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Eletricitários de SC participam da Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

ATO FOI CONVOCADO PELAS CENTRAIS SINDICAIS E REUNIU REPRESENTANTES DE DIVERSAS CATEGORIAS PELO FIM DA ESCALA 6X1

Dirigentes do Sintevi e do Sinergia participaram no dia 15 de abril da Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. O ato reuniu dezenas de categorias de trabalhdores, além de lideranças sindicais de todo o País, em defesa do fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a garantia de direitos trabalhistas para trabalhadores de apps, o fim das privatizações, a aposentadoria especial para eletricitários que atuam em área de risco, entre outras pautas.

Governo encaminha projeto do fim da escala 6×1

O ato ocorreu um dia após o governo do presiden­te Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhar ao Con­gresso Nacional o projeto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, em regime de urgência constitucional. Isso limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto em cada uma das Casas Legislativas (Câ­mara e Senado), com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alterações em uma das Casas. O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilher­me Boulos (PSOL), destacou que a previsão é que o projeto seja votado até o fim de julho.

Conclat 2026

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) precedeu a marcha no dia 15, com partici­pação de dirigentes das centrais sindicais e de parla­mentares no encontro que aprovou a pauta da classe trabalhadora para 2026. Entre os 68 pontos aprova­dos pelos participantes do evento, estão o fim da es­cala 6×1; a valorização contínua do salário mínimo; a geração de empregos de qualidade e o combate à precarização; o fortalecimento da atuação da inspe­ção do trabalho e a ampliação da presença de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego nos locais de trabalho.

Ao fim do dia, o documento com os 68 pontos fo­ram entregues ao presidente Lula e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos). Lula discur­sou e cobrou a atuação dos sindicatos: “Vocês vão ter que vir para convencer da necessidade. As cen­trais sindicais têm que marcar reunião, têm que con­versar com deputados, com senadores”, afirmou.

O Linha Viva acompanhará a tramitação do proje­to do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional nas próximas edições.

Única parlamentar catarinense presente na Conclat, a deputada federal Ana Paula Lima (PT) discursou lembrando que as mulheres são ainda mais prejudicadas pela escala 6×1, pois muitas vezes, nos dias de descanso, têm de cuidar da casa e dos filhos. Em entrevista ao Linha Viva, ela reforçou seu compromisso em defesa das empresas públicas e mostrou estar atenta aos fatos recentes na Celesc: “não podemos permitir a pri­vatização da Celesc, empresa que garante a energia ao povo catarinense. Espero que, com a mudança do presidente, a conversa e o diálogo possam garantir a estabilidade dos trabalhadores e, principalmente, o que o povo catarinense quer: Uma empresa pública e de boa qualidade, que é isso que fazem os trabalhadores eletricitários. Todo meu apoio à Celesc pública”.

O que motivou você a participar da Marcha da Classe Trabalhadora?

Rosilaine Lemos, servidora pública municipal em Jaraguá do Sul: “Foram 30h de viagem de ônibus. Como agente de endemias, estou defendendo a regu­lamentação do PLP 185/2024 e a nossa aposentadoria especial. Também estou aqui pelo fim da escala 6×1 e pelo fim do feminicídio”.

Kândyce Santos Brasil, atendente comercial na Celesc Rio do Sul e diri­gente do Sintevi: “A Marcha desse ano tem um tema super importante. O fim da escala 6×1 representa a dignidade do trabalhador. Estamos pedindo que todos tenham pelo menos 2 dias de descanso semanal. Nada mais justo”.

Fábio Junior Engels, eletricista na Celesc Blumenau e dirigente do Sintevi: “Estamos unidos com trabalhadores de todo o País num ato político pelo fim da escala 6×1. Não é por mordomias, nem privilégios. É pela vida, descanso e pela dignidade de trabalhadoras e trabalhado­res do nosso querido Brasil”.

Nova diretoria do Sinergia toma posse em Florianópolis

“É preciso estar atento e forte…”

Foi com a força e a poesia de Divino Maravilhoso que a nova direção do Sinergia, gestão 2026/2030, tomou posse nesta quarta-feira (15/4), em uma cerimônia realizada na sede do sindicato.

