Nesta terça-feira, 7, uma comissão do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) participou de audiência com o Ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União. Cedraz é o relator do processo de desestatização da Eletrobras no TCU. O relatório do processo está pautado para ser analisado hoje, quarta-feira. O objetivo da visita do Coletivo, do qual faz parte o dirigente do Sinergia, Tiago Vergara, foi pedir ao ministro que a análise do processo seja transparente e que transcorra com muita atenção e cautela.
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Candidatas e candidatos devem se inscrever entre 18 e 22 de outubro
O Sinergia lançou no dia 06 de outubro o processo para eleição de representantes sindicais de base. Segundo Mário Jorge Maia, o Marinho, Coordenador do Sinergia, “o representante de base é o elo entre trabalhadores e sindicato, é um fiscal do cumprimento de direitos e condições de trabalho onde o empregado está”. Ele afirma, ainda, que “é a pessoa escolhida pelos colegas para desempenhar um papel fundamental na luta coletiva, o de representar o trabalhador junto ao sindicato e o sindicato junto ao trabalhador”. Caroline Camargo Borba, secretária da Comissão Eleitoral, explica que dirigentes sindicais estão percorrendo as bases nesta semana para divulgar o calendário eleitoral: “estamos convidando a categoria e divulgando que o período de inscrições acontecerá de 18 a 22 de outubro e podem concorrer eletricitárias e eletricitários lotados na Grande Florianópolis e que estejam sindicalizados ao Sinergia pelo menos desde o dia 20 de setembro de 2021”.
O processo de inscrição para concorrer é simples: a pessoa deve solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail sinergia@sinergia.org.br, preenchê-la, anexar uma foto de rosto e devolvê-la através do mesmo e-mail.
Também pode solicitar a ficha a um dirigente do Sinergia em seu local de trabalho ou
fazer a inscrição diretamente na sede do sindicato, no endereço Rua Lacerda Coutinho, 149, no centro de Florianópolis, das 9h às 16h, durante o período de inscrições.
A eleição acontecerá em 22 de novembro e a posse em 29 de novembro, para um mandato de dois anos.
Confira a quantidade de representantes de base em cada empresa:
Celesc: 18; CGT Eletrosul: 12; Engie: 1; São Sebastião: 1; Cerej: 7.
Fonte do texto: Jornal Linha Viva.
Imagem: divulgação
Enquanto países de todo o mundo buscam reestatizar empresas de energia, Brasil encaminha privatização da Eletrobras
A privatização recém aprovada da Eletrobras é apresentada como solução para os entraves relacionados à manutenção e expansão da oferta de energia elétrica no Brasil, que decorreriam de baixos investimentos e ineficiência na gestão estatal. Na verdade, a Lei 14.182/21, que determina a medida, representará significativo retrocesso para o desenvolvimento socioeconômico do país.
Como aponta estudo elaborado pelo Dieese, intitulado Privatização da Eletrobras: risco para a soberania energética do país, é possível vislumbrar que a subordinação desse setor estratégico à lógica do lucro, entre outras consequências, resultará na adoção de uma matriz enérgica mais suja e numa tarifa mais cara. Além disso, a privatização coloca o Brasil na contramão da experiência internacional, que aponta para a reestatização de serviços que foram privatizados e para a adoção de políticas voltadas à transição para uma matriz energética mais limpa.
Para se ter uma ideia do que está em jogo, a Eletrobras, maior empresa da América Latina no setor, é responsável pelo controle de cerca de 45% das linhas de transmissão do sistema elétrico nacional e por 30% da geração de eletricidade do país, sobretudo a partir de usinas hidrelétricas com grandes reservatórios.
Em praticamente todos os países em que se localizam os maiores parques geradores de hidroeletricidade, a participação do setor público é majoritária ou integral. Mesmo nos Estados Unidos, 75% da capacidade instalada são de propriedade do setor público, o que, no mínimo, sugere a importância desses ativos em termos de segurança e soberania.
Por outro lado, a afirmação de que a Eletrobras precisa de uma “capitalização”, para investir suficientemente, não resiste ao exame dos indicadores econômico-financeiros da empresa. Entre 2018 e 2020, por exemplo, o lucro líquido total acumulado pelo grupo foi de 31 bilhões de reais. Uma empresa que apresenta essas cifras tende a reunir condições de mobilizar recursos próprios e de terceiros para investir em expansão.
