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Planos de saúde e previdência complementar sob ataque dos entreguistas

Não é segredo para ninguém que a intenção da gestão privada da Eletrobras é entregar a administração dos planos de saúde de autogestão bem como os planos de benefícios dos fundos de pensão dos trabalhadores para o mercado financeiro. Este processo certamente pode causar muitos prejuízos aos beneficiários, tanto das Fundações quanto dos planos de saúde. Prejuízos financeiros diretos e prejuízos de representação na gestão dos planos. O Coletivo Nacional dos Eletricitários e a Intersul estão atentos a este movimento dos gestores da Eletrobras privatizada e buscando pautar estes temas. Além de atuar dentro das esferas judiciais cabíveis e no âmbito das negociações possíveis com a Eletrobras, as entidades sindicais têm buscado ser parceiras da Anapar, a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Saúde de Autogestão, no sentido de cooperarem para defenderem os interesses dos trabalhadores, ativos ou aposentados. A Anapar foi criada em 2001 por participantes de entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), também conhecidas como fundos de pensão. Em 2019, foi incorporada a defesa dos beneficiários de planos de saúde de autogestão. A Anapar e os sindicatos, portanto, são entidades parceiras na defesa dos interesses e dos direitos conquistados pelos participantes de fundos de pensão e pelos beneficiários de planos de saúde de autogestão ao longo destas duas décadas, organizando e unificando as lutas destes trabalhadores.


A atuação da Anapar é definida pelos seguintes pilares: Representatividade – indica representantes dos participantes e assistidos para o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e para a Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC); Conhecimento técnico – Realiza assessoramento técnico e jurídico para demais entidades de representação de participantes de fundos de pensão e de beneficiários de planos de saúde de autogestão; Formação – Promove seminários e cursos de formação sobre o sistema previdenciário e de saúde suplementar, dando base para certificação de dirigentes de fundos de pensão, conforme exigência legal.


Além do site www.anapar.com.br e do e-mail anapar@ anapar.com.br, a associação mantém canais de comunicação no LinkedIn (@anaparbrasil), Facebook (@anaparbrasil), Twitter (@anaparbrasil), Instagram (@anaparbrasil), Telegram (canal AnaparComunica), Youtube (/anapar) e Whatsapp (61) 98570-8559. Para se associar, basta acessar o endereço https://www.anapar.com.br/sistema/associe.php. A anuidade de R$ 60,00 pode ser paga por boleto, cartão de crédito ou Pix (saiba mais em https://www.anapar.com.br/pague-sua-anuidade/). O que você faz com R$ 5,00 por mês? Fortalece a luta dos participantes e assistidos de fundos

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1568 de 09 de fevereiro de 2023

CNE leva campanha #REESTATIZAELETROBRAS à posse dos deputados em Brasília

Representantes do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) e da Intersul seguem em Brasília por mais uma semana na campanha pela reestatização da Eletrobras. No dia 31 de janeiro, eles marcaram presença no encontro do presidente Lula (PT) com movimentos populares. Também fizeram uma panfletagem na porta do Ministério de Minas e Energia, questionando a indicação de Bruno Eustáquio, bolsonarista e um dos operadores da privatização da Eletrobras, a um cargo no governo. Eles também cobraram uma audiência com o ministro da área. Já no dia primeiro de fevereiro, os companheiros e as companheiras em Brasília se voltaram para a posse dos novos deputados e deputadas federais na Câmara. Eles levaram faixas, cartazes e dialogaram com os novos representantes do povo sobre os riscos que a população brasileira corre com a nova administração da Eletrobras e sobre como ocorreu todo o processo de privatização nos últimos anos da gestão anterior do governo federal.