A canção, composta em 1968 por Caetano Veloso e Gilberto Gil, ecoa até hoje como um chamado à resistência e traduz o momento vivido pelos eletricitários e eletricitárias: um tempo que exige coragem, unidade e disposição para lutar.

Entre aplausos e presença da base, de diversas entidades sindicais e movimentos sociais, a nova direção assume com a responsabilidade de enfrentar grandes desafios, combinando experiência e renovação na construção de um sindicato ainda mais forte e presente na base.

Em um trabalho coletivo e colegiado, a coordenação passa de Tiago Vergara, trabalhador da Axia, para Lucas da Silva, trabalhador da Celesc, marcando a continuidade de um projeto comprometido com a defesa dos direitos da categoria e das empresas públicas.

✨ “Não temos tempo de temer a morte”, temos tempo de lutar, organizar e seguir em frente.

O Sinergia inicia esse novo ciclo com o olhar atento e a força necessária para enfrentar o que vier.

Tarcísio deixa presidência da Celesc

Após três anos à frente da empresa, Tarcísio Rosa deixa a presidência da Celesc. A decisão deve ser confirmada em reunião do Conselho nessa semana.

Durante sua gestão, um dos episódios mais marcantes foi a contratação do sistema SAP Hanna, parte do Programa Conecte, que prometia revolucionar o atendimento, mas acabou gerando problemas, prejuízos e impactando trabalhadores e clientes. Após pressão dos sindicatos e denúncias na imprensa, a Celesc buscou soluções para os erros, ainda não totalmente resolvidos.

O período também foi marcado por duas greves da categoria: em 2024, pela melhoria na PLR e nas negociações, e em 2025, em uma mobilização histórica por valorização e isonomia de direitos.

Apesar de uma gestão marcada por conflitos, foram os trabalhadores e trabalhadoras que garantiram os resultados positivos. Tarcísio deixa o cargo com número recorde de trabalhadores terceirizados e com ataques aos direitos.

Nos bastidores, o governo do Estado indica Edson Moritz, atual presidente da Casan, como possível sucessor.

O recado está dado: quem assumir a Celesc precisa respeitar a categoria. Os trabalhadores são organizados, lutam por valorização e não aceitarão retirada de direitos nem qualquer tentativa de privatização.

Celesc pública, bom pra todo mundo!

Aprovada por unanimidade a contraproposta da PLR 2026 da Celesc

Em nove assembleias realizadas pelo Sinergia entre os dias 31 de março e 2 de abril, os trabalhadores e trabalhadoras da Celesc puderam avaliar e aprovar por unanimidade a contraproposta da empresa sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Com uma contraproposta que apresenta diversos avanços, os diretores do Sinergia dialogaram com a base sobre o resultado, destacando que ele ainda é reflexo da greve realizada em 2024, que cobrou a manutenção da estrutura do acordo de PLRe da grande greve de 2025, que unificou a categoria pela isonomia de direitos. Já neste ano, após três rodadas de negociação entre a Intercel e a empresa, foi construída uma proposta com avanços e condições adequadas para aprovação.

“Entendemos que ainda temos pontos importantes a avançar, mas avaliamos que conquistamos questões relevantes neste período. A aprovação por unanimidade demonstra a satisfação da categoria com a negociação conduzida. Seguiremos organizados para conquistar ainda mais direitos nas próximas negociações, pois entendemos que o resultado e o lucro da empresa são fruto do esforço e da dedicação de cada celesquiano e celesquiana, que devem ser valorizados”, destacou Lucas Henrique da Silva, eletricitário da Celesc e diretor do Sinergia.

Entre os principais pontos da proposta, destacam-se:

  • Parcela Base: reajuste pelo INPC;
  • Parcela Adicional: possibilidade de alcançar até 48% (antes, o limite era de 45%);
  • Parcela Lucro: 1% do lucro líquido distribuído de forma linear entre os trabalhadores, sem limitador;
  • Trabalhadores no limbo previdenciário e afastados por doenças graves passam a receber PLR integral, sem proporcionalidade;
  • Início das negociações da PLR 2027 previsto para até 60 dias após o contrato de gestão, no início do próximo ano.

