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Luta histórica em defesa da soberania nacional resiste

“No novo tempo, apesar dos perigos/Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta/Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver/Pra que nossa esperança seja mais que a vingança/Seja sempre um caminho que se deixa de herança.” Os versos da música de Ivan Lins marcam a luta da categoria eletricitária que há 5 anos trava uma resistência heroica e histórica contra a privatização da Eletrobras.

Contra os interesses do Governo de plantão, contra os interesses do deus mercado, que atropelou tudo e todos para conseguir colocar as mãos numa fonte de lucros e dividendos garantidos. Que comprou barato e vai vender caro para que o povo pague essa conta todo mês.


A concretização da privatização da Eletrobras contou com o “apoio” das instituições brasileiras em todas as instâncias, que apontaram irregularidades, impropriedades, inconstitucionalidades, mas deixaram o processo seguir para atender aos interesses do capital financeiro internacional, que cederam à pressão. A nossa luta constante foi para além de desfraldar tantas irregularidades, mas também enfrentar a mão pesada dos que sobrepõem os interesses do povo aos interesses financeiros de uma minoria que representa o que há de mais retrógrado na elite brasileira.


Nós, eletricitários e eletricitárias, estivemos na cena, nas ruas, nas redes, nas tribunas para evitar que o Brasil caminhasse na contramão do mundo. Perdemos uma batalha crucial, mas não perdemos a guerra, ainda nos cabe socorrer o Brasil do que agora virá contra nós e contra o País!


A privatização da Eletrobras foi aprovada sem discussão com a sociedade, com compra de votos no Parlamento por trocas de recursos às regiões e em termelétricas, no auge do orçamento secreto, com pressão do mercado sobre as instituições que sucumbiram e deixaram o processo correr cheio de irregularidades, inconstitucionalidades, vazamento de informações como nunca visto na história, e, sem penalização dos responsáveis até aqui.


O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) atuou em todas as instâncias, entrou com diversas ações visando suspender o processo (liminares, denúncias, mandados de segurança) que não foram julgados propositalmente, mas que servem para pavimentar o caminho de volta. Por isso, nós não vamos parar! Nada pode nos parar!

Neste momento, temos que manter a força, fé, foco, serenidade, pra sobreviver, pra sobreviver e pra sobreviver… para poder ganhar corações e mentes, aumentar a conscientização da sociedade da necessidade e importância de uma Eletrobras Pública, reestatizada. Precisamos eleger um projeto político que defenda que a Eletrobras Pública é a garantia do desenvolvimento do País.


Hoje temos muito orgulho da luta que construímos coletivamente! Esse legado não será perdido! Para nós, que sempre fomos aguerridos e resilientes, desistir nunca foi uma opção! Recolheremos os cacos de um dia difícil e iremos convictos para a nossa próxima trincheira que é eleger um novo governo e traçar o caminho da reestatização da Eletrobras por soberania nacional e energética, por modicidade tarifária, por universalização dos programas setoriais.

É hora também de agradecer a todos os trabalhadores, familiares, dirigentes que estiveram conosco até aqui. Agradecer também aos movimentos sociais, companheiros de outras estatais e institutos, aos aguerridos parlamentares, partidos de oposição, aos assessores parlamentares, a todas as nossas assessorias que mais que contratados, foram verdadeiros militantes. A todos e a todas que estiveram conosco até aqui, o nosso muito, muito obrigado! Tudo valeu a pena!


Agora renovemos juntos novamente nossas esperanças, nossos sonhos, nossas expectativas de dias melhores, com garranos olhos e sorriso nos lábios de quem sempre soube estar do lado certo da história! Lutamos a boa luta e estamos de pé!

Temos muitos desafios pela frente e agora mais do que nunca, ninguém solta a mão de ninguém! Juntos somos uma fortaleza inabalável! Vamos seguir firmes e obstinados porque tem luta! Eletrobras Pública, Brasil Soberano! Reestatiza Já!


