Monthly Archives: junho 2026

Trabalhadores da SETUP, empresa terceirizada da Celesc, entram em greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da SETUP, empresa terceirizada da Celesc e responsável por serviços de construção, manutenção e operação de redes elétricas na Grande Florianópolis, iniciaram nesta segunda-feira (15/6) uma greve por tempo indeterminado. A mobilização reduzirá o atendimento na Grande Florianópolis, visto que parte dos serviços da estatal é realizada pela empresa terceirizada. A greve conta com o apoio do Sinergia e denuncia uma realidade de precarização que há anos afeta os trabalhadores terceirizados do setor elétrico.

Entre as principais reivindicações estão a implementação do piso regional dos eletricitários, a negociação coletiva de trabalho com um sindicato que represente de fato os eletricitários, o cumprimento das normas de segurança do trabalho, a garantia de direitos previstos na legislação trabalhista e o fim das práticas de gestão baseadas em metas e cobranças que colocam em risco a vida dos trabalhadores.

Os relatos recebidos pelo Sinergia revelam uma situação preocupante. Além dos baixos salários, a empresa estaria submetendo os eletricistas a uma forte pressão por produtividade, mesmo em uma atividade de alto risco. Atualmente, a SETUP paga R$ 1.977,73 aos eletricistas, valor muito abaixo do piso regional da categoria, fixado em R$ 2.899. Soma-se a isso a ausência de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) há cerca de dois anos e a falta de técnico de segurança do trabalho nos últimos meses.

A SETUP mantém contrato milionário com a Celesc para a execução desses serviços. Em março deste ano, foi firmado um contrato de aproximadamente R$ 21,3 milhões com vigência de 36 meses. Diante desse cenário, o Sinergia protocolou ofício junto à Celesc cobrando providências imediatas, uma vez que a contratante também possui responsabilidade sobre as condições em que os serviços são executados.

A greve expõe um problema estrutural da terceirização no setor elétrico: trabalhadores que realizam atividades essenciais e perigosas recebem salários menores, possuem menos proteção e enfrentam condições de trabalho mais precárias do que aquelas garantidas aos empregados diretos. Trata-se de uma lógica que reduz custos às custas da segurança, da saúde e da valorização profissional.

É inadmissível que trabalhadores responsáveis por uma atividade essencial para a população catarinense atuem em condições marcadas por baixos salários, insegurança e desrespeito aos seus direitos. O Sinergia seguirá acompanhando a mobilização e prestando todo o apoio necessário aos trabalhadores até que suas reivindicações sejam atendidas.

Sinergia participa de Seminário Nacional o desenvolvimento do setor elétrico

 O Sinergia está presente no Seminário de Energia para debater o papel estratégico do setor elétrico no desenvolvimento do Brasil.

Representam o sindicato na atividade os diretores Lucas, Caroline, Tiago, Cecy e Cleber, que participam dos debates e reflexões sobre os desafios e perspectivas para o futuro da energia no país. O Sinergia e a Fesul tem papel importante na articulação do evento, com a organização realizada através da Secretaria de Energia da CNU, ocupada por Tiago Vergara, e pela presidenta da Fesul, Cecy Marimon, ambos da direção do Sinergia.

Durante o evento o diretor do Sinergia e representando a Intercel, Cleber Borges da Silva, participou da mesa que debateu a privatização do setor elétrico, com foco na Celesc. No debate, ficou evidente que as políticas adotadas em processos de privatização de empresas do setor elétrico são semelhantes às que vêm sendo aplicadas na Celesc: ampliação da distribuição de dividendos, redução do quadro de trabalhadores próprios, aumento da terceirização e venda de imóveis e outros ativos da empresa.

Por isso o Sinergia alerta a categoria, especialmente em um ano eleitoral. Embora existam discursos e promessas de que não haverá privatização, as medidas implementadas na prática apontam em sentido contrário, acendendo um alerta para os trabalhadores e trabalhadoras e para a sociedade catarinense sobre o futuro da empresa pública.

Promovido pela Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), em parceria com entidades do setor, o seminário acontece nos dias 10 e 11 de junho, em São Paulo, reunindo dirigentes sindicais, especialistas e trabalhadores para discutir temas fundamentais para a soberania energética, a defesa das empresas públicas, a transição justa e a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico.

O Sinergia segue presente nos espaços de debate e construção coletiva, fortalecendo a luta por um setor elétrico público, eficiente e comprometido com os interesses da população brasileira.

5 DE JUNHO – Dia Mundial do Meio Ambiente

Artigo: Tiago Vergara – Secretário do Meio Ambiente do Sinergia


Em 2025, a crise climática afetou mais de 110 milhões de pessoas ao redor do planeta, segundo dados do EM-DAT/CRED. Foram enchentes, secas, tempestades, ondas de calor, incêndios e outros eventos extremos que provocaram mortes, deslocamentos, perdas materiais e insegurança para milhões de famílias.

O relatório da ONU sobre pobreza multidimensional mostra que essa crise atinge de forma mais severa as 887 milhões de pessoas em situação de pobreza, que vivem expostas a pelo menos um risco climático, como calor extremo, seca, enchentes ou poluição do ar.

No Brasil, os impactos também foram extremos. Segundo o CEMADEN, os desastres climáticos afetaram diretamente 336.656 pessoas em 2025, com destaque para inundações, enxurradas, alagamentos, deslizamentos, secas e eventos extremos de temperatura.

Para este ano de 2026, a probabilidade do surgimento do fenômeno El Niño entre maio e julho de 2026 era de 82% e continua entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027 com chance de 96%, conforme estudos publicados na National Weather Service do National Oceanic and Atmospheric Administration (EUA).

A crise climática, portanto, é uma crise social, já que quem vive em moradias precárias, sem saneamento, energia elétrica, sem infraestrutura e com menos acesso a serviços públicos é quem mais sofre. Enfrentar a emergência climática exige justiça social, proteção dos territórios e políticas públicas capazes de defender vidas.

Por isso, áreas estratégicas da economia, como saneamento básico e energia elétrica por exemplo, não podem ser tratadas como mercadorias, mas devem estar sob o controle estatal, sendo prestados como serviços públicos de qualidade para que possamos proteger as populações e dar conta dos desastres causados pela crise climática cada vez mais intensa.

Solidariedade aos grevistas de São José

Depois de 13 dias de uma greve de resistência em defesa dos serviços públicos e do atendimento de qualidade à população de São José, os servidores e servidoras municipais enfrentaram mais um duro ataque do prefeito Orvino. Além de se recusar a negociar com a categoria, o prefeito determinou o desconto integral dos dias parados, sem sequer garantir o direito à reposição.

A medida é uma tentativa de punir e intimidar trabalhadores e trabalhadoras que tiveram a coragem de se organizar e lutar por melhores condições de trabalho e por serviços públicos de qualidade para toda a população.

Diante dessa injustiça, a solidariedade de classe se torna ainda mais necessária. Quando um trabalhador é atacado por lutar, toda a classe trabalhadora é chamada a se posicionar.

Por isso, apoiamos a vaquinha organizada pelo Sintram @sintram_saojose e convidamos sindicatos, movimentos sociais, entidades e toda a população a contribuírem com o que puderem. Cada doação é um gesto concreto de apoio a quem decidiu enfrentar o autoritarismo e defender direitos coletivos.

Vamos mostrar que a união da classe trabalhadora é maior do que qualquer perseguição.

💰 Faça sua contribuição: PIX (CNPJ): 80.673.262/0001-56