Agora, a Intercel irá consolidar os resultados dos demais sindicatos e encaminhar à empresa.

Vale lembrar que a parcela a ser paga em maio ainda é referente à PLR de 2025. Já a nova PLR terá pagamento iniciado em outubro deste ano, com nova parcela prevista para maio de 2027.

Paulo Horn é reeleito ao Conselho de Administração da Celesc

Os empregados da Celesc reelegeram, no dia 03 de fevereiro, Paulo Horn como seu representante no Conselho de Administração da empresa. A votação expressiva reafirma a importância da participação de trabalhadores e trabalhadoras nos espaços de decisão da companhia e fortalece a defesa de uma Celesc pública, eficiente e comprometida em prestar bons serviços à sociedade catarinense. Paulo Horn reassume a função levando para o Conselho a voz da categoria eletricitária de Santa Catarina, com o compromisso de seguir atuando com independência, transparência e diálogo permanente com os empregados, sindicatos e demais representações. Sua eleição é resultado de um processo democrático, construído a partir do engajamento da categoria e da confiança depositada em uma trajetória marcada pela defesa da empresa pública e dos direitos dos trabalhadores. Paulo é jornalista por formação e oriundo do movimento sindical, onde atuou nas últimas duas décadas como dirigente do Sindinorte e, ainda, como Coordenador da Intercel durante a pandemia de Covid-19. “Agradecemos a todos os votos de confiança depositados. Foi uma campanha muito curta, onde, infelizmente, não pudemos passar em todos os locais de trabalho. A votação expressiva, contudo, demonstra que nossa mensagem conseguiu chegar a um grande número de celesquianas e celesquianos. Agora é seguir lutando pela defesa da empresa pública”, destaca Paulo. Para o movimento sindical, a presença de um representante eleito pelos empregados no Conselho de Administração é fundamental para garantir que as decisões estratégicas da Celesc considerem não apenas os resultados financeiros, mas também o papel social da empresa, a valorização dos trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados à população. O jornal Linha Viva parabeniza Paulo Horn pela reeleição e reforça o pedido para que celesquianas e celesquianos sigam acompanhando os boletins, as percorridas e os diálogos de prestação de contas do Conselheiro. WAGNER FELIPE VOGEL É ELEITO DIRETOR COMERCIAL NO MESMO PLEITO COM 61,61% DOS VOTOS No mesmo pleito que reconduziu Paulo Horn ao Conselho de Administração da Celesc, a categoria elegeu Wagner Felipe Vogel como Diretor Comercial, em mais um importante processo democrático que reafirma o protagonismo dos trabalhadores na definição dos rumos da companhia. Vogel sucede Vitor Lopes Guimarães como Diretor Comercial eleito. A eleição para a Diretoria Comercial representa uma conquista dos trabalhadores, garantindo que uma área estratégica da Celesc seja conduzida por um celesquiano escolhido diretamente pelo corpo funcional. A participação dos empregados nesse processo fortalece a gestão pública, amplia a transparência e assegura que as decisões levem em conta a realidade de quem constrói a empresa no dia a dia. Vogel assume a Diretoria Comercial com grandes desafios. Entre eles, de enfrentar questões centrais para a empresa, como a melhoria dos processos comerciais e resolução de diversos problemas em virtude da troca de sistemas, a qualidade do atendimento à população, o equilíbrio econômico-financeiro e a valorização dos trabalhadores, que têm dado o seu melhor para que o povo catarinense consiga pagar suas faturas de energia de forma correta e sem necessidade de deslocamento até as lojas de atendimento por diversas vezes seguidas. Sua eleição expressa a confiança da categoria em uma gestão comprometida com o fortalecimento da Celesc pública e com o diálogo permanente com os empregados e suas entidades representativas. Para o Coordenador da Intercel, Ailton Communello, “a escolha de um diretor eleito pelos trabalhadores é fundamental para garantir que a Celesc siga cumprindo seu papel social, resistindo às tentativas de privatização e priorizando o interesse público acima da lógica do mercado. Esperamos que Wagner seja acessível às questões dos trabalhadores”. O jornal Linha Viva parabeniza Wagner pela eleição e reforça que seguirá acompanhando de perto a atuação da Diretoria Comercial, cobrando compromisso com os trabalhadores, com a população catarinense e com a defesa da Celesc pública.