De acordo com Tiago Vergara, representante da Intersul/Sinergia em Brasília, a recepção dos deputados com quem conversaram foi muito positiva: “muitos deputados não tinham conhecimento de como se deu o processo de privatização da Eletrobras. Conseguimos algumas agendas com estes novos parlamentares para levarmos a eles as denúncias de irregularidades que temos em mãos até o momento”.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1568 de 09 de fevereiro de 2023

Nova diretoria do STIEEL é empossada em Lages

Foi realizada na sede da ABELECESC em Lages, na última sexta feira, dia 27, a posse da nova Diretoria do STIEEL (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Lages), Sindicato integrante da Intercel. A área de atuação do STIEEL abrange pelo menos 150 municípios das regiões do Planalto, Meio Oeste e Extremo Oeste de Santa Catarina. As eleições ocorreram nos dias 8 e 9 de dezembro de 2022 e a chapa, agora empossada, foi eleita com mais de 80% de aprovação da categoria. O mandato inicia em 01 de fevereiro de 2023 e finda em 31 de janeiro de 2027, com 16 representantes de base e 14 diretores (sendo 7 titulares e 7 suplentes), distribuídos em toda a base do STIEEL.


A Diretoria empossada é composta de dirigentes da Celesc, CGT Eletrosul e Engie, com representantes da gestão passada e também novos integrantes, objetivando a preservação da história e do conhecimento integrado com a renovação de ideias e forças para a luta coletiva.


Na cerimônia participaram dirigentes eleitos e suas famílias, bem como companheiros e companheiras de luta da Intercel e autoridades políticas e sociais, como representantes dos Deputados Estaduais eleitos Neodi Saretta (PT), Fabiano da Luz (PT) e Marcius Machado (PL) – representados no ato por Leandro Durigon, Fernando Henrique e Carlos Wolff, respectivamente. Angelo Angelin também participou representando a Administradora do NUPLA, Vanessa Salvati. Por fim, também compuseram a mesa de autoridades Paulo Horn – representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes – Diretor Administrativo-Financeiro da Celos e Jair Maurino Fonseca, representando a Intercel.


Em um momento de muita emoção, foram entregues placas de agradecimento a companheiros que fizeram história na Diretoria do STIEEL: Paulo Xavier, Paulo Rufatto, Iria Spickler, Clóvis Puton, Amilca Colombo, Valmir Westarp, Luiz Cláudio e Adriana Guadagnin da Silva. A amigos, foram entregues as placas dos companheiros Juraci Luiz Bolognest (in memoriam) e Rosângela Bido Tasca (in memoriam), para que sejam levadas às famílias. Também foi homenageado o companheiro Ary Gomes Carneiro (in memoriam). Felicitamos e desejamos sucesso e muita energia aos companheiros!

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1567 de 02 de fevereiro de 2023

Não custa lembrar: Governador Jorginho Mello assinou compromisso com a manutenção da Celesc pública

O governador Jorginho Mello (PL) indicou o nome de Tarcísio Estefano Rosa como presidente da Celesc. De acordo
com jornalistas locais, o objetivo do governo com esta indicação seria preparar a privatização da companhia. Rosa teria atuado pela privatização da Eletrobrás Distribuição Amazonas, tendo sido, conforme o jornalista Marcelo Lula, do portal SC em Pauta, “garoto propaganda da venda da empresa”.

A categoria aguarda de Jorginho e de Tarcísio uma manifestação contundente negando que a indicação tenha como objetivo preparar a privatização da empresa. Mais do que isso: que se manifestem reiterando o compromisso assumido por Jorginho em campanha, de que a Celesc continuará sendo uma empresa pública, patrimônio dos catarinenses, e que suas ações sejam neste sentido.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1567 de 02 de fevereiro de 2023

Não é por falta de adeus

Na última sexta-feira, 20 de janeiro, foi encerrado mais um ciclo na Celesc. Um ciclo que não deixará saudade para grande parte dos empregados. Um ciclo que ficou marcado pelos confrontos e ataques a direitos dos trabalhadores durante as negociações dos últimos Acordos Coletivos de Trabalho, por tentativas frustradas de dividir a categoria e a barganha política (alguém se esqueceu da promessa de Plano de Saúde mais barato em troca da facilitação da privatização da companhia?), pelos ataques à representação dos trabalhadores no Conselho de Administração e pelo ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’ (proibição do home office para a categoria, mas permissão do home office para quem tinha a caneta na mão).


