Tag Archives: Celesc

Parlamentares defendem caráter público da Celesc

Deputados estaduais e um vereador da capital fizeram na semana passada pronunciamentos enaltecendo o trabalho de celesquianas e celesquianos e o cará ter público da Celesc. As manifestações foram realizadas no momento em que parte do estado de São Paulo vicenciava o apagão prolongado pela incompetência e pela falta de profissionais da companhia de energia privada Enel. Na Assembleia Legislativa, o deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que participa todos os anos das Assembleias dos Empregados da Celesc, disse que “em me nos de um ano, a maior cidade do País enfrenta seu terceiro grande apagão. A Enel, empresa privada que detém a concessão de energia elétrica, mostrou que não tinha um plano para evitar apagões, nem agiu rapidamente diante dessa crise. Essa empresa reduziu o número de equipes próprias e também terceirizadas, ampliou inacreditavelmente os lucros e precarizou o serviço prestado à população”. Na sequência, Caropreso relatou que trouxe o tema pois não consegue olhar para essa situação “sem sentir um grande orgulho da nossa Celesc e dos celesquianos. A Celesc é uma das poucas distribuidoras de energia públicas num setor ampla mente privatizado e está entre as melhores concessionárias do País, segundo a ANEEL. Pesquisa de satisfação entre os consumidores comprova isso que acabei de afirmar”. Por fim, o deputado falou que “o lucro é importante para qualquer empresa, mas deve haver equilíbrio para garantir que a qualidade do atendimento à população esteja sempre em primeiro lugar. Não é só São Paulo que sofre com a concessionária de energia: A tragédia climática que afetou o Rio Grande do Sul esse ano expôs as deficiências de outra concessionária privada, a Equatorial. (…) Por isso, precisamos garantir que a Celesc esteja sempre preparada, com quadro próprio de trabalhadores em quantidade sufi ciente para atender às demandas do povo catarinense e do aumento do consumo de energia. Ter um quadro próprio significa resposta rápida”. Na mesma linha se pronunciou o deputado Marcos José de Abreu, o Marquito (PSOL): “Era uma empresa pública a Eletropaulo. Foi privatizada para a Enel. Essa privatização fez uma redução significativa do quadro de funcionários, quase 40%. Isso traz uma consequência do modelo de privatização, que essa empresa que presta o serviço tem o compromisso com o lucro e não o compromisso de entregar um serviço de qualidade”. Marquito chamou outros parlamentares para o debate: “Quero principalmente trazer para esse parlamento, que tem uma tarefa funda mental, que é defender a Celesc enquanto instituição pública: nós passamos por um ciclone bomba em 2020, uma das maiores catástrofes em Santa Catarina, e a Celesc conseguiu recuperar em menos de 3 dias 100% das ligações de energia elétrica. A Celesc, por ser pública, garante um dos serviços mais baratos de distribuição de energia elétrica e precisamos compreender que o caminho é a manutenção da Celesc Pública, ampliar o quadro de trabalhadores e, principalmente, dar condições de trabalho adequadas com equipamentos e pessoal”. Ainda na Alesc, o deputado Fabiano da Luz (PT), que igualmente prestigia as Assembleias anuais da categoria, afirmou que está “acompanhando as notícias do que está acontecendo em São Paulo com relação ao restabelecimento da energia após os temporais que lá ocorreram e a confusão que está com a empresa que foi privatizada, o caos, a desorganização do trabalho, a falta de equipamentos para os profissionais, que sequer têm lanterna para trabalhar. Tiveram que pedir lanterna emprestada para os moradores para iluminar o poste de luz para ligar os disjuntores”. E comparou com a situação de Santa Catarina: “Do outro lado, nós temos a Celesc, que quando aqui aconteceu também temporal, vendaval, que assolou a região, rapidamente a Celesc restabeleceu a energia. Isso é uma prova de que o setor público é quem está à serviço da sociedade, enquanto muitas vezes a empresa privada visa o lucro e não o atendimento à população”. Já na Câmara de Florianópolis, o vereador Renato Geske, o Renato da Farmácia (PSDB), apresentou na Tribuna um áudio da imprensa paulista elogiando a atuação da Celesc e enaltecendo seu caráter público. Renato disse que trouxe esse áudio “pois foi um elogio na imprensa de São Paulo à Celesc pelo grande trabalho que ela faz em Santa Catarina. Como todos estão acompanhando, em São Paulo a Enel está deixando a desejar”. O vereador trouxe números sobre o mau desempenho da concessionária paulista e destacou: “Está se pedindo hoje pela troca por outra empresa privada de energia. Mas em Goiás já foi trocada por outra empresa privada e ficou pior ainda. A questão hoje não é trocar uma empresa privada por outra e sim fortalecer o trabalho da empresa pública e aqui nós temos a Celesc como grande exemplo”. Renato disse que “fiz questão de vir para a Tribuna não para falar mal de São Paulo, mas para falar bem de Santa Catarina, que tem uma empresa de energia elétrica citada nacionalmente pela qualidade e pelo trabalho que ela realiza. Isso, nós, como catarinenses, evidentemente nos orgulhamos muito, por termos aqui uma empresa com um contigente de pessoas de alta responsabilidade. Isso vemos toda vez que tem uma tempestade na região”. Outros parlamentares, como a deputada federal Ana Paula Lima (PT), fizeram manifestações nas redes sociais, enaltecendo a competência e o compromisso dos celesquianos. Cabe à Diretoria da Celesc contratar pessoal em número adequado e dar condições para a empresa seguir como referência no atendimento à população nos próximos anos. Infelizmente, a Diretoria parece caminhar para o lado oposto, quando contrata contínuos terceirizados, podendo chamar assistentes administrativos da lista do concurso público vigente.