Os empregados da Celesc reelegeram, no dia 03 de fevereiro, Paulo Horn como seu representante no Conselho de Administração da empresa. A votação expressiva reafirma a importância da participação de trabalhadores e trabalhadoras nos espaços de decisão da companhia e fortalece a defesa de uma Celesc pública, eficiente e comprometida em prestar bons serviços à sociedade catarinense.

Paulo Horn reassume a função levando para o Conselho a voz da categoria eletricitária de Santa Catarina, com o compromisso de seguir atuando com independência, transparência e diálogo permanente com os empregados, sindicatos e demais representações. Sua eleição é resultado de um processo democrático, construído a partir do engajamento da categoria e da confiança depositada em uma trajetória marcada pela defesa da empresa pública e dos direitos dos trabalhadores.

Paulo é jornalista por formação e oriundo do movimento sindical, onde atuou nas últimas duas décadas como dirigente do Sindinorte e, ainda, como Coordenador da Intercel durante a pandemia de Covid-19.

“Agradecemos a todos os votos de confiança depositados. Foi uma campanha muito curta, onde, infelizmente, não pudemos passar em todos os locais de trabalho. A votação expressiva, contudo, demonstra que nossa mensagem conseguiu chegar a um grande número de celesquianas e celesquianos. Agora é seguir lutando pela defesa da empresa pública”, destaca Paulo.

Para o movimento sindical, a presença de um representante eleito pelos empregados no Conselho de Administração é fundamental para garantir que as decisões estratégicas da Celesc considerem não apenas os resultados financeiros, mas também o papel social da empresa, a valorização dos trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados à população.

O jornal Linha Viva parabeniza Paulo Horn pela reeleição e reforça o pedido para que celesquianas e celesquianos sigam acompanhando os boletins, as percorridas e os diálogos de prestação de contas do Conselheiro.

WAGNER FELIPE VOGEL É ELEITO DIRETOR COMERCIAL NO MESMO PLEITO COM 61,61% DOS VOTOS

No mesmo pleito que reconduziu Paulo Horn ao Conselho de Administração da Celesc, a categoria elegeu Wagner Felipe Vogel como Diretor Comercial, em mais um importante processo democrático que reafirma o protagonismo dos trabalhadores na definição dos rumos da companhia. Vogel sucede Vitor Lopes Guimarães como Diretor Comercial eleito.

A eleição para a Diretoria Comercial representa uma conquista dos trabalhadores, garantindo que uma área estratégica da Celesc seja conduzida por um celesquiano escolhido diretamente pelo corpo funcional. A participação dos empregados nesse processo fortalece a gestão pública, amplia a transparência e assegura que as decisões levem em conta a realidade de quem constrói a empresa no dia a dia.

Vogel assume a Diretoria Comercial com grandes desafios. Entre eles, de enfrentar questões centrais para a empresa, como a melhoria dos processos comerciais e resolução de diversos problemas em virtude da troca de sistemas, a qualidade do atendimento à população, o equilíbrio econômico-financeiro e a valorização dos trabalhadores, que têm dado o seu melhor para que o povo catarinense consiga pagar suas faturas de energia de forma correta e sem necessidade de deslocamento até as lojas de atendimento por diversas vezes seguidas.

Sua eleição expressa a confiança da categoria em uma gestão comprometida com o fortalecimento da Celesc pública e com o diálogo permanente com os empregados e suas entidades representativas.

Para o Coordenador da Intercel, Ailton Communello, “a escolha de um diretor eleito pelos trabalhadores é fundamental para garantir que a Celesc siga cumprindo seu papel social, resistindo às tentativas de privatização e priorizando o interesse público acima da lógica do mercado. Esperamos que Wagner seja acessível às questões dos trabalhadores”.