Se os investimentos nos últimos anos são considerados insuficientes, isso é resultado da reorientação política da gestão, visando à preparação da venda da empresa. Desde 2016, a Eletrobras vem sendo conduzida de acordo com ditames de rentabilidade e distribuição de dividendos, “com ênfase na redução dos custos de pessoal, como ocorre em diversas empresas privadas do setor elétrico”, como mostra outro estudo do Dieese (Privatização, desnacionalização e terceirização no setor elétrico brasileiro). O valor investido em 2020 foi de apenas 3,1 bilhões de reais, isto é, 19% do investimento em 2013. Ainda assim, está previsto para 2021 o pagamento de cerca de 4 bilhões de reais em dividendos aos acionistas.
Em outros países, as privatizações das décadas de 1980 e 1990 vêm dando lugar a centenas de reestatizações, em diversos setores de atividades, em países como Alemanha, Estados Unidos e França. No caso da energia, entre as principais justificativas para esse movimento estão a democratização do acesso aos serviços, a ampliação da participação e do controle social e o reconhecimento da necessidade de se empreender um processo de transição para uma matriz energética de caráter renovável e mais acessível à população.
*Matéria publicada originalmente na revista Carta Capital, e reproduzida no jornal Linha Viva nº 1496, de 19 de agosto de 2021. Imagem do site Salve a Energia.
No dia 13 de agosto de 2021, os trabalhadores da Celesc aprovaram quatro acordos coletivos de trabalho, após paralisação.
Diante de ataques a direitos e propostas rebaixadas, a categoria decidiu, em assembleia estadual virtual, pela paralisação das atividades. A disposição de luta dos celesquianos foi fundamental para destravar o processo negocial, trazendo avanços nas propostas de acordo para Ajuste do Salário Inicial, Participação nos Lucros e Resultados 2021, Adicionais de Linha Viva e Despachante e Passivo do Plano de Saúde. O detalhe das propostas foi divulgado na segunda-feira, no Boletim da Intercel nº 164.
Agora, as atenções da categoria se voltam para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22, que devem iniciar no dia 26 de agosto. Os trabalhadores esperam por uma negociação que respeite seus direitos históricos e retome a estrutura de atuação sindical. Para a Intercel (coletivo dos sindicatos majoritários da Celesc), a negociação do ACT exigirá ainda mais união e mobilização dos trabalhadores, na luta por um acordo justo e pela manutenção da Celesc Pública.
Fonte do texto: Jornal Linha Viva nº1496, de 19 de agosto de 2021.
Reunião virtual ajudou a construir a pauta de reivindicações do ACT 2021/22
Os sindicatos da Intercel agradecem aos mais de 500 trabalhadores e autoridades presentes na Assembleia Estadual dos Empregados da Celesc neste sábado, 07 de agosto.
É com a união da categoria que conseguiremos avançar em direitos e lutar pela manutenção da Celesc pública e de qualidade. 👊
Acompanhe e participe dos próximos passos da construção do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22.

Oposição ingressa com ação no STF contra privatização da Eletrobras:
➡️ Partidos de oposição apresentaram mais uma ação no Supremo Tribunal Federal para derrubar a Medida Provisória que abre caminho para a privatização de Eletrobras.
➡️ O PSB, a Rede, o PSOL, o PDT e o PCdoB se uniram para subscrever uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para barrar a proposta do governo, sancionada na terça-feira 13. A ação foi protocolada nessa quarta-feira, dia 14.
O Sinergia promoveu uma nova percorrida por alguns escritórios da Celesc nesta quarta-feira, dia 14. As visitas ao SPSL, NUCAP, Almoxarifado Central e escritórios de Santo Amaro da Imperatriz, Rancho Queimado e Alfredo Wagner aconteceram para dar retornos de demandas a trabalhadores, além de ouvir novas necessidades da categoria.
Hoje (quinta-feira), o Sinergia se reúne com outros sindicatos para fazer o planejamento da Caravana da Intercel e definir se a Caravana 2021 acontecerá de maneira presencial ou on line. 👊