O agora ex-presidente Cleicio entra para a história da Celesc como o Presidente que ‘sumiu’ nos últimos meses de sua gestão. Como o presidente que parecia ter medo de receber em seu gabinete prefeitos, vereadores, deputados. Como o presidente que não ia para os meios de comunicação apresentar os bons números da Celesc e defender a empresa nos momentos de acusações mais graves. Também será lembrado por não receber os sindicatos da Intercel – representantes legítimos da categoria – e por fugir do debate em dias de atos dos trabalhadores por direitos.


Cleicio não agiu sozinho, é preciso destacar. Teve, durante boa parte de sua atuação, apoio de empregados de carreira que, em busca de promoção e vantagens pessoais, não se importaram em dar sustentação aos ataques do Presidente contra os trabalhadores e suas representações. Agarrados em Cleicio e ao status de uma nomeação, esqueceram-se de que são trabalhadores e, agora, nas horas finais dessa administração, serão sempre lembrados como traidores dos celesquianos. Em um último ato desesperado para tentar se perpetuar na Presidência, Cleicio conseguiu se aliar ao representante do acionista minoritário, Lírio Parisotto, e dos demais Conselheiros de Administração representantes do governo Carlos Moisés, buscando instaurar um caos administrativo na Celesc, impedindo a nomeação de um novo presidente, atentando contra a recomposição do Conselho de Administração e dando força à pressão política de Parisotto pela privatização da Celesc.


O ex-governador Carlos Moisés (Republicanos) é responsável direto pela administração baseada na violência contra a categoria: começou indicando para a presidência da Celesc uma figura que, segundo ele mesmo afirmou, foi fruto de uma “iluminação divina”, mas que claramente não compreendia (e ainda não compreende) o tamanho da Celesc. Na presidência, Cleicio reproduziu a arrogância de Moisés, que nunca se comprometeu publicamente com a manutenção da Celesc Pública, tendo se recusado a participar do 11° Congresso dos Empregados da Celesc, em Joinville, em maio passado – não custa lembrar que o atual governador, Jorginho Mello (PL), então Senador da República, não somente aceitou o convite, como fez uma fala se comprometendo a manter a Celesc Pública, no evento.


Uma nova diretoria e novos Conselheiros estão assumindo o comando da Celesc, maior estatal de Santa Catarina, uma das concessionárias com melhores índices de satisfação do consumidor e com números e indicadores muito positivos, fruto de muito trabalho e dedicação de trabalhadoras e trabalhadores. É a chance dos novos indicados escreverem uma história de respeito à categoria e aos direitos dos trabalhadores. Uma história de diálogo e ações concretas em defesa da manutenção da Celesc Pública. Que esses compromissos sejam levados a sério, para que, no futuro, as memórias e recordações de trabalhadores e consumidores sejam mais positivas que aqueles que acabam de sair.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1566 de 26 de janeiro de 2023

Diretorias de Sintevi e Sinergia estão com processos eleitorais abertos

Eletricitárias e eletricitários do Vale do Itajaí e da região da Grande Florianópolis terão um compromisso com o voto para a representação sindical nos próximos meses.


As eleições para a Diretoria e Conselho Fiscal do Sinergia acontecerão no dia 15 de fevereiro, uma quarta-feira, com urnas fixas e volantes nos locais de trabalho (as urnas visitarão trabalhadores e trabalhadoras na Cerej, Celesc, CGT Eletrosul e Engie). Já no Sintevi, as eleições para Diretoria, Conselho Fiscal e Representante acontecerão no dia 22 de março, também quarta-feira, conforme Edital de Convocação divulgado na edição passada (1565) do jornal Linha Viva. É fundamental a participação da categoria, se candidatando, se envolvendo nas campanhas e votando nas chapas inscritas, dando legitimidade ao pleito eleitoral e à representação da categoria junto à direção das empresas.


No STIEEL, sindicato que representa a categoria da região de Lages até o extremo oeste catarinense, o pleito eleitoral aconteceu em dezembro, com a reeleição da chapa que administrou o sindicato nos últimos três anos. A posse da chapa eleita acontecerá amanhã, dia 27, às 19h, na sede da ABCELESC, em Lages. Sindicato forte e com alta representatividade é sinônimo de trabalhador e trabalhadora protegidos.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1566 de 26 de janeiro de 2023

Eletricitários se reúnem com ministro Jorge Messias na AGU

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), dentro da estratégia de luta pela reestatização da Eletrobras, tem cumprido etapas para o avanço do processo. Já no início do governo Lula (PT) têm sido criadas agendas no intuito de priorizar a pauta da reestatização. Dentro destas agendas, o CNE já foi recebido pela Secretaria Geral da Presidência da República e, no dia 19 de janeiro, outra agenda extremamente estratégica na Advocacia Geral da União (AGU), com o Ministro Jorge Messias.