ATO NA SEDE DA CGT ELETROSUL


No dia 14 de junho, dia da capitalização da Eletrobras na Bolsa de Valores, o Sinergia promoveu um ato na sede da CGT Eletrosul. O protesto denunciava mais uma vez todas as manobras políticas e jurídicas para concluir o processo irregular de privatização da empresa. Participaram, além dos trabalhadores e dirigentes do Sinergia, companheiros do Sinte (professores), Sintect (profissionais dos Correios e Telégrafos), CUT, MAB, além de representações dos partidos PT, PSB e PCdoB de Florianópolis.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1537 de 23 de junho de 2022

Sindicatos da Intercel fazem percorrida na base para entregar pré-pauta do ACT 2022/23 e informar a categoria sobre plano de saúde

Os sindicatos da Intercel estão percorrendo nesta semana os postos de trabalho na Celesc para entregar
à categoria o livreto da pré-pauta do ACT 2022/23. Na pré-pauta, já constam as datas das Assembleias
Regionais (04 a 07 de julho) e da Assembleia Estadual, que acontecerá em 06 de agosto, em Jaraguá do
Sul. É importante a participação de toda a categoria nas duas Assembleias. Para a Assembleia Estadual,
os sindicatos disponibilizarão ônibus para facilitar o deslocamento dos trabalhadores.

Também na percorrida desta semana, a Intercel está atualizando os trabalhadores sobre as negociações do Plano de Saúde. Conforme divulgado para a categoria no Boletim da Intercel n° 179, no último domingo, os sindicatos apresentaram aos representantes da diretoria da empresa um parecer jurídico que indica não ser possível as entidades sindicais negociarem e abrirem mão de um direito que consta no contrato de trabalho das pessoas admitidas até abril de 2013. A empresa, demonstrando ignorar o fato, e sem dar uma resposta concreta a este questionamento, exige que as assembleias sejam feitas com a proposta dessa forma. De maneira intransigente, só aceita negociar se tal fato for ignorado pelos sindicatos, o que demonstra que a preocupação da empresa nunca foi com a saúde dos trabalhadores, mas somente em reduzir o passivo atuarial.

A resposta da categoria à intransigência da Celesc precisa ser de união e disposição pela luta. Mais de 600
trabalhadores não têm hoje o plano de saúde. É preciso que todos estejam engajados nessa conquista. A empresa, mais uma vez, parece querer fazer a disputa e apostar na desunião, jogando novos trabalhadores contra aqueles que têm mais experiência e aposentados. A resposta que precisa ficar clara é que a categoria não aceita divisões e que todos estarão unidos em mais esta luta.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1537 de 23 de junho de 2022

Moção de Aplauso pelos 60 anos do Sinergia

Nesta terça-feira, dia, 7, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina apresentou Moção de Aplauso pelos 60 anos do Sinergia. A solicitação da homenagem partiu da deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha ( @deputadapaulinha ), que tem feito defesa enfática da CELESC pública em suas manifestações na tribuna da ALESC. Durante o ato de entrega da Moção, Paulinha registrou que o Sinergia sempre esteve presente na Assembleia Legislativa catarinense, trazendo demandas e lutando pela manutenção da CELESC pública e para que a empresa se torne cada vez mais eficiente. A deputada ressaltou que a Moção foi aprovada pela unanimidade dos deputados: “registro que todos os deputados desta Casa Legislativa aprovaram a Moção em homenagem ao Sinergia. Nosso mandato tem compromisso com a manutenção da CELESC pública, mas que isso venha também com qualidade dos serviços prestados ao consumidor catarinense e com tarifas de energia a preços justos”. Mário Jorge Maia, Coordenador Geral do sindicato, destacou que: “é de extrema importância que deputados e deputadas se manifestem em defesa da CELESC pública, que isso é bom para toda a sociedade catarinense”. Já Viviani Bleyer Remor, ex-dirigente do Sinergia, recordou que o sindicato foi pioneiro em diversas lutas: “já em décadas passadas o Sinergia lutava contra o racismo, o machismo e pelo empoderamento das mulheres em diversos espaços de poder”. Marinho e Viviani também expressaram o desejo que mais mulheres ocupem cadeiras no parlamento e chefias nas empresas e órgãos públicos.

Fotos: Bruno Collaço e Leonardo Contin

Sinergia conta com novos 14 representantes sindicais de base

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região (SINER-
GIA) deu posse a quatorze novos representantes sindicais de base, no dia 29 de novembro.

Os novos representantes foram eleitos pela categoria no pleito de 22 de novembro, para
um mandato de dois anos a partir da posse. Os empossados na última semana atuam nas empresas
CEREJ, CELESC e CGT Eletrosul.

Mário Jorge Maia, coordenador do sindicato, elogia a qualidade dos
quadros eleitos: “é uma renovação importante para o Sinergia, nomes com muita qualidade, pois reúne
uma diversidade de quadros novos e mais experientes, com formação, homens, mulheres, que atuam
nos mais diversos setores das empresas que acompanhamos”.