Privatização = Apagão

Mais uma vez a região metropolitana de São Paulo foi atingida por um apagão de grandes proporções. Na sexta-feira, dia 11, um forte temporal atingiu a região, derrubando árvores e postes, e provocan¬do o desligamento da energia para cerca de 2 milhões de pessoas. A concessio¬nária local, a ENEL, privatizada, acumula um longo histórico de reclamações dos consumidores. O restabelecimento da energia está sendo tão demorado que no fechamento dessa edição do Linha Viva, em 15 de outubro – 4 dias após o evento climático -, ainda havia mais de 250.000 endereços sem luz. O desempenho da concessionária pri¬vatizada é tão grave em São Paulo que o ministro de Minas e Energia, Alexan¬dre Silveira, criticou, em nota, a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na fiscalização dos serviços da ENEL: “A Agência claramente se mostra falha na fiscalização da distribuidora de energia, uma vez que o histórico de pro¬blemas da ENEL ocorre reiteradamente em São Paulo e também em outras áreas de concessão da empresa”. Também por meio de nota, no sábado, dia 12, a ANEEL afirmou ter intimado a ENEL a prestar esclarecimentos sobre os fatos e levantou a hipótese de recomen¬dar o fim da concessão da empresa. De acordo com a Federação do Co¬mércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o apagão na região teria gerado prejuízos nos setores de varejo e serviços da ordem de R$1,65 bilhão – somente até segunda¬-feira, dia 14. Esse prejuízo deve aumentar até que todas as unidades consumidoras tenham a energia restabelecida. A população, que depende da energia para executar as atividades mais básicas do dia a dia, ficou revoltada ao ver, pe¬las redes sociais e em emissoras de TV, inúmeras camionetes da companhia de energia paradas dentro do pátio enquanto o caos estava instalado na região. A cena tem explicação: a empresa privatizada tem por política contratar o menor quadro possível de trabalhadores para faturar o máximo. É a famosa política do mais com menos. Enquanto a ANEEL cobrava a ne¬cessidade de pelo menos 2,5 mil funcio¬nários atuando em campo para responder à demanda, a ENEL dispunha, até domin¬go, de apenas 1,7 mil funcionários nas ruas ajudando a resolver o problema. Em meio ao drama e à pressa para solucionar muitos atendimentos em pouco tempo, um eletricista da ENEL morreu enquanto atuava para recuperar a energia no bairro Parque Anhanguera. Diante do cenário devastador, até mesmo o governador de São Paulo, Tarcí¬sio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), dois pri¬vatistas de carteirinha, se manifestaram cobrando o fim do contrato de concessão com a ENEL. Eles se somam ao também privatista governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que, um ano atrás, em entrevista, declarou que foi a “pior decisão do mundo” a venda da CELG em seu estado. Em Goiás, após a venda da CELG, a ENEL assumiu a área de conces¬são e também deixou a desejar no forne¬cimento de energia. Com isso, a Equato¬rial assumiu o lugar da ENEL e também continuou a apresentar problemas e a acumular reclamações dos consumido¬res. A Equatorial é a mesma companhia privatizada que atua no Rio Grande do Sul e que deixou no ano passado consumi¬dores por 12 dias sem energia na região de Pelotas. A sequência de apagões e inúmeras reclamações Brasil afora sobre as con¬cessionárias de energia mostram que as privatizações do setor não deram cer¬to. A lógica das companhias de energia, quando privatizadas, é cortar custos a todo momento, inclusive demitindo fun¬cionários experientes, com muitos anos de carreira, para maximizar os lucros. Não por acaso, as concessionárias de energia em Minas Gerais (CEMIG) e em Santa Catarina (CELESC) ainda figuram dentre as mais bem avaliadas pelos con-sumidores: pois, por conta de seu caráter público, priorizam o bom atendimento à população em detrimento do lucro a qual¬quer custo. E essa deve ser a lógica de uma concessionária de energia: prestar um bom atendimento à população. Santa Catarina é um dos estados re¬cordistas de catástrofes climáticas nos últimos anos. De enchentes a tornados, granizo e vendavais, o território catari¬nense já experimentou quase todo tipo de evento da natureza – o que vem au¬mentando com o impacto das mudanças climáticas. Mesmo enfrentando adver¬sidades e eventos extremos, a CELESC consegue atender a população, nos últi¬mos anos, dentro dos limites toleráveis de espera. A empresa chegou, inclusive, a enviar equipes próprias para auxiliar no restabelecimento da energia no Rio Grande do Sul, após a terrível enchente que afetou o estado vizinho no primeiro semestre de 2024. A situação pela qual vivem os esta¬dos que tiveram suas concessionárias de energia vendidas para o setor privado demonstra que as privatizações no setor foram um erro e que os prejuízos desse erro estão na casa dos bilhões de reais. É preciso pensar, de forma urgente, em meios de reestatizar não só as con¬cessionárias de energia nos estados, mas também a Eletrobras, que passa por um processo de sucateamento sem precedentes e que já traz consequências negativas a toda a população brasileira. Energia não é mercadoria!