Ao Ministro da AGU foi apresentado um repertório de irregularidades do processo de privatização da Eletrobras. Também foram duscutidos todos os aspectos onde a União está sendo lesada enquanto acionista da Eletrobras privatizada. Por outro lado, foram apresentadas pelo CNE propostas alternativas a um caminho de volta para reestatização, para devolver a Eletrobras ao povo brasileiro.


O Ministro Jorge Messias foi muito sensível aos argumentos, informou que a AGU já vem tratando do caso Eletrobras e se comprometeu a analisar toda a documentação e chamar uma nova reunião. Os dirigentes do CNE saíram otimistas com os encaminhamentos definidos para seguir firme na luta com muitas novas agendas a cumprir e um calendário de mobilização dos eletricitários e da sociedade em defesa da Eletrobrás pública.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1566 de 25 de janeiro de 2023

Após polêmicas, mudança de gestão na Celesc parece indicar para final menos traumático

A edição 1564 do Linha Viva trouxe como um dos destaques as polêmicas na mídia em que o nome da Celesc esteve envolto nos últimos meses. O fechamento daquela edição do jornal ocorreu antes do surgimento de mais uma polêmica nos jornais: o Conselho de Administração indicado pelo ex-governador Carlos Moisés rejeitaria o nome do diretor-presidente interino (Vitor Lopes Guimarães), indicado pelo governador Jorginho Mello. Ato contínuo, após rejeitar o nome de Vitor, que é engenheiro de carreira da casa e foi eleito Diretor Comercial pelos trabalhadores, os Conselheiros que representam o governo do estado renunciaram aos seus mandatos – sem que ninguém compreendesse ao certo a explicação para, num mesmo dia, negarem o nome de Vitor e, no mesmo dia, renunciarem aos seus mandatos no Conselho. O Boletim 25 do Conselheiro Paulo Horn, enviado para a categoria na quinta-feira da semana passada, traz em detalhes o relato sobre este caso.


Nesta sexta-feira, 20 de janeiro, está agendada nova reunião do Conselho de Administração da empresa. A categoria espera com expectativa os nomes indicados pelo governo do estado – acionista majoritário – para compor o CA da Celesc. Do mesmo modo, há grande expectativa pelos nomes que irão compor a nova diretoria e os sinais que indicarão se Jorginho pretende mesmo manter a Celesc Pública – honrando com sua palavra ou se agirá em sentido contrário. Não custa lembrar que o indicado por Jorginho para a presidência da Casan, Laudelino Bastos, registrou de forma explícita que “a Casan seguirá como empresa pública”. É este mesmo anúncio que os empregados da Celesc esperam do novo presidente e da nova diretoria a ser indicada pelo governador.


E os Grupos de Trabalho?


Os Grupos de Trabalho da Isonomia (anuênio e gratificação
e férias para os novos empregados) e da Revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS) seguem se reunindo. Sindicatos da Intercel e representantes da direção da Celesc – ainda que esteja passando por esse momento turbulento – tiveram uma reunião na quarta-feira da semana passada e outras duas reuniões na quarta-feira dessa semana (ontem). Apesar dos avanços terem sido pequenos até o momento, é positivo o fato dos debates continuarem a ocorrer mesmo em meio a esse momento conturbado. A expectativa da categoria é que a nova direção da companhia coloque em prática os resultados dos Grupos de Trabalho e faça justiça com os empregados – que vem sofrendo com a falta de isonomia e sem a revisão do PCS por vários anos.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1565 de 19 de janeiro de 2023

Efeito Orloff: com GRUPO 3G no comando, rombo bilionário das Lojas Americanas pode se repetir na Eletrobras

Um grupo de empresários que representa o que há de mais retrógrado na economia mundial fez lobby e conduziu a operação que tomou de assalto a Eletrobras. Estamos falando da 3G Radar de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. A 3G Radar está agora envolvida em mais um escândalo: é a principal acionista das Lojas Americanas, uma das mais tradicionais empresas de varejo e e-commerce da América Latina.