Os representantes eleitos são:
Celesc: Bárbara Scheidt – COAT Florianópolis; Lariessa Garbossa – COAT Biguaçu; Thayene Bulzing – COAT Tijucas; Jean Pierre Fernandes – SPOM Serra; Maria Aparecida Martins, Simone Régis e Vânia Mattozo – AC;
CGTEletrosul: Antonio dos Santos e Oscar Ferreira – Sertão; Márcio Pickler – Seaco; Milton Schroeder – Sede;
Cerej: Ricardo Luz e Ricardo Scheidt – Sede; Jackson Mistura – Nova Trento.

Reunião CNE com TCU

Nesta terça-feira, 7, uma comissão do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) participou de audiência com o Ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União. Cedraz é o relator do processo de desestatização da Eletrobras no TCU. O relatório do processo está pautado para ser analisado hoje, quarta-feira. O objetivo da visita do Coletivo, do qual faz parte o dirigente do Sinergia, Tiago Vergara, foi pedir ao ministro que a análise do processo seja transparente e que transcorra com muita atenção e cautela.

Campanha para eleição de representantes de base

Candidatas e candidatos devem se inscrever entre 18 e 22 de outubro

O Sinergia lançou no dia 06 de outubro o processo para eleição de representantes sindicais de base. Segundo Mário Jorge Maia, o Marinho, Coordenador do Sinergia, “o representante de base é o elo entre trabalhadores e sindicato, é um fiscal do cumprimento de direitos e condições de trabalho onde o empregado está”. Ele afirma, ainda, que “é a pessoa escolhida pelos colegas para desempenhar um papel fundamental na luta coletiva, o de representar o trabalhador junto ao sindicato e o sindicato junto ao trabalhador”. Caroline Camargo Borba, secretária da Comissão Eleitoral, explica que dirigentes sindicais estão percorrendo as bases nesta semana para divulgar o calendário eleitoral: “estamos convidando a categoria e divulgando que o período de inscrições acontecerá de 18 a 22 de outubro e podem concorrer eletricitárias e eletricitários lotados na Grande Florianópolis e que estejam sindicalizados ao Sinergia pelo menos desde o dia 20 de setembro de 2021”.

O processo de inscrição para concorrer é simples: a pessoa deve solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail sinergia@sinergia.org.br, preenchê-la, anexar uma foto de rosto e devolvê-la através do mesmo e-mail.
Também pode solicitar a ficha a um dirigente do Sinergia em seu local de trabalho ou
fazer a inscrição diretamente na sede do sindicato, no endereço Rua Lacerda Coutinho, 149, no centro de Florianópolis, das 9h às 16h, durante o período de inscrições.

A eleição acontecerá em 22 de novembro e a posse em 29 de novembro, para um mandato de dois anos.

Confira a quantidade de representantes de base em cada empresa:
Celesc: 18; CGT Eletrosul: 12; Engie: 1; São Sebastião: 1; Cerej: 7.

Fonte do texto: Jornal Linha Viva.
Imagem: divulgação

Eletrobras: o Brasil na contramão do mundo

Enquanto países de todo o mundo buscam reestatizar empresas de energia, Brasil encaminha privatização da Eletrobras

A privatização recém aprovada da Eletrobras é apresentada como solução para os entraves relacionados à manutenção e expansão da oferta de energia elétrica no Brasil, que decorreriam de baixos investimentos e ineficiência na gestão estatal. Na verdade, a Lei 14.182/21, que determina a medida, representará significativo retrocesso para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Como aponta estudo elaborado pelo Dieese, intitulado Privatização da Eletrobras: risco para a soberania energética do país, é possível vislumbrar que a subordinação desse setor estratégico à lógica do lucro, entre outras consequências, resultará na adoção de uma matriz enérgica mais suja e numa tarifa mais cara. Além disso, a privatização coloca o Brasil na contramão da experiência internacional, que aponta para a reestatização de serviços que foram privatizados e para a adoção de políticas voltadas à transição para uma matriz energética mais limpa.

Para se ter uma ideia do que está em jogo, a Eletrobras, maior empresa da América Latina no setor, é responsável pelo controle de cerca de 45% das linhas de transmissão do sistema elétrico nacional e por 30% da geração de eletricidade do país, sobretudo a partir de usinas hidrelétricas com grandes reservatórios.