Eleições da Celos: Chapas 1 e 2 percorrem o estado pedindo o voto e dialogando com a categoria

As duas chapas apoiadas pelos Sindicatos da Intercel que concorrem ao Conselho Deliberativo da Celos estão percorrendo os postos de trabalho da Celesc em todo o estado. As chapas 1 (João Roberto Maciel e Alei Machado) e 2 (Geraldo Prus e Paulo Oliveira) têm como propostas a defesa intransigente da manutenção da Celesc Pública, o equilíbrio na representação dos participantes, a segurança nos investimentos e aplicações, a manutenção de conquistas e cobranças de melhorias no Plano de Saúde, além da sustentabilidade e modernização nos Planos Previdenciários. A campanha inciou no dia 21 de agosto e as eleições ocorrerão de forma 100% on line, no dia 21 de setembro. Nessas primeiras duas semanas de campanha, os candidatos apoiados pela Intercel já visitaram as Regionais da Celesc em São Miguel do Oeste, Chapecó, Videira, Joaçaba, Lages, Criciúma e Tubarão. Hoje e amanhã as chapas visitarão os trabalhadores da Celos em Florianópolis. Na próxima semana, eles visitarão trabalhadores da Administração Central da Celesc e terão reuniões com aposentados em Tijucas, Tubarão e Blumenau.


A decisão da Intercel de apoiar chapas para o Conselho Deliberativo da Celos é fruto de deliberação dos delegados que participam dos Congressos dos Empregados da Celesc, após votação. O último Congresso onde foi reafirmada essa decisão ocorreu em maio de 2022, em Joinville, com a participação de 300 empregados de todo o estado. A Intercel reforça o pedido de voto nas chapas 1 e 2 e lembra a categoria da importância do fortalecimento da Celos com representantes que, de fato, lutem pelos direitos de trabalhadores da ativa e aposentados.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1587 de 31 de agosto de 2023

Segue a expectativa pelo início das negociações do acordo coletivo de trabalho na Celesc

A Intercel tem por hábito, todos os anos, fazer o planejamento da campanha database da Celesc entre os meses de abril e maio. O cronograma é seguido à risca, desde a data do planejamento até a data prevista para a greve (caso as expectativas da categoria sejam frustradas), passando pelas Assembleias Regionais e Estadual e pela confecção das cartilhas da Pré-Pauta e da Pauta Final.