O carioca Sérgio Rial, de 62 anos, ficou apenas dez dias na função de CEO das Americanas. Nesta semana, ele denunciou um rombo de R$ 20 bilhões e “inconsistências contábeis” no balanço financeiro da empresa, que teria acontecido nos exercícios anteriores a 2022. Ao que parece, a denúncia de R$ 20 bilhões é só a ponta do iceberg. Já aparecem valores de endividamento assumido (antes omitido) de R$ 40 bilhões. E essa conta pode ser muito maior e levar a tradicional Lojas Americanas à falência.


Isso ligou o alerta em todas as empresas em que o grupo 3G Radar usa a estratégia de iminência parda (‘éminence grise’), um poderoso assessor ou conselheiro que atua “nos bastidores” ou na qualidade não pública ou não oficial manipulando testas de ferro. Pois foi justamente Lemann e sua turma do 3G que operaram a Privatização da Eletrobras, colocaram Wilson Pinto como testa de ferro e chamaram a operação de Corporation, mas quem dá as cartas na Eletrobras hoje é justamente o grupo 3G. Não custa lembrar que foi o grupo 3G de Lemann que colocou Elvira Presta como diretora financeira da Eletrobras, ainda no governo Temer. já com o intuito de preparar a privatização da Eletrobras. Na Eletrobras já se aplica o falido método 3G de gestão, difundido por Vicente Falconi, o tal Orçamento Base Zero, uma fórmula perfeita de destruir empresas, cortando custos e desmontando a memória técnica e a capacidade de inovação. Parte do pacote que eles maquiam com nomes como ‘downsize’ e ‘turnaround’.


Nos dias de hoje, aliás, não só Elvira continua na diretoria da Eletrobras, como o próprio Falconi está no Conselho de Administração da empresa. Agora, porém, todos com seus devidos supersalários e bônus milionários. A história confirma que o grupo 3G gosta mesmo é de monopólio. Criou o monopólio da cerveja com a AmBev no Brasil, comprando a Antártica e a Brahma. E até hoje, quando as cervejas da AmBev perdem mercado, o que faz a AmBev? Compra cervejarias concorrentes. Nos últimos anos, o grupo 3G de Lemann adquiriu outras empresas, como as Americanas e a tradicional fabricante estadunidense de alimentos processados Kraft-Heinz. A 3G quebrou a Kraft-Heinz e as Lojas Americanas estão indo para o mesmo caminho. Esse também será o destino da Eletrobras?


O caso das Americanas é ainda mais parecido ao da Eletrobras, uma vez que as duas companhias são também clientes da mesma empresa de auditoria externa, a Price Waterhouse Cooper (PwC). A mesma Auditoria que não viu os rombos bilionários das Americanas, chancelou os balanços de Furnas e da Eletrobras depois de uma operação extremamente suspeita de aquisição e aumento de capital da falida Usina de Santo Antônio. Tudo feito às pressas, com direito a republicação de balanço no Brasil e em Nova York. Absolutamente, um vale tudo para viabilizar a Privatização da Eletrobras! Para a Intersul, a PwC, definitivamente, não é confiável. E o grupo 3G de Lemann é um sanguessuga de empresas. Compram empresas maduras, com mercado consolidado, cortam custos até o osso, aumentam margens de lucro às custas da competitividade até que as empresas quebrem. Mas aí os donos da 3G já multiplicaram muitas vezes seu baixo investimento. Esses parasitas nunca criaram nada, além de crise e destruição.


