “decrescentes” para empresas das jornadas mais longas, indica que uma semana de trabalho mais curta também “poderá beneficiar as empresas em termos de maior produtividade e maior capacidade de atrair e reter trabalhadores”.

Matéria: Escrito por: Lucas Pordeus León – Agência Brasil