O jornal Linha Viva parabeniza Wagner pela eleição e reforça que seguirá acompanhando de perto a atuação da Diretoria Comercial, cobrando compromisso com os trabalhadores, com a população catarinense e com a defesa da Celesc pública.

Pressão aumenta sobre atendimento comercial da Celesc

A pressão sobre atendentes comerciais da Celesc só cresce. Além dos problemas e dificuldades no sistema Conecte e das constantes reclamações e ofensas de consumidores por não conseguirem realizar suas solicitações junto à companhia, atendentes de diversas regiões também se queixam de pressões de chefias. A imposição por atender um maior número de clientes por dia, a cobrança cada vez que um cliente demora um pouco mais no atendimento e pedidos constantes para que atendentes façam horas extras estão se tornando mais comuns na empresa, segundo relatos de atendentes ao jornal Linha Viva. “Cada vez que chega um caso mais complexo, que exige mais atenção e detalhamento das informações, a chefia fica em cima pressionando para acelerarmos o atendimento. Essa pressão nos desconcentra e o risco de fazermos algo errado só aumenta”, afirma uma atendente comercial do interior do estado em condição de anonimato. Em um caso recente, em uma das maiores lojas de atendimento, a gerência cobrou que os empregados chegassem no horário de trabalho estabelecido, sem atrasos além da tolerância de 5 minutos. A Intercel concorda que o/a trabalhador(a) precisa chegar no horário, conforme contrato de trabalho, até mesmo em respeito aos demais colegas, que podem se sobrecarregar se alguém não chega no horário estabelecido. As gerências estão corretas em cobrar horários e há formas legais de disciplinar em caso de descumprimento. Ocorre que nesse mesmo comunicado aos trabalhadores numa grande loja do estado, a gerência – possivelmente pressionada pela direção da empresa – fez cobranças que chegam muito próximo do assédio moral: “Informo que está permitido somente 3 (três) serviços por senha de atendimento e que todo atendimento que ultrapassar de 30 minutos será submetido a análise pela gerência imediata, SPAC e DVAC. Em toda senha que ultrapassar 30 minutos de atendimento, o atendente deverá registrar no campo de observação do SGA quais serviços foram realizados que implicaram a extensão do tempo de atendimento. É imprescindível que todos atendentes façam o registro correto do CPF ou UC nos campos do SGA. Serviços internos deverão ser realizados somente quando não houver fila de atendimento, antes ou após o seu horário convencional de expediente”. E o pior: a gerência limita o que o empregado pode ou não fazer no local de trabalho: “O atendente que estiver com o SGA Atendente com status Em atendimento e não estiver de fato prestando o serviço de atendimento, ou seja, estiver sem cliente em mesa, em higiene pessoal, em pausa para café ou ginástica laboral, estiver mexendo no celular, respondendo whatsapp, ou fazendo qualquer outra atividade que não condiz com o serviço de atendimento da Celesc, será advertido por deixar o Tempo Médio de Atendimento (TMA) da agência regional subir, comprometendo os indicadores de desempenho da empresa, em especial o NSAP. O descumprimento frequente da assiduidade para logar no SGA e/ou do registro correto no SGA acarretará em aplicação da política de consequência com base no histórico funcional do empregado”. Trabalhadores buscaram o sindicato e reclamaram da pressão do e-mail e da aparente ameaça sobre a política de consequência. A afirmação de que poderá aplicar a política de consequência já foi denunciada por trabalhadores na mesma Regional por se sentirem ameaçados e coagidos por outra gerência no passado. É uma prática desnecessária, que só cria mais atritos entre trabalhadores e chefia. Afinal, se os trabalhadores tiverem tempo para fazerem treinamentos na Celnet, saberão de suas responsabilidades e as consequências de suas ações na empresa. Não há necessidade da gerência ficar relembrando isso aos empregados. “A situação no atendimento está insustentável. Colegas falam em pedir demissão ou ir para o psiquiatra. O problema está nos processos do SAP e estão querendo encontrar culpados no atendimento. Para nós, 80% dos atendimentos são reclamação da reclamação”, afirma uma pessoa que atua nessa loja. Outra relata que “a chefia imediata talvez não tenha culpa. Ela cumpre ordens que vêm de cima. Essa pressão nos deixa ainda mais angustiados. É pressão de todos os lados”. O e-mail da gerência foi juntado na semana passada à Notícia de Fato da Intercel junto ao Ministério Público do Trabalho sobre as condições precárias de atendentes na companhia. Nessa terça-feira, dia 12, o Procurador do Ministério Público do Trabalho, Dr. Sandro Sardá, despachou na Notícia de Fato, “considerando que a empresa não comprovou a observância integral da Recomendação” do MPT e concedeu prazo de dez dias para a Celesc manifestar interesse em firmar Termo de Ajuste de Conduta sobre o tema. Em caso contrário, afirmou que o MPT procederá o ajuizamento de Ação Civil Pública contra a Celesc. O atendimento comercial da Celesc vive desde maio como uma panela de pressão. As ações das gerências podem ser comparadas com o fogo alto, agitando e elevando a temperatura e pressão. Mas toda panela tem limite, e a do atendimento da Celesc está prestes a explodir. Na semana passada, a Intercel se reuniu e definiu pelo pedido de uma reunião com a Direção da Celesc para buscar prazos e alternativas para amenizar a pressão sobre o atendimento comercial da empresa. Até o fechamento dessa edição, não houve resposta da Celesc sobre o pedido de reunião.