Para 2023, assim como em 2022, as negociações estavam previstas para iniciar entre os dias 24 e 25 de agosto. Essa data foi afiançada entre Intercel e representantes da direção da Celesc (inclusive o presidente, Tarcísio Rosa), durante a entrega da Pauta de Reivindicações do Acordo Coletivo de Trabalho, na primeira semana de agosto, na Regional de Itajaí.


Ocorre que, em total desacordo com aquilo que havia sido combinado, a diretoria da empresa resolveu “inovar” este ano. Além de não cumprir a data de início das rodadas de negociação, adiando em uma semana o início das reuniões, ainda resolveu fazer uma cerimônia de abertura do Acordo Coletivo com um “café” (pasmem, um café!) junto aos sindicatos diferenciados, que não fazem parte da Intercel.


É sabido até pelo Papa que a Intercel não senta na mesa para negociar ou “tomar café” com os sindicatos diferenciados. A Intercel não se junta a sindicatos que não compreendem que a luta pela manutenção da CELESC PÚBLICA é fundamental para a garantia de empregos e direitos da categoria. Além disso, Sindicatos da Intercel e sindicatos diferenciados nunca tiveram uma pauta única.


A Intercel também estranhou o fato do convite para o tal “café” conter um item chamado “definição de premissas”. Ora, quem vai definir essas premissas, será a própria diretoria?! A Carta Circular – coisa inédita na história da Celesc sobre processo negocial – que convidava a Intercel, também informava que seriam “estabelecidas diretrizes” nessa reunião inaugural. A Intercel compreendeu o argumento não como uma “reunião inaugural”, mas um “pacto” que estabelecerá/direcionará todo o processo negocial, o que a entidade não admite.


Desse modo, ainda na reunião com o presidente sobre segurança, na semana passada, a Intercel pediu a Tarcísio o agendamento da primeira reunião de negociação impreterivelmente para esta sexta-feira, dia 1°. Os sindicatos esperam que a empresa apresente a agenda de negociações nessa data e não apareça com novas surpresas. A categoria precisa permanecer mobilizada e pronta para responder à altura, caso a empresa busque protelar o início do processo negocial.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1587 de 31 de agosto de 2023

Sindicatos da Intercel e Celesc debatem segurança na empresa

Na quinta-feira da semana passada, dia 24, Sindicatos da Intercel e representantes da Celesc se reuniram para debater o tema ‘Segurança na Celesc’.


O pedido de reunião não se deu por acaso: Em 2005, após acidente com trabalhador na rede de energia em que coincidentemente uma emissora de TV passava pelo local e registrou o fato, teve início um processo investigatório no Ministério Público do Trabalho (MPT). Considerando a precária situação de saúde e segurança a que trabalhadores próprios e terceirizados eram submetidos à época, em 2009 foi ajuizada Ação Civil Pública (ACP). Essa Ação culminou em 2012 com um Acordo Judicial entre Celesc, MPT e Sindicatos, onde a Intercel solicitou ao juízo: que o valor da causa da Ação, de R$15 milhões (caso a Celesc fosse condenada), fosse revertido a um novo sistema de rádio – evitando, assim, novos acidentes; e a criação de Grupos de Trabalho e Comissões com participação da Intercel, dedicados à saúde e segurança, para atendimento aos itens do Acordo Judicial.


Pelo acordo, a Celesc se comprometeu a cumprir, fiscalizados pelos sindicatos, 45 itens relativos à segurança e saúde do trabalho. O objetivo era que esses itens fossem acompanhados a cada dois meses e que a empresa fosse melhorando continuamente os procedimentos de segurança de seus trabalhadores próprios e terceiros, de modo que mitigassem os riscos de acidentes e mortes destes profissionais no sistema elétrico de potência.