Em praticamente todos os países em que se localizam os maiores parques geradores de hidroeletricidade, a participação do setor público é majoritária ou integral. Mesmo nos Estados Unidos, 75% da capacidade instalada são de propriedade do setor público, o que, no mínimo, sugere a importância desses ativos em termos de segurança e soberania.

Por outro lado, a afirmação de que a Eletrobras precisa de uma “capitalização”, para investir suficientemente, não resiste ao exame dos indicadores econômico-financeiros da empresa. Entre 2018 e 2020, por exemplo, o lucro líquido total acumulado pelo grupo foi de 31 bilhões de reais. Uma empresa que apresenta essas cifras tende a reunir condições de mobilizar recursos próprios e de terceiros para investir em expansão.

Se os investimentos nos últimos anos são considerados insuficientes, isso é resultado da reorientação política da gestão, visando à preparação da venda da empresa. Desde 2016, a Eletrobras vem sendo conduzida de acordo com ditames de rentabilidade e distribuição de dividendos, “com ênfase na redução dos custos de pessoal, como ocorre em diversas empresas privadas do setor elétrico”, como mostra outro estudo do Dieese (Privatização, desnacionalização e terceirização no setor elétrico brasileiro). O valor investido em 2020 foi de apenas 3,1 bilhões de reais, isto é, 19% do investimento em 2013. Ainda assim, está previsto para 2021 o pagamento de cerca de 4 bilhões de reais em dividendos aos acionistas.

Em outros países, as privatizações das décadas de 1980 e 1990 vêm dando lugar a centenas de reestatizações, em diversos setores de atividades, em países como Alemanha, Estados Unidos e França. No caso da energia, entre as principais justificativas para esse movimento estão a democratização do acesso aos serviços, a ampliação da participação e do controle social e o reconhecimento da necessidade de se empreender um processo de transição para uma matriz energética de caráter renovável e mais acessível à população.

*Matéria publicada originalmente na revista Carta Capital, e reproduzida no jornal Linha Viva nº 1496, de 19 de agosto de 2021. Imagem do site Salve a Energia.

Celesc: Acordos aprovados

No dia 13 de agosto de 2021, os trabalhadores da Celesc aprovaram quatro acordos coletivos de trabalho, após paralisação.

Diante de ataques a direitos e propostas rebaixadas, a categoria decidiu, em assembleia estadual virtual, pela paralisação das atividades. A disposição de luta dos celesquianos foi fundamental para destravar o processo negocial, trazendo avanços nas propostas de acordo para Ajuste do Salário Inicial, Participação nos Lucros e Resultados 2021, Adicionais de Linha Viva e Despachante e Passivo do Plano de Saúde. O detalhe das propostas foi divulgado na segunda-feira, no Boletim da Intercel nº 164.

Agora, as atenções da categoria se voltam para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22, que devem iniciar no dia 26 de agosto. Os trabalhadores esperam por uma negociação que respeite seus direitos históricos e retome a estrutura de atuação sindical. Para a Intercel (coletivo dos sindicatos majoritários da Celesc), a negociação do ACT exigirá ainda mais união e mobilização dos trabalhadores, na luta por um acordo justo e pela manutenção da Celesc Pública.

Fonte do texto: Jornal Linha Viva nº1496, de 19 de agosto de 2021.

Assembleia Estadual tem participação expressiva de celesquianos

Reunião virtual ajudou a construir a pauta de reivindicações do ACT 2021/22

Os sindicatos da Intercel agradecem aos mais de 500 trabalhadores e autoridades presentes na Assembleia Estadual dos Empregados da Celesc neste sábado, 07 de agosto.

É com a união da categoria que conseguiremos avançar em direitos e lutar pela manutenção da Celesc pública e de qualidade. 👊

Acompanhe e participe dos próximos passos da construção do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/22.

Eletriciários contra a Privatização

Oposição ingressa com ação no STF contra privatização da Eletrobras:

➡️ Partidos de oposição apresentaram mais uma ação no Supremo Tribunal Federal para derrubar a Medida Provisória que abre caminho para a privatização de Eletrobras.

➡️ O PSB, a Rede, o PSOL, o PDT e o PCdoB se uniram para subscrever uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para barrar a proposta do governo, sancionada na terça-feira 13. A ação foi protocolada nessa quarta-feira, dia 14.

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