Os rentistas da 3G conseguiram privatizar a Eletrobras com o argumento de que haveria mais investimentos. Passados mais de seis meses da privatização, não se viu investimento nenhum. Mas não faltou demissão em massa e aumentos absurdos de remuneração para os administradores, enquanto a empresa registra o primeiro prejuízo em muitos anos. Em 1987, uma criativa publicidade de vodca fez famosa a frase “eu sou você amanhã”, dela se originou a expressão “Efeito Orloff” (a marca da vodca da publicidade), para nomear o que poderia acontecer amanhã, no futuro, com determinado indicador. É preciso retirar a Eletrobras urgentemente das mãos desse capital parasita e devolvê-la aos brasileiros. Caso contrário, a Eletrobras será as Lojas Americanas de amanhã e a conta sobrará para todo o País.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1565 de 19 de janeiro de 2023

Presidente Lula critica farra de supersalários dos diretores e conselheiros da Eletrobras privatizada

Na última quinta-feira, dia 12, na posse da nova presidenta da Caixa Econômica Federal, a trabalhadora Rita Serrano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou sobre “badalado humor do mercado financeiro” quando o governo investe no Estado. Lula fez duras críticas ao episódio recente que já é de domínio público: a farra dos supersalários e bonificações de diretores e conselheiros na recém privatizada Eletrobras. Na posse de Rita, o presidente Lula disse que “a Eletrobras foi privatizada e aumentaram o salário deles. Parece que o salário foi para R$ 300 mil por mês e era R$ 60 mil”, sobre o presidente da empresa. “Mais grave ainda, fiquei sabendo agora: sabe quanto ganha um conselheiro da Eletrobras? R$ 200 mil por mês para participar de uma reunião. Isso não é gasto? Não é jogar dinheiro fora? Como vou botar ministros ou secretário executivo? Vão ganhar cinco vezes mais que presidente da República. Cadê a seriedade nisso? Cadê as pessoas que cobram seriedade?”


O presidente Lula tem razão. A Privatização da Eletrobras foi uma farra do boi. Empreendimentos amortizados, pagos pelo povo brasileiro tiveram [como condicionante da Privatização] as concessões renovadas por 30 anos, com o aumento da conta de luz. Tudo isso para bancar supersalários e bonificações, além dos dividendos de acionistas. A FIESP estima que no tempo das novas concessões, a privatização da Eletrobras vai onerar as famílias, a indústria, toda a cadeia da economia em R$ 500 bilhões no período de 30 anos. É como se a Eletrobras fizesse um novo bilionário todo mês. Isso com o aumento da minha, da sua, da nossa conta de luz. Aumento da conta de luz impacta na inflação. Aumento da inflação destrói a economia e já vimos no Brasil mais de uma vez que economia destruída derruba governo.


Por isso a equipe de transição falou de uma bomba de R$ 500 bi a ser desatada no setor elétrico. A desfaçatez do “Deus mercado” é tão escancarada que, nesta semana, o analista Sergio Oba, da Empiricus Research, publicou uma análise sobre a Eletrobras. O texto foi repercutido no site Money Times, que chama a empresa de “vaca leiteira de dividendos”. Essa coisa de sugar o último centavo é peculiar daqueles que participaram da privatização da Eletrobras. Conselheiros e diretores recebem supersalários e bônus aprovados por acionistas e compensam esses acionistas em uma parruda distribuição de dividendos. Só quem perde é o povo, que paga a conta.


Com receio da reestatização da Eletrobras desde a eleição presidencial de Lula, a turma que tomou conta da Eletrobras tem corrido contra o tempo para tentar tornar a operação de privatização irreversível. O presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Jr, teve a pachorra de dizer recentemente em entrevista no Jornal Valor que confia nas poison pills contra “arrobos estatizantes na Eletrobras”. O testa de ferro da maracutaia na Eletrobras se refere às cláusulas leoninas e draconianas da privatização. Está muito nítido que essa turma que tomou a Eletrobras não quer largar o osso, não quer abrir mão da mamata. Agora, mais do que nunca, fica claro ao presidente Lula e a todo o novo governo que a única forma de conter essa gente que quer deixar na Eletrobras um rombo como o do escândalo das Lojas Americanas é devolvendo a Eletrobras ao povo brasileiro. Cancelando as cláusulas leoninas, recuperando o poder de voto para, em seguida, retomar o controle, reestatizar a Eletrobras para que o Brasil volte a crescer de maneira sustentável e soberana. Já para essa turma bolsonarista que mama nas tetas da Eletrobras, só existe um destino: justiça e reparação.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1565 de 19 de janeiro de 2023