De acordo com Ailton Comunello, dirigente do Sindinorte que vem acompanhando há alguns anos o andamento da ACP, “muitos avanços ocorreram desde a proposição da ação, mas ainda há pontos importantes a avançar para reforçar a segurança de trabalhadores próprios e terceiros”. A reunião da quinta-feira passada ocorreu pois a Celesc tentou, no primeiro semestre deste ano, uma repactuação do Acordo, indicando que os 45 itens já estariam cumpridos. A Intercel, indignada por discordar da posição da empresa e compreendendo que ainda há diversos itens não cumpridos ou cumpridos parcialmente, se manifestou no processo indicando que achava absurda e inconsequente a proposição da Celesc. Diante disso, no mês passado, o presidente Tarcísio Rosa chamou os sindicatos para conversar e compreender a motivação da resposta tão dura da Intercel. Na quinta-feira passada, os dirigentes sindicais apresentaram ao presidente todo o histórico da Ação Civil Pública e cada um dos 45 itens do Acordo. O presidente relatou que os problemas não vêm de hoje; que diversos contratos estão sendo revistos; e que pediu para sua assessoria colocar ordem de importância a cada um dos 45 itens, indicando quais são os mais urgentes, para que seja buscada uma solução.


A Intercel e a diretoria da Celesc devem, agora, redigir um novo documento e encaminhar ao MPT, solicitando prazo para trabalharem e construírem, em conjunto, um novo plano de segurança que traga um ambiente mais seguro aos trabalhadores. A Intercel espera que a Celesc leve a sério cada um dos itens.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1587 de 31 de agosto de 2023

Intercel e Celesc assinam Acordo de PLR 2023 e carta compromisso em relação ao novo plano de saúde

No dia 4 de agosto, os Sindicatos da Intercel, o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, e outros membros da Diretoria da Celesc se reuniram na sede da Regional da empresa em Itajaí. O objetivo do encontro era assinar o Acordo de PLR 2023 e a carta compromisso para criação do novo Plano de Saúde, que foram aprovadas pela categoria na Assembleia Estadual dos Empregados da Celesc do dia 29 de julho, em Pomerode.


Além disso, os Sindicatos da Intercel entregaram ao presidente a Pauta de Reivindicações da categoria para o Acordo Coletivo de Trabalho 2023/2024, que foi construída a partir das Assembleias Regionais e foi unificada na Assembleia de Pomerode.


Os Sindicatos reforçaram a Tarcísio a expectativa de celesquianas e celesquianos para a construção de um bom Acordo Coletivo de Trabalho, que respeite as conquistas históricas – como a garantia de emprego – e reconheça as premiações e os bons índices da empresa construídos por seus trabalhadores nos últimos anos. A primeira rodada de negociação deve ocorrer na última semana de agosto. É importante que a categoria permaneça mobilizada e atenta às convocações dos Sindicatos para Assembleias e outras mobilizações em defesa do Acordo Coletivo.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1586 de 17 de agosto de 2023

MPF concorda com Intercel em ação contra alteração do estatuto da Celos

Em 2021, os Sindicatos que compõem a Intercel e a Associação dos Aposentados e Pensionistas da Celesc (APCelesc) ingressaram com Ação Civil Pública contra a aplicação na Celos de resolução do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) que obrigaria a adoção do voto de qualidade nos Conselhos Deliberativos das Fundações. Entre outras coisas, a CNPC 35 orientava que, em caso de empate em votações do órgão colegiado, o Presidente do Conselho daria o “voto de minerva”, desempatando as votações. Na Celos, os participantes têm direito a escolher, através do voto direto, 3 membros do Conselho Deliberativo, enquanto a Patrocinadora indica o mesmo número de representantes, sendo o Presidente do Conselho um dos indicados por ela. O Estatuto Social da Celos determina um quórum qualificado para aprovações de determinadas matérias no Conselho, ou seja, para que os temas sejam deliberados é necessária aprovação de 2/3 dos Conselheiros (4 votos). Considerando que há paridade entre a representação eleita pelos trabalhadores e a representação indicada pela Patrocinadora, existe um equilíbrio que resguarda os direitos dos participantes.


A instituição do voto de qualidade, conforme determina a CNPC 35, daria plenos poderes à representação indicada pela patrocinadora, deixando os participantes à mercê de decisões que poderiam atentar contra seus direitos. O tema passou por diversas vezes no Conselho Deliberativo da Celos, onde os representantes eleitos pelos trabalhadores se posicionaram contrários à alteração do Estatuto, resguardando os interesses da categoria. Com o avanço da proposta, as entidades ingressaram com Ação Civil Pública para impedir a alteração do Estatuto da Celos e manter o equilíbrio de forças dentro do Conselho Deliberativo. Em primeira instância, a 4.ª Turma do Tribunal Regional Federal negou liminarmente o pedido, encaminhando para manifestação da Procuradoria Regional da República do Ministério Público Federal. Em parecer, o Procurador Fábio Nesi Venzon orienta o TRF a alterar seu entendimento, corroborando com a defesa que a Intercel e a APCelesc fazem dos participantes: “a reforma da sentença é medida que se impõe, de modo que seja julgada procedente a presente ação, para determinar que a ré PREVIC se abstenha de exigir da CELOS a alteração dos artigos 31, §2º, e 63, do seu Estatuto (versão 7), bem como que a requerida CELOS não promova a alteração das referidas regras estatutárias com fundamento na aludida imposição da PREVIC”, afirma na decisão.