Seminários Regionais na Celesc

Após a realização dos Seminários Regionais com celesquianos da Agência Regional Florianópolis e Administração Central, nessa semana os Seminários foram realizados com colegas de Lages, Rio do Sul e Blumenau. Amanhã, sexta-feira, será realizado com trabalhadores da Celesc de Itajaí. Na próxima semana, será a vez de empregados de Joinville, Jaraguá do Sul e Mafra debaterem a gestão da empresa. Participe! Novembro Azul e a conscientização sobre o câncer de próstata O mês de novembro é dedicado à conscientização sobre o câncer de próstata. No Brasil, esse é o segundo câncer mais comum entre os homens, representando cerca de 29% dos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer. Somente em 2023, foram pelo menos 70 mil novos casos registrados. Entre os principais sintomas do câncer de próstata estão a dificuldade para urinar, sensação de bexiga cheia mesmo após ir ao banheiro, diminuição do jato de urina, dores na região pélvica e presença de sangue na urina ou no sêmen. No entanto, muitos casos são assintomáticos nas fases iniciais, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante. Homens que apresentarem qualquer um desses sinais devem procurar um urologista, médico especialista em saúde masculina, que poderá realizar os exames necessários para avaliar a presença da doença e orientar sobre o tratamento adequado. O câncer de próstata, quando detectado precocemente, tem grandes chances de cura. A recomendação médica é que, a partir dos 50 anos, homens realizem exames anuais de toque retal e dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico). Para aqueles com histórico familiar da doença, recomenda-se iniciar o acompanhamento a partir dos 45 anos.

Celesc prometer resolver problema com crédito de energia excedente até o fim do mês

O presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, em reunião com a Bancada do Oeste da Assembleia Legislativa na terça-feira, 5 de novembro, garantiu que até o fim desse mês será resolvido o problema com consumidores que possuem geração própria de energia e que não estão recebendo os créditos da produção excedente. A visita do presidente da companhia ocorreu após convite da coordenadora da Bancada do Oeste, deputada Luciane Carminatti (PT). De acordo com a parlamentar, pequenos e médios empresários, cooperativas, produtores rurais e usuários que possuem geração própria de energia não estão tendo o excedente de produção creditado pela Celesc desde o mês de maio, quando a companhia implementou o novo sistema comercial. Ou seja, não há o abatimento das faturas pela energia extra enviada para a rede elétrica. Carminatti confirmou a criação de uma comissão para acompanhar a resolução do problema. “Essa comissão será formada por deputados, representantes da Celesc e de empreendedores que geram energia elétrica para acompanhar essa tratativa”, disse. Com informações da Agência AL/Daniela Lagas e Gisele Krama