De acordo com o Procurador, a imposição do voto de qualidade causaria “um franco desequilíbrio, com predomínio absoluto da vontade dos representantes do patrocinador”, salientando que a Celos “gere recursos de milhares de pessoas, os quais servirão de amparo para a concessão de futuros benefícios previdenciários, sendo estes considerados direitos sociais fundamentais nos termos da Constituição Federal. Portanto, de todo adequado para resguardar os interesses dos envolvidos (notadamente diante da paridade entre patrocinador e participantes/assistidos) que, para mudanças estatutárias e outras questões pontuais consideradas de maior relevo (sanções disciplinares), seja previsto um quórum de maioria qualificada para decisão dos correspondentes conselhos deliberativos”.


A manifestação da Procuradoria Regional da República reforça o entendimento da Intercel e da APCelesc de que é necessário o equilíbrio dentro do Conselho Deliberativo para que os participantes não sofram com decisões unilaterais da patrocinadora, que podem pôr em risco os benefícios de saúde e previdência, que foram conquistados através de muita luta do trabalhadores.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1586 de 17 de agosto de 2023

Participantes elegerão representantes no conselho deliberativo da Celos

Eleger representações é uma forma de fazer com que os anseios da categoria sejam respeitados. Na Celos, o direito de eleger, entre os participantes, representantes para as Diretorias e para os Conselhos é uma conquista histórica que remonta ao princípio de gestão participativa. Criada na década de 70, a Celos nasceu da necessidadede garantir benefícios de saúde e previdência aos trabalhadores da Celesc e a seus familiares. Entretanto, para não ficar à mercê das decisões dos membros indicados pela Celesc, os trabalhadores iniciaram uma luta ferrenha para, através de voto direto, indicar seus representantes e ter voz ativa na gestão da Fundação. Apenas em 2002 a categoria conquistou o direito de votação pleno, com a eleição das diretorias Administrativo Financeira e de Seguridade, além de membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, construindo uma história de autogestão de sucesso.


Em setembro, os participantes inscritos nos Planos Previdenciários terão o direito de eleger duas vagas no Conselho Deliberativo da Celos, órgão que determina os rumos da Fundação. Composto por 3 membros indicados pela Diretoria da Celesc e por 3 membros eleitos pelos participantes, com seus respectivos suplentes, o Conselho direciona a gestão da empresa e, consequentemente, os benefícios conquistados pelos trabalhadores. Por isso, é fundamental que a categoria tenha em mente que a eleição para o Conselho Deliberativo é uma eleição pela manutenção dos direitos dos trabalhadores e pela manutenção da Celesc Pública. A campanha se inicia na próxima segunda-feira, dia 21, e se estende até o dia 20 de setembro, véspera da eleição, que acontecerá de forma virtual, no dia 21 de setembro.

Fonte: Jornal Linha Viva Nº 1586 de 17 de agosto de 2023

Projeto Meia Hora retorna em 24ª edição

Mais do que entretenimento, através da cultura é possível estimular o exercício crítico e criativo, (re)afirmando a identidade de um povo e imprimir novos valores à sociedade, em busca da superação do pensamento único vigente.

É a partir desta perspectiva que o Sinergia tem as iniciativas culturais como parte das suas atividades, há 33 anos. Uma delas é o projeto Meia Hora, que através das suas ações leva alegria e descontração ao local de trabalho, propicia a trabalhadores e trabalhadoras o acesso à cultura e um pouco de alívio sobre a carga de estresse do dia a dia.
O projeto Meia Hora voltará este mês, em sua vigésima quarta edição.

As atividades culturais confirmadas são a Garagem da Dança, escola de dança, e Luciana Correa, professora de canto.

Dia 16 de agosto, na garagem da ARFLO, 17 de agosto na sede da Eletrosul e 18 de agosto, no hall da Administração Central da Celesc. Em todos os locais as apresentações iniciam às 12h30min.

Participe!