Intercel debate medidas para proteger atendimento comercial

A Intercel segue preocupada com a saúde e a segurança de atendentes comerciais da Celesc. Desde a implantação do sistema Conecte, há mais de seis meses, o atendimento comercial da empresa amarga dificuldades para desempenhar seu trabalho, reclamações reiteradas de consumidores, cobranças e forte pressão por muitas chefias, além dos consequentes adoecimentos por conta de toda a situação. Na semana passada, fotos de consumidores na fila do lado de fora da loja da Celesc em Catanduvas correram as redes sociais com críticas à empresa. Em Florianópolis, por diversas vezes a loja tem clientes do lado de fora, mesmo em dias de chuva, como nessa segunda-feira, dia 4 (imagem ao lado). Em Palhoça, o Sinergia presenciou na semana passada apenas três atendentes no turno da manhã com uma fila gigantesca do lado de fora. A Intercel tem uma reunião agendada para essa semana para debater novas medidas para resguardar a saúde e a segurança de celesquianas e celesquianos. As chamadas do concurso para novos atendentes podem amenizar o caos, mas não resolvem por completo, já que são em número inferior ao necessário e o problema principal, o Conecte, segue sem solução.

Em 6 de novembro, vote Henri Claudino para o Conselho Deliberativo da Celos

Na próxima quarta-feira, 6 de novembro, será realizada a eleição para uma vaga do Conselho Deliberativo da Celos. O Conselho é formado por três integrantes indicados pela patrocinadora (e seus suplentes) e três integrantes indicados pelos participantes, também com seus respectivos suplentes. A eleição de 6 de novembro é para a suplência de uma das vagas dos eleitos pelos participantes e tem apenas uma candidatura concorrendo, apoiada pela Intercel e pela Associação dos Aposentados e Pensionistas da Celesc – a APCelesc. O candidato é Henri Claudino, empregado da Celesc há 35 anos e que ingressou na empresa como eletricista na Regional de Tubarão. Henri é graduado em Administração de Empresas e Gestão da Previdência Complementar e pós-graduado em Mercado Financeiro e de Capitais. Ele possui as certificações Gestão de Riscos Financeiro, Diversificação de Investimentos na Prática, Gestão de Investimentos de Fundos de Pensão, Investindo em Renda Variável e Gerenciamento de Risco de Mercado. O candidato foi dirigente sindical liberado pelo Sintresc de 2004 à 2014, tendo sido coordenador da Intersindical dos Eletriciários de Santa Catarina – INTERCEL. Neste período foi eleito para representar os participantes no Conselho Deliberativo da Celos por um mandato (2010 – 2013), tendo sido membro titular do Comitê de Investimentos. Henri foi eleito com apoio da Intercel e da APCelesc para a Diretoria Administrativa-Financeira da Celos por dois mandatos (2015 – 2022), onde conduziu um processo de reestruturação dos investimentos, melhorando a governança e a rentabilidade dos planos e dos benefícios dos trabalhadores. É fundamental que a categoria participe do pleito dando seu voto de confiança a Henri. É preciso que o candidato tenha uma votação expressiva para dar legitimidade à sua atuação no Conselho Deliberativo. Dia 6 de novembro vote Henri Claudino para o Conselho Deliberativo da Celos. Candidato percorre postos de trabalho na Celesc O candidato Henri Claudino está percorrendo os postos de trabalho na Celesc desde o dia 8 de outubro. A agenda de campanha iniciou na Agência Regional de São Miguel do Oeste e já passou por Chapecó, Concórdia, Videira, Joaçaba, Lages, Criciúma, Tubarão, Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e Mafra. Nessa semana, Henri visita as Regionais de Blumenau, Rio do Sul, Itajaí e Florianópolis, além da sede da Celos, na capital. Na próxima semana, a campanha percorrerá as salas da Administração Central